iPad

 

A Apple apresentou hoje (21) um novo iPad, com tela de 9.7 polegadas e preço reduzido. Ou menos caro.

Na prática, é um iPad Pro de 9.7 polegadas com algumas restrições orçamentárias. É uma tentativa clara da Apple em tentar frear as vertiginosas quedas de vendas do produto, cujo segmento perdeu relevância e força no mercado de tecnologia.

Mas isso nem é tão importante. A pergunta principal é: vale a pena hoje, em 2017, pagar R$ 2.500 em um iPad?

 

Apesar desse ser o iPad mais barato da história (pelo menos lá fora, pois no Brasil isso pode variar), eu fico reticente nessa questão de comprar um produto com um preço desses para fins educacionais e de entretenimento.

Em um momento onde o mercado claramente se volta para uma maior flexibilidade da usabilidade de produtos, vem a Apple e lança um iPad menos caro, e nada mais.

E, para isso, reduz as especificações técnicas em relação ao iPad Pro, e de forma bem discreta, com um processador inferior e câmeras com menor resolução. E nada mais.

 

 

A relação custo-benefício poderia ser melhor, sinceramente.

O preço é elevado demais para um produto da sua categoria, e para um produto que não é tão diferente dos modelos mais caros. A única coisa que esse tablet realmente fez de efetivo foi retirar do mercado o iPad Mini 2.

Aliás, a família Mini não recebeu atualizações, o que pode ser um claro indício de que essa série pode estar chegando ao fim, se já não estiver morta.

Com preço inicial sugerido no Brasil de R$ 2.499, sou obrigado a lembrar que é possível comprar notebooks híbridos/conversíveis/2 em 1 com especificações bem completas, com o mesmo valor que um “simples” iPad de 9.7 polegadas.

Não me entendam mal. Eu compreendo que tem toda a experiência Apple integrada no produto. Mas pagar esse preço para ver vídeos no YouTube e Netflix, ou usar as ferramentas especificas do iOS é algo realmente desconfortável.

E, na boa… foi-se o tempo que as pessoas faziam muito melhor no iOS o que o Windows 10 hoje faz. Os vários notebooks híbridos disponíveis – e até mesmo o Surface – provam como as coisas mudaram drasticamente de uns tempos para cá.

 

R$ 2.500… fala sério!