O Xiaomi Mi 9 (e seus adjacentes) é tudo aquilo que a gente esperava. Um autêntico dispositivo top de linha, em todos os sentidos. E dessa vez não tem a desculpa do Pocophone F1, quando os detratores de plantão afirmavam que “não tem acabamento top de linha, não tem NFC, não peida bolinhas de sabão…”. Então, o Mi 9 faz tudo isso e custa BEM MENOS de 1.000 euros.

De novo: eu não ligo para a cerâmica. É um acabamento ótimo, mais resistente, esteticamente atraente e chama a atenção das gatinhas (ou das coroas) na balada. Mas nem mesmo se Michael Jordan voltar para a NBA humilhando LeBron James em rede nacional vai me convencer que o acabamento justifica um valor acima dos 1.000 euros para um smartphone

Em pleno 2019, onde está bem claro o momento de estagnação do mercado de smartphones, vai vencer aquela marca que oferecer a melhor relação custo-benefício. A grande maioria dos consumidores não estão em condições de investirem o seu rico e suado dinheiro em um smartphone que custa mais caro que uma moto usada.

E não adianta chorar contra a Xiaomi. Podem alegar que as peças são de segunda linha, podem alegar que a marca não paga um monte de impostos em mercados pontuais (Brasil, inclusive, já que quem vai pagar os impostos é a DL; a não ser que a Xiaomi faça o subsídio de todos os impostos), muito menos alegar que são produtos chineses sem garantia (ainda mais agora, que começaram a ser homologados).

A Xiaomi está aí, ganhando mercado. E me arrisco a dizer que vai fazer companhia com a Huawei no topo da lista de maiores vendedores de smartphones em um médio prazo.

O Xiaomi Mi 9 é tudo o que a gente esperava, e essa notícia é excelente para todos nós. É um autêntico top de linha que, na sua versão mais completa (8 GB RAM + 256 GB + carcaça transparente falsa) custa 525 euros. Se a Samsung cobra o dobro disso no Galaxy S10 com as mesmas especificações, o problema é da Samsung, mas… como os coreanos vão explicar isso?

E não estamos falando de smartphones xing-ling. A Xiaomi colocou leitor de digitais, câmera tripla com 48 MP no sensor principal, recarga de bateria sem fio (e recarga rápida) e várias outras tecnologias que turbinaram o dispositivo. Logo, não dá para dizer que ele deixa a desejar ao Galaxy S10. Talvez a qualidade fotográfica a conferir, mas até isso é subjetivo, e a maioria pode suportar uma qualidade de fotos um pouco abaixo da concorrência.

Ou seja, se eu falei dos fanboys da Xiaomi (e eu sempre digo que fanboy é uma raça de ser humano que precisa morrer), eu posso dizer também que essa galera tem vários motivos para comemorar hoje. O Xiaomi Mi 9 tem tudo para ser um dos smartphones mais desejados de 2019, ou o novo queridinho dos importadores.

E, se tudo der certo, em um futuro não muito distante, as pessoas não vão nem precisar importar esse dispositivo. Está aí a DL que pode salvar vidas (e o bolso de muita gente).