Xiaomi Mi A1

A Xiaomi pode liderar uma pequena revolução no mercado de smartphones, ao abraçar o Android One no novo Xiaomi Mi A1, anunciado na Índia.

O dispositivo de linha média já entra para a história por ser o primeiro da Xiaomi a deixar de lado a interface MIUI e adotar o Android puro.

Tá bom… quase puro, já que o aplicativo de câmera e a loja própria de aplicativos da Xiaomi impedem essa pureza toda.

Mas há um grande diferencial desse novo modelo para muitos dos concorrentes que apostam no Android stock levemente modificado: todas as atualizações do Xiaomi Mi A1 não serão oferecidas pela Xiaomi, mas diretamente pela Google.

Afinal de contas, este é um modelo com Android One, lembra?

 

 

Com isso, esse dispositivo vai receber as atualizações muito mais rápido que os demais concorrentes. Ele é quase um smartphone das linhas Pixel ou Nexus. E essa vantagem de updates mais rápidos é admirada por muita gente, e pode ser uma vantagem muito competitiva a favor da Xiaomi.

Para ser moderado na minha opinião, entendo que algumas pessoas (para dizer o mínimo) fatalmente vão se interessar pelo Xiaomi Mi A1 justamente por conta desse suporte direto da dona do Android. Sem falar na menor quantidade de bloatwares que o dispositivo vai integrar.

Apenas para dar um exemplo: por mais que a Motorola integre nos seus dispositivos um Android quase puro e com poucos apps considerados inúteis, nem mesmo ela será capaz de entregar updates mais rápidos que a Xiaomi. E estamos falando de uma empresa que tem um suporte excelente nesse sentido, entregando atualizações mais rápidas que seus concorrentes, justamente por conta da baixa customização do seu Android.

 

 

No caso da Xiaomi, a virada de disco é tão grande, que não só deixa de lado a MIUI por alguns momentos, mas se dá ao luxo de oferecer o smartphone que mais rápido receberá as novidades do Android pelo menor preço possível (em torno de 195 euros).

Não é um top de linha? Não é. Mas deixa em condição vergonhosa muitos modelos top de linha que vão receber novas versões do Android bem depois dele.

Ponto para a Xiaomi nesse aspecto.