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XIaomi, a nova rainha do mundo dos smartphones

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Uma hora, isso iria acontecer.

A popularidade que a Xiaomi construiu ao longo dos últimos 11 anos é enorme, com usuários que se tornaram fãs. Isso mostra o tamanho da fidelidade alcançada pela marca com a estratégia em oferecer produtos com excelente relação custo-benefício.

Por isso, a notícia que confirma a marca chinesa como a líder global em vendas pela primeira vez (segundo os números compilados pela consultoria Counterpoint Research no último mês de junho de 2021) não chega a ser uma surpresa. É a constatação que a marca tomou as decisões corretas para obter essa visibilidade e volume de vendas.

 

 

 

Líder global pela primeira vez

Considerando a presença da Xiaomi no mercado global, dá para dizer que demorou para isso acontecer. Por outro lado, temos que lembrar que durante muito tempo a marca encontrou alguns obstáculos para se fazer presente em alguns mercados específicos e muito importantes para o setor, principalmente no caso do mercado norte-americano.

Porém, o mês de junho de 2021 foi muito expressivo para a marca, com um aumento de vendas de nada menos que 26% somente neste mês. Foram quase 800 milhões de smartphones vendidos pela Xiaomi desde o seu nascimento, e agora a marca assume a liderança no volume de vendas.

 

 

A Xiaomi, que já havia superado a Apple no volume de vendas, agora passa a Samsung, que é uma potência global no mercado de smartphones. O que não é pouca coisa, convenhamos: a marca conseguiu superar esse duopólio antes da Huawei, que era a grande ameaça ao império dos coreanos no segmento de telefones móveis inteligentes.

Por outro lado, é importante lembrar que a Huawei foi muito atrapalhada pelos embargos estabelecidos na gestão Donald Trump, e não apenas as vendas nos Estados Unidos foram afetadas, mas também em vários mercados globais, já que a marca deixou de fechar alguns acordos importantes com parceiros relevantes dentro do segmento.

Além disso, a decisão da Huawei em apostar suas fichas no HarmonyOS pode não ter sido tão bem recebida pelos usuários que já estavam mais do que acostumados com o Android. E esse último fator pode ter sido decisivo para que a Xiaomi se tornasse a alternativa para um grande público que gostaria de garantir a mesma experiência de uso no smartphone.

 

 

 

Um futuro dominado pela Xioami?

Não é um absurdo pensar nessa possibilidade.

Por melhor que sejam os smartphones da Samsung, eles são muito mais caros que os principais modelos da Xiaomi, independente da categoria ou faixa de preço que estamos analisando. E, no final das contas, o que realmente importa para os usuários é o preço que ele vai pagar pelo produto.

A política da mais atraente relação custo-benefício possível que a Xiaomi estabeleceu desde o começo de sua vida útil resultou em uma liderança de mercado que é mais que justificada. Os produtos são bons, de boa qualidade e com preços competitivos. Ou seja, é tudo o que os usuários de tecnologia mais desejam.

Vamos ver como Samsung e Apple reagem, se é que vão reagir. Ambas estão mais preocupadas neste momento em aumentar as margens de lucro do que em vender mais unidades de smartphones. E não podemos negar que tão ou mais importante que ser líder global em vendas é lucrar mais que as outras com os seus produtos.

De qualquer forma, fica o registro da liderança da Xiaomi. Um marco importante em vários sentidos. Importante, e muito fácil de entender (e concordar) por que as coisas aconteceram dessa forma.


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