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Vida longa ao rock.

O rock é singular. Veio da fusão do country com o blues em um andamento acelerado e, ainda assim, conseguiu criar uma identidade própria, uma sonoridade única. Tudo bem, criou várias vertentes que muita gente condena até a morte, sem falar na Lorde, que não é rock nem a pau.

Mesmo assim… consegue ser único. Nenhum estilo musical mexe tanto com os instintos das pessoas quanto o rock. Nem mesmo a música clássica, que em alguns casos consegue elevar a capacidade cognitiva da pessoa. Nem mesmo o pop, que consegue deixar todo mundo feliz. Nem a MPB, que mostra o melhor da música brasileira.

Meu lado rock sempre fala alto quando eu preciso. Sempre está presente quando eu mais preciso daquela energia extra para realizar meus sonhos. É a injeção de adrenalina sonora que todo mundo precisa de tempos em tempos.

Eu adoro o rock.

Adoro o rock porque me tira da zona de conforto. Desperta em mim o instinto de rebeldia. Aquela rebeldia da juventude, que todo mundo deveria ter. Aquele desejo de mudar o mundo, mas que na verdade se transforma em uma realidade que muda apenas a nós mesmos. O rock entrega ao ser humano as batidas de uma bateria pulsante, se alinhando no ritmo do coração mais aventureiro. Injeta a tal adrenalina sonora com os riffs de guitarra. Oferece a profundidade de sentimentos com um baixo bem marcado.

É a voz de jovens de várias gerações, de vários cantos do mundo, que querem ser ouvidos, tal e como um vocalista faz entoando seus hinos, contando suas histórias. Por muitas vezes as canções de rock foram a minha voz, contando as histórias da minha vida de forma tão intensa, que era impossível não se envolver com toda a densidade sonora resultante do “barulho” das grandes bandas de rock da história.

O rock não só mostrou um pouco de mim. Me indicou quem eu queria ser.

Quero ser um rockstar, sim. Não quero ser aquele cara comum, que nada fez de interessante ou relevante na vida. Quero ser aquele cara que, no final da vida, pode dizer que fez tudo o que fez com paixão, de forma visceral, com intensidade. Com coragem. Com muito tesão!

O rock é sim fazer música com tesão. Fato. Ou vai me dizer que você nunca ouviu a expressão “sexo, drogas e rock and roll”?

Enfim, independente das convicções de cada um que vai ler esse texto, é importante deixar muito claro que o rock é parte fundamental da minha cultura musical. Ao lado do pop, é um dos estilos que me fazem gostar dos demais. Pode parecer contrastante para muita gente gostar de estilos tão diferentes e até conflitantes para algumas mentes mais preconceituosas, mas… o que posso fazer?

Prefiro a sempre mais interessante poligamia musical do que a chata e preconceituosa monogamia de estilos. Gostar de apenas um estilo, uma tendência ou uma única linha de raciocínio. Em um vasto universo musical e com a liberdade de escolha que o mundo conectado oferece hoje, beira à burrice gostar apenas de um estilo.

Mais burrice ainda ignorar o rock como um dos mais relevantes estilos musicais da história.

Sem ele, você jamais saberia em como as vertentes criativas de grandes músicos de diversos estilos e períodos da música seriam explorados. Que o rock era considerado contracultura, para depois se tornar pop, bem aceito e respeitado. Jamais teríamos Bono Vox tentando salvar o mundo (bom, isso nem sempre é tão legal assim, confesso…). Jamais teríamos o opera rock, e bandas como o Queen jamais existiriam.

Como seria o mundo sem o talento de Freddie Mercury? Melhor nem pensar.

Sem o rock, eu não teria gritado ao mundo sobre meus medos, meus protestos e minhas vitórias. Jamais sentiria a alegria de escrever sobre a maravilhosa canção Beautiful Day (U2). Jamais contaria para vocês a importância que esse estilo musical tem na vida de muita gente.

Aliás, vocês jamais saberiam que o nome KISS não quer dizer Knights In Satan Service, mas sim simplesmente KISS = Beijo.

Longa vida ao rock. Longa vida ao mais versátil dos estilos musicais.

E longa vida para aqueles que se valem do rock para transgredir barreiras, desafiar conceitos e revolucionar a si mesmo. E, dessa forma, surpreender e revolucionar o pequeno universo ao seu redor.




“Rock and Roll All Nite”
(Paul Stanley, Gene Simmons)
Kiss, 1975


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