modo noturno

O smartphone é, hoje, uma ferramenta imprescindível, apesar de quase não mais utilizarmos o dispositivo para telefonar. A mudança de comportamento foi impulsionada pelo uso das mensagens instantâneas e das redes sociais.

Tal mudança faz com que fiquemos mais tempo com a tela do smartphone ligada, e alguns estudos podem provocar danos à nossa vista. Talvez por isso os fabricantes de smartphones e desenvolvedores de aplicativos começaram a incluir um modo noturno para reduzir a fadiga visual que as telas produzem.

Mas… será que tal modo noturno segue de alguma coisa?

Antes, vamos ver o que exatamente é a tal luz azul, e por que ela gera tanta controvérsia.

A luz azul está em todas as partes, e aproximadamente 25% da luz que “vemos” é azul. Diferente da luz branca, sua longitude de onda é curta, projetando assim mais energia e sendo mais prejudicial em casos de sobreposição.

As telas dos smartphones e tablets, tanto de LCD como de LED, emitem a tal luz azul nesses 25%.

 

 

Esse debate sobre a periculosidade da luz azul existe há anos. Há quem afirme que os danos aos nossos olhos podem ser graves, enquanto que outros podem ficar levemente fatigados, e tem alguns que até acusam a influência da luz azul na qualidade do sono pela inibição da melatonina, já que a luz da tela emula a luz do dia, fazendo com que nosso cérebro à noite se mantenha em alerta.

A última teoria se baseia nos modos noturnos dos aplicativos dos sistemas operacionais móveis. As mudanças de cor da interface dos aplicativos pelos tons escuros ou quentes para evitar que nosso cérebro seja enganado.

Mas… o que existe de certo em tudo isso?

Não há evidências que demonstram que a luz azul afeta os nosso olhos. Até agora os teses foram feitos em animais e em condições extremas. A luz do sol, por exemplo, tem mais luz azul do que as telas dos dispositivos.

Também não há evidências que iniba a produção da melatonina. Pelo contrário. Tratamentos de fototerapia com luz azul para pessoas com insônia pela ausência desta em países nórdicos para regular o sono são adotados.

O problema não é a luz. O problema é excitar o cérebro horas antes de dormir utilizando o smartphone. Mas isso é o mesmo de fazer exercícios antes de ir dormir.

Uma cor mais quente pode ser mais acolhedora e relaxante na hora de dormir (como o fogo de uma chaminé, por exemplo), mas esta é uma sensação subjetiva. Apenas como registro: nós dormimos com a luz azul da lua.

 

 

O recomendado é não abusar das telas, mas não pela luz, mas pelo esforço a mais que a vista faz por focar de forma contínua em um único ponto. Se trabalhamos com uma tela, o melhor é descansar a cada duas horas, olhando para qualquer outro ponto durante um minuto (no mínimo), para deixar de focar a mesma distância de forma constante.

Para resumir: não há diferença entre olhar para uma tela e ler um livro, de forma prática e objetiva.