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Eu fui um cliente do Sky Pré-Pago quando ele ainda se chamava Sky Livre, nos tempos que eu não tinha grana para pagar a NET (e porque a NET não existia no meu bairro). Achava a ideia legal: você pagava antes de ver – tal como acontecia na Sky normal, mas sem a tal fidelidade -, pagava um preço bacana, e tudo certo. Ok, a imagem era bem meia boca? Era. Mas na época eu tinha uma TV de tubo, e não fazia muita diferença. Porém, o tempo passou. E…

E eu resolvi ir para um lado (o da NET), e a Sky optou por outro. E, pelo visto, o caminho escolhido pela operadora foi esfolar cada vez mais os clientes no quesito financeiro. Mesmo porque deve ser complicado pagar o cachê da Claudia Leitte, não é mesmo?

A minha surpresa nesse final de semana foi descobrir que, a partir de agora, os clientes do Sky Pré-Pago terão que pagar para ver os canais abertos disponíveis na sua grade de programação. Isso mesmo, amigo leitor: o conceito de ‘parabólica da Sky’ acabou, já que na parabólica você não paga para ver TV aberta.

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Com a chegada do ‘pacote’ Sky Digital (R$ 19,90 por três meses de programação), a Sky ‘mata’ o conceito de parabólica digital, pois cobra por canais que estão disponíveis de graça para qualquer pessoa. Ok, tem a ‘desculpa’ da cobrança pela disponibilidade do serviço e tal. Mas… será que a legislação protege isso? Se bem que as regras de TV por assinatura no Brasil são uma bagunça…

De qualquer forma, acabou a brincadeira. Acabou-se o que era doce. Você que está com o seu equipamento do Sky Pré-Pago, comece a repensar suas escolhas. Será que vale a pena ficar com um serviço onde você terá que pagar por um conteúdo onde em serviços similares você pode conseguir esses mesmos canais de graça?

Aliás, minhas críticas à Sky já perduram por algum tempo. Cobranças indevidas, qualidade de serviço abaixo da média, qualidade de sinal abaixo da concorrência… e essas iniciativas só me fazem afastar ainda mais da operadora. De novo: não como a Anatel e a ANCINE vê esse tipo de iniciativa (e até acredito que a mudança deve ter a ‘bênção’ dos dois órgãos).

Porém, eu me recusaria a pagar por algo que, por lei, eu tenho o direito de receber de graça. Mesmo que a desculpa seja pagar pela tecnologia que é adotada para transmitir esses canais. Afinal de contas, não pagamos pelo equipamento? Pois é: na parabólica convencional não me cobram mais nada para ver os mesmos canais.