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Por que Novak Djokovic está usando um adesivo com “nanocristais” em seu corpo?

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O renomado tenista Novak Djokovic recentemente fez história ao conquistar o torneio de Roland Garros, aumentando seu número de títulos de Grand Slam para 23, ultrapassando nomes lendários como Rafael Nadal e Roger Federer.

Que Novak Djokovic é um nome em evidência no mundo dos esportes, isso é algo indiscutível, tanto pelos motivos certos como pelas decisões controversas. Logo, não chega a ser surpresa ver o sérvio se destacando pela sua ambiguidade presente nos pequenos detalhes de sua vida profissional.

Um detalhe curioso em Djoko chamou a atenção durante o torneio na França: um adesivo com “nanocristais” que ele usava no peito, chamado Taopatch.

O que é isso? Realmente funciona?

 

Sobre o Taopatch

O Taopatch, desenvolvido pela empresa italiana Tao Technologies, alega conter nanocristais capazes de converter o calor corporal em luz, que é direcionada para pontos de acupuntura específicos do corpo.

Lembrando: isso é o que o produto afirma fazer. Não sou eu que estou dizendo isso. Só reproduzi a informação disponível pelo próprio fabricante.

Segundo a descrição oficial do produto, esses nanocristais têm diversos benefícios para a saúde, incluindo melhorar a postura, aliviar a dor e aumentar o desempenho esportivo.

Especialistas e cientistas estão questionando a eficácia desse adesivo com nanocristais. Para muitos, essa tecnologia se enquadra no campo da pseudociência, não possuindo sustentação científica válida. A transformação de energia em luz dentro do corpo humano não é cientificamente comprovada, e a ideia de que a luz possa viajar pelo corpo através desses cristais é considerada improvável.

Isso parece um tanto quanto óbvio para mim, mas muitas pessoas vão respaldar seu ponto de vista sobre o Taopatch e outros tratamentos alternativos em experiências individuais e convicções pessoais, sem apresentar dados concretos que tais tratamentos podem ajudar as pessoas em larga escala.

Ainda mais depois de tudo o que testemunhamos nos últimos anos sobre as visões de mundo sobre a medicina, a ciência e os tratamentos comprovados a partir de vacinas.

Incluindo a postura do Sr. Novak Djokovic.

 

Djokovic tem um histórico que reforça o ceticismo dos cientistas

Essas críticas vêm em um contexto em que Djokovic já havia tomado decisões controversas relacionadas à sua saúde.

O jogador recusou-se a ser vacinado contra a COVID-19, o que fez com que ele fosse impedido de participar de torneios importantes, como o Australian Open.

O atleta também rejeitou uma cirurgia para uma lesão no cotovelo no passado, insistindo em uma recuperação natural que acabou não sendo bem-sucedida, o que obrigou o tenista a passar pela cirurgia do mesmo jeito.

O adesivo Taopatch com “nanocristais” usado por Djokovic durante os jogos é comercializado por mais de 250 euros cada unidade. Um produto caro demais para entregar os benefícios prometidos.

Pelo conjunto da obra, não é nenhum absurdo desconfiar do Taopatch, ainda mais com Djokovic como “garoto propaganda”. E mesmo com o tenista sérvio dando crédito para suas conquistas recentes para o patch de nanocristais que teoricamente entrega luz para o corpo, é muito mais fácil pensar que a 23ª conquista de Grand Slam dele aconteceu pelo “simples fato” dele ser um dos melhores tenistas da história.

A pseudociência, apesar de sua popularidade ocasional, ainda carece de evidências sólidas para sustentar suas alegações. Cada pessoa pode usar o que quiser para curar os seus males, mas tenho o meu legítimo direito de afirmar que essas pessoas estão errando na vida de alguma forma.


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@oEduardoMoreira