Babypod

O Babypod é um dispositivo intravaginal que permite a reprodução de música durante a gravidez, melhorando os resultados dos alto-falantes abdominais para (segundo dizem) melhorar o desenvolvimento neurológico (e o treinamento da vocalização) dos bebês.

A ideia é facilitar que o som chegue com maior clareza e nitidez, mas sem incomodar o bebê (com intensidade abaixo dos 54 decibéis). O alto-falante tem o formato de um absorvente íntimo, e é feito de silicone hipoalergênico, para ser introduzido na vagina e conectado a um smartphone. O aplicativo sugere listas de reprodução para aumentar a estimulação do feto.

O Babypod é capaz de preparar concertos especiais para fetos e embriões, onde artistas desenvolvem rotinas musicais específicas para os bebês com a ajuda do gadget.

Mas há cientistas que são mais prudentes. Um estudo clínico publicado em 2015 pela Ultrasound indica dois grandes problemas no Babypod. O primeiro é o seu design, que não permite uma demonstração efetiva de um favorecimento direto na vocalização ou no neurodesenvolvimento do bebê. O segundo está nos conflitos de interesse que, apesar de não invalidarem os resultados, aconselham ser muito cuidadosos.

O “efeito Mozart” (o efeito positivo da música durante a gravidez) foi popularizado em 1993 por Frances Rauscher, e depois de muitos anos, a ideia não é muito bem vista dentro da comunidade científica. Quando em 1999, foi declarado que não haviam provas que sustentassem o suposto uso positivo da música durante a gravidez. É certo que não prejudica, mas vamos dar tempo ao tempo, não é mesmo?

 

Via Babypod