Os fanboys da Xiaomi no Brasil estão sentindo orgasmos múltiplos nesse momento. O anúncio da “volta” da Xiaomi ao Brasil através da brasileira DL foi confirmada, e os dois primeiros dispositivos já desembarcaram no mercado: o Redmi Note 6 Pro e o tão amado Xiaomi Pocophone F1.

Agora… “volta”? Só se for pela porta dos fundos. E na verdade, nem tanto.

Eu não estou aqui para falar mal da Xiaomi. Eu tenho um Pocophone F1 e um Amazfit Bip, e estou feliz com os dois. Eu só quero trazer um pouco de racionalidade e sensatez na cabecinha de alguns usuários, e apresentar o outro lado da moeda. Só por dois minutos, no máximo (o tempo médio que qualquer pessoa alfabetizada leva para ler um texto com pouco mais de 300 palavras).

A Xiaomi está fazendo a mesma coisa que a Huawei tentou fazer com a Positivo Tecnologia, e não deu certo: procurar uma marca brasileira que será responsável pela distribuição dos seus produtos no território nacional, pois a própria Xiaomi fazendo isso não deu muito certo.

Ou vocês já esqueceram todo o barulho que a Xiaomi fez quando chegou ao Brasil, chamando os clientes de “fãs” e prometendo mundos e fundos… para no final sair com o rabinho entre as pernas por não conseguir convencer o brasileiro médio que comprar diretamente com eles pela internet era algo legal?

Sem falar que a Xiaomi percebeu que o mercado brasileiro era “para profissionais” quando viu as enormes cargas tributárias aplicadas por aqui.

Ou seja, não é tão simples assim.

Além disso, amigo fanboy da Xiaomi, você está se esquecendo que esses produtos vão chegar ao mercado brasileiro carregando impostos de importação e a margem de lucro que a DL vai querer para distribuir os produtos em nosso mercado. E coloque nessa conta os varejistas, que também vão querer a sua fatia no processo.

A pergunta que fica é: você realmente acredita que o Pocophone F1, uma das melhores relações custo/benefício do mercado, vai continuar a ser oferecido a partir de R$ 1.600 (com valor máximo abaixo dos R$ 2.000) quando ele for distribuído pela DL?

Sinceramente, eu acho bem difícil.

A parceria tem vantagens, é claro: assistência técnica local, mais fácil distribuição, poder comprar o produto por aqui… Mas tudo isso tem um preço. E ninguém está pensando em qual será esse valor.

Logo, fanboys da Xiaomi… segurem o orgasmo para depois do anúncio oficial dos valores que a DL vai cobrar para esses smartphones. Antes disso, é melhor reprimir para não se decepcionar depois.