A Xiaomi está meio perdida. Tem tantos smartphones da mesma família, mas são todos muito similares. Falta foco para os chineses, que abraçaram um mundo de dispositivos, mas se esqueceram de centrar no que realmente importa para eles.

Em 2013 a Samsung estava em um ponto de saturação, lançando smartphones toda semana, orientados para diferentes segmentos do mercado.

Na época, o Galaxy S4 era o topo de linha, porém recebeu duas variantes com processadores diferentes, e várias edições (S4 Mini, S4 Active, S4 Zoom e S4 LTE-A). Todas para o mesmo top de linha. Era uma Samsung que queria ser abrangente demais.

Nos últimos anos, o catálogo dos coreanos reduziu de forma sensível, e mesmo oferecendo produtos para todos os segmentos, as linhas ficaram bem mais centradas e de fácil identificação para o consumidor.

 

 

O mesmo poderia ser aplicado para a Xiaomi. Lança vários modelos com nomes que confundem o consumidor, que não consegue identificar de forma correta as famílias de produtos.

Por exemplo, temos seis novos modelos da família Redmi: Redmi 5, Redmi 5A, Redmi Note 5A, Redmi Note 5A Prime, Redmi Note 5/5Plus (dois, não um) e o Redmi Note 5 Pro.

A linha Redmi 5 é a mais confusa da Xiaomi, que tem seis smartphones que são, basicamente o mesmo (Redmi 5 Plus e Redmi Note 5). O mesmo aconteceu com seus antecessores, e mesmo com vendas muito boas, eles exigem uma dose de paciência e pesquisa por parte do consumidor.

No final, é o mesmo problema da Samsung. A Xiaomi padece da falta do ‘menos é mais’, onde reduzir as opções do consumidor pode reduzir a ansiedade para compradores de qualquer segmento.

Por outro lado, o método atual pode estar funcionando bem para a Xiaomi, que teve um 2017 espetacular em vendas. Mas poderia ir melhor se reduzisse a oferta de smartphones, para evitar confusões e mal entendidos.

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Por outro lado, a Apple passou de 2 a 4 iPhones diferentes em dezembro de 2011 para inacreditáveis 16 modelos diferentes em dezembro de 2017.

É uma ironia do destino. A Apple quebrou a sua própria regra do ‘menos é mais’, e foi para o ‘mais às vezes também é mais’. Veremos se isso vai dar resultado nos próximos trimestres.

E a pergunta fica: as opções são boas, claro… mas… precisamos mesmo de tantas opções?