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E3 2014: a primeira da nova geração de consoles

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Hoje (09), começa mais uma edição da E3 (Electronic Entertainment Expo), a maior feira de videogames e entretenimento eletrônico do mundo. Na verdade, ela abre as portas ao público amanhã (10), mas como a maioria das principais empresas do setor vão apresentar as suas novidades hoje, através de eventos de imprensa, podemos considerar o início dos trabalhos para esta segunda-feira. Enfim, a pergunta que temos antes mesmo da E3 2014 começar é: “e aí”?

A E3 é um evento grande. Já foi bem maior. E mesmo assim, no caso do TargetHD, não é um dos eventos que mais atraem a audiência. E as explicações são bem simples. Para começar, com o passar dos anos e a evolução das conexões de internet, ficou muito mais simples disponibilizar o evento para o mundo todo, via streaming, estreitando as distâncias entre os grandes eventos e os seus fãs. Logo, todo mundo pode acompanhar tudo, em tempo real, sem ter os blogs como intermediários.

Além disso, os próprios fabricantes pararam com essa mania besta de tornar os eventos restritos para blogueiros e jornalistas. Particularmente, acho isso ótimo: oferecer o acesso à informação para todos, principalmente para os gamers, que são os mais interessados nesse conteúdo.

Por conta disso, blogs e sites especializados hoje servem para fazer um resumo de tudo o que foi apresentado no evento. Ou para aqueles veículos que estão em Los Angeles, mostrar o evento como um todo. Detalhes de bastidores, curiosidades e demos de jogos (isso é, quando as produtoras permitem que os vídeos fiquem hospedados no YouTube por muito tempo). Não estou aqui dizendo que vou investir pouco tempo na E3 2014. Farei isso de qualquer forma, pois adoro o mundo dos videogames (apesar de não jogar tanto quanto eu gostaria). Mas que tais fatores dão uma certa desanimada para quem vai escrever sobre o assunto, isso é fato.

Em 2014, outro ponto de questionamento é levantado: as novidades só serão nos jogos, certo? Afinal de contas, a nova geração de consoles foi apresentada no ano passado, e tudo o que os consumidores desses novos consoles querem são novos títulos para os seus novos produtos, correto?

Então… será que uma E3 onde as novidades estão nos jogos… vai chamar a nossa atenção?

Eu acredito que sim. Tanto o PS4 quanto o Xbox One estão se tornando consoles mais populares (até mesmo no Brasil, onde os preços dos dois produtos são bem mais elevados do que o que gostaríamos que fosse), e o interesse por novos títulos é cada vez maior, em um fenômeno mais do que natural. Logo, apresentar novos jogos é a principal missão das gigantes do setor.

Não imagino que teremos novos produtos (de hardware) das 3 gigantes do setor na E3 2014. Se novos produtos aparecerem, será pelas mãos dos fabricantes que estão estreando nesse segmento, com as já populares Steam Machines (computadores com especificações técnicas elevadas, pensadas nos jogos eletrônicos), e nos acessórios de realidade aumentada – principalmente os óculos no estilo Ocluls Rift.

Quem sabe a Nintendo reserve alguma surpresa, e mesmo assim, dentro do segmento dos videogames portáteis. Aliás, a Nintendo está em um mato sem cachorro, pois o Wii U é um fracasso comercial, e muitos entendem que a E3 que começa hoje pode ser uma das últimas oportunidades da empresa mostrar sinais de recuperação no segmento de videogames domésticos.

Para isso, especula-se que a Big N vai apresentar versões dos seus videogames pensadas para os mercados de entrada, programas que ofereçam jogos de forma facilitada, e quem sabe conexões do mundo dos jogos móveis para os jogos domésticos. Sem falar nos jogos clássicos, que ainda rendem muitas vendas para a Nintendo.

De qualquer forma, é melhor se preparar para uma E3 2014 que, mesmo com tantas novidades em títulos, será uma E3 menos empolgante. Observar tudo de perto é minha missão. Mas não se surpreenda se eu voltar aqui no final da semana para dizer que esta pode ter sido a última E3 que acompanhei tão de perto assim.

Ou talvez não. Eu ainda adoro os videogames (mesmo não jogando hoje tanto quanto eu gostaria…).

O que podemos esperar da WWDC 2013?

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Se você passou as últimas semanas em uma caverna remota… bem vindo de volta à civilização, e saiba que a WWDC 2013 começa na semana que vem. Um evento que nesse ano passa a ter uma importância máxima, já que fatalmente veremos qual será o futuro do iOS e do OS X, além das novidades de hardware da Apple. Pode ser um evento que vai entrar para a história, ou pelas novidades apresentadas, ou porque as novidades vão sair do nada e ir para lugar nenhum, decepcionando os presentes.

De qualquer forma, faço nesse post a minha revisão daquilo que podemos esperar para o evento, contando sempre com a possibilidade de surpresas acontecerem. Inclusive a surpresa de, ao final do evento, constatar que “nada mudou” (acho pouco provável, mas não duvido de mais nada).

iOS

É esperado com muita ansiedade as novidades que devem voltar a colocar a Apple como símbolo de inovação tecnológica. O iOS deve receber uma mudança estética mais profunda que nos últimos anos, além das novas funcionalidades e características. Até porque, nas versões anteriores, tudo o que a Apple fez foi apresentar novos recursos, mas poucos deles realmente são considerados úteis pelos próprios usuários.

Espero ao menos melhoras no multitarefa do sistema, a introdução de recursos de ajustes rápidos, ou talvez uma tela inicial renovada. Isso é o mínimo para agradar a maioria daqueles que clamam por mudanças.

Além disso, novos gestos para melhorar a usabilidade do sistema, uma integração mais ampla, com mais serviços compatíveis, e a comunicação entre aplicativos são elementos que serão bem vindos no iOS 7.

A estética do iOS também deve sofrer mudanças mais evidentes. Os principais rumores apostam em uma interface de uso que siga o “plano, branco e preto”. É cedo para garantir que isso vai acontecer. O que se sabe é que Jony Ive é o encarregado dessa nova interface, e tem como missão principal fazer com que a comunicação entre os diversos segmentos do iOS seja mais fluída, e que as mudanças sejam mais amplas, e não centradas em alguns aplicativos.

OS X

O grande salto de evolução que se espera no iOS não é esperado para o desktop. Não há tanta movimentação entre as plataformas dessa categoria, e mesmo que o Windows 8 seja um sopro de ar fresco em termos de proposta de sistema operacional, não há muita urgência na hora de apresentar algo inovador para o computador dos usuários.

Se essas novidades aparecerem, serão em forma de pequenas adições ao OS X. Talvez a introdução do Siri e do novo Maps, ou uma multitarefa no estilo do iOS com processos congelados para economizar o processamento.

Em resumo, serão novidades menores para um sistema operacional que não sabemos sequer o seu nome (ou qual felino a Apple vai escolher na versão 10.9).

Serviços

A grande novidade dos últimos dias é a possibilidade de melhoras no serviço do iTunes, que passaria a integrar o iRadio, serviço de rádio online ou streaming de músicas, no estilo do Spotify ou Google Play Music All Access. Por enquanto, a única coisa que sabemos é que a Apple já possui acordos fechados com a Warner Music e Universal Music, e que na semana que vem, o iRadio seria anunciado, como um serviço multiplataforma.

Outra mudança que seria bem vinda é a expansão do iCloud, oferecendo maiores funcionalidades aos usuários. Desde a edição de documentos online, tal como é possível fazer hoje no Google Drive, a opção de gerenciamento do Game Center, a interação com os nossos favoritos do Mapas, entre outros recursos.

Hardware

Por fim, o hardware. Com o lançamento do novo iPhone esperado para o terceiro trimestre de 2013 (setembro), a WWDC 2013 não deve contar com grandes lançamentos nesse segmento. Alguns rumores afirmam que mudanças devem acontecer no Mac Pro, mas nada além disso. Nada de um nov iPad Mini, ou qualquer outro dispositivo com o iOS deve ser anunciado no evento.

Conclusão

A WWDC 2013 será um evento mais voltado para os desenvolvedores, com suas novidades recaindo ao software. Pra variar, eu vou ficar atento ao que pode acontecer no dia 10 de junho. Se bobear, tem até uma edição especial do TargetHD Podcast, comentando essas novidades. Vamos ver se o ânimo vai deixar.

47% dos norte-americanos estão interessado em uma Apple HDTV. E você?

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Não se deixe enganar pelas minhas declarações, amigo leitor. Eu gosto da Apple. Na verdade, gosto mais dos seus produtos do que da filosofia da empresa. O que me afasta da marca não é a marca em si, e sim os seus Apple Fanboys MacFags, que como já disse antes, olham os demais seres humanos como raças inferiores apenas porque possuem um iPhone no bolso, ou usam um Mac em casa. Mas esse não é o motivo desse post.

O fato é que a Apple está preparando a sua próxima proposta de inovação (ou de apresentar a sua alternativa para algo que já existe, que é uma teoria que aceito bem melhor). A Apple HDTV está em produção (bom, é o que dizem, mas os rumores são tão fortes que…), e lá nos Estados Unidos, que é o mercado onde a Apple quer se focar com esse lançamento, pelo menos 47% dos lares locais estão interessados em saber como a empresa de Tim Cook pode modificar a forma das pessoas se entreterem diante da tela.

Um estudo realizado pela AlphaWise, em parceria com a Morgan Stanley, revela que os norte-americanos estão entre “muito interessados” (11%) e “interessados de alguma forma” (36%) em uma Apple HDTV. 20% estão dispostos a pagar por serviços premium em uma Apple HDTV, e a maioria deles se apoiam em um argumento: a simplicidade dos sistemas da Apple em seus demais produtos.

O segmento de TVs de alta definição é algo vale o investimento da Apple. Os próprios consumidores estão dando a deixa: um produto com uma interface simples e intuitiva, com os conteúdos já disponibilizados pela iTunes Store, com a possibilidade de instalar aplicativos e até mesmo ser gerenciada pelos iDevices já disponíveis (iPhone, iPad, iPod Touch) é uma combinação poderosa. É uma expansão de um ecossistema que já é forte.

Alguns podem argumentar que o grande problema das HDTVs é que elas ainda são itens muito caros para  maioria das pessoas. Nos EUA, 46% das pessoas estão dispostas a pagar até US$ 1.000 por uma HDTV da Apple, mas é difícil estimar que isso aconteça. Afinal de contas, estamos falando da Apple, e não da AOC. Por outro lado, quem consome produtos da Apple sabe o quanto eles possuem preços “diferenciados” (a.k.a. caros), o que pode diminuir o impacto financeiro.

Além disso, a Apple pode obter lucros no simples fato de expandir o espectro do público onde o seu conteúdo é ofertado, podendo capitalizar ainda mais no aluguel e compra de filmes e episódios de séries de TV. Também pode permitir que a empresa ganhe um pouco a mais na renovação dos direitos de distribuição dessas obras, uma vez que o público que vai consumí-las será maior.

Mas… e no Brasil? Será que isso tudo um dia chega? Nesse momento, não posso dizer nada. Afinal, a Apple HDTV nem existe. Depois do seu anúncio, e dos preços anunciados, é que posso esboçar uma opinião sobre o assunto. Quem sabe o mercado brasileiro, que consome muita televisão, acaba sendo um dos alvos da Apple para isso. Acho difícil pelas questões econômicas e tributárias, mas de repente…

Bom, o que você acha? Você está esperando por uma Apple HDTV?

O que esperar da CES 2013?

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Quem trabalha ou escreve sobre o mundo da tecnologia não tem férias. O ano inteiro acontece alguma coisa, e ou você se programa para tirar férias, ou você fica escrevendo o ano todo. No meu caso, por exemplo, entre os dias 21 de dezembro de 2012 (sim, no fim do mundo… #not) e 06 de janeiro de 2013, eu estou de férias. Não escreverei nada, e nem chegarei perto do feed de notícias de outros blogs. Mesmo porque, no dia 08 de janeiro de 2013, já temos o primeiro grande evento do ano no mundo da tecnologia, a CES (Consumer Electronic Show), em Las Vegas.

A CES 2013 já começa esvaziada. Ou, pelo menos, menos animada. No evento do ano que vem, não teremos o até então tradicional keynote de abertura da Microsoft, com Steve Ballmer dando notícias animadoras, com declarações ufanistas, e atirando para todos os lados. A Microsoft estará presente no evento através de seus parceiros e pelos produtos apresentados (com Windows 8 e Windows Phone), mas não fará nenhuma ação especial, uma vez que entende que um evento como a CES não é mais tão funcional assim para a empresa. Preferem eventos específicos e exclusivos, e não dividir as atenções para os outros.

Isso até faz sentido. Se olharmos para as marcas que estarão presentes na CES 2013, a grande maioria delas estão mais envolvidas com o mercado de consumo de eletrônicos do que a própria Microsoft. Exemplos: Qualcomm (que faz chips para diversos fabricantes), Panasonic, Verizon (que vê na CES uma oportunidade melhor de promover os seus serviços nos Estados Unidos do que na MWC), Samsung (que óbvio…), AT&T (com os mesmos argumentos da Verizon) e até a Coca-Cola está na lista de empresas com keynotes no evento. Ou seja, para quem vai em Las Vegas, o refrigerante de graça está (quase) garantido.

Então… o que esperar do evento?

Bom, se seguir a tendência dos últimos anos, teremos um maior foco nas TVs, mas com as novas definições de imagem (4K e 8K). Aliás, os primeiros modelos com resolução 4K já chegaram no Brasil, e acredito que a ideia dos fabricantes é mesmo em mostrar que esses modelos vieram para ficar, e isso, no mundo todo. Não creio que os fabricantes vão conseguir oferecer produtos com preços populares e acessíveis logo de cara (até porque eles nunca conseguiram isso), mas essa será a primeira CES onde veremos esses modelos em profusão.

Outra certeza sobre a CES 2013 é que os equipamentos com Windows 8 estarão em evidência. Desktops, notebooks e principalmente Ultrabooks serão apresentados em grande quantidade no evento, o que deve agradar de forma considerável ao pessoal da Microsoft, que reclama da baixa demanda do Windows 8 por conta de seus parceiros. Bom, eu concordo que os lançamentos estão em um volume bem menor do que eu imaginava, principalmente se levarmos em consideração que estamos no período de vendas mais forte do ano. Por outro lado, os fabricantes estão receosos em oferecer novos produtos no mercado, pois todos ainda estão observando como será a reação do consumidor com a nova proposta da Microsoft em seu sistema operacional.

Sim, também veremos produtos de mobilidade na CES, mas em uma escala bem menor. O motivo é simples: A MWC (Mobile World Congress), principal evento ligado à mobilidade no primeiro semestre, acontece já em fevereiro de 2013, em Barcelona (Espanha). Alguns produtos que já devem chegar nas próximas semanas no mercado norte-americano devem ser apresentados no evento de Las Vegas, mas as principais apostas (e um Samsung Galaxy S IV, talvez) só serão apresentadas no evento europeu.

Eu particularmente espero uma CES mais dinâmica. Soluções interessantes, propostas atraentes e preços competitivos. Talvez veremos a Samsung mais uma vez atraindo os holofotes pela quantidade de lançamentos que apresentarão no evento, mas estou esperando por surpresas. O primeiro grande evento do ano (que eclipsa completamente a Macworld Expo, que ainda existe, acredite se quiser) é sempre sinônimo de muito trabalho para mim, mas sempre é algo muito divertido. É uma forma rápida de dizer para mim mesmo: “um novo ano começou”.

O que eu gostaria de ver no novo iPhone?

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O meu primeiro iPhone eu consegui em 2010, e só consegui na base do escambo (troca, seu inculto… e foi troca de produto por produto, e não por favores sexuais). Troquei um Nokia N8 recebido da Nokia Brasil, que estava novinho, e troquei por um iPhone 3GS de 32 GB (acho que é por isso que o Luís Joly, assessor de imprensa da LVBA, acha que “o TargetHD não é imprensa”… mas enfim…). Desde então, troquei uma vez, e estou hoje com o iPhone 4, e estou muito feliz com ele. Porém, assim como metade do mundo civilizado, eu estou de olho no novo iPhone 5, que deve ser apresentado ao mundo amanhã, 12 de setembro.

Logo, faltando 24 horas para o lançamento do novo modelo, e acreditando mesmo que a Apple vai ler esse post (ou ao menos para trocar ideias com vocês), segue abaixo quais são as novidades que gostaria de ver no novo smartphone da Apple. Veja bem, eu já acho o produto bom, mas ele pode melhorar e muito nessa nova versão. E creio que tais melhorias só valorizam o novo produto, evitando que ele caia no comum de ser um “iPhone 4S de Itú”. Bom, vamos aos itens.

– Uma bateria maior: sinceramente, esse é o item que considero hoje mais importante em qualquer smartphone. Não é por acaso que escolhi o Motorola RAZR MAXX como meu smartphone Android para uso pessoal e profissional. Não só por causa do sistema do Google, mas pela sua excepcional bateria de 3.300 mAh. No caso do iPhone, eu já acho que as versões 4/4S contam com uma razoável autonomia de bateria com uso moderado, mas ela pode se tornar ainda melhor. Já que o smartphone vai ficar um pouco mais alto, a bateria do produto pode tranquilamente ser maior, contando com uma maior autonomia, fazendo com que eu dispensasse de uma vez por todas os cases com bateria integrada, que oferecem uma maior vida útil ao iPhone, mas deixam eles mais espessos, mais feios e descaracterizados.

– Um Siri mais esperto (e que funcione no Brasil): a ideia por trás do Siri, o assistente inteligente do iPhone, é bem interessante, mas não funciona conforme o prometido. E o mais vergonhoso é isso não acontece só no Brasil, onde ele não funciona de jeito nenhum. Nos mercados onde ele teoricamente deveria funcionar direito, ele apresenta erros diversos, deixando os usuários frustrados a ponto de usarem o teclado virtual do smartphone para responder suas questões mais conflitantes. Além disso, os recursos de busca do Google presentes no Android 4.1 Jelly Bean são mais interessantes e atraentes, o que obriga a Apple a melhorar o seu assistente. Espero que essas melhorias estejam presentes no iOS 6. Para o bem do próprio recurso.

– Um suporte aos serviços na nuvem mais completo: o iCloud é algo bem legal. Uso bastante o serviço para streaming de fotos e músicas com os meus dispositivos compatíveis, e com ele, uso o meu iPhone como controle do Apple TV (graças ao bom Deus… aquele controle é ridículo), além dos recursos de backup e restauração do iPhone e iPad. Mas ele ainda pode ser ainda melhor. Você poder ter um compartilhamento e sincronismo total de dispositivos, recursos e funcionalidades nos dispositivos habilitados com o recurso, poder armazenar conteúdos diversos na nuvem, backups automáticos, entre outras funções. Além disso, vale a pena a Apple competir com os diversos recursos de sincronização e armazenamento de dados na nuvem que temos no mercado. Isso iria agregar valor aos futuros lançamentos de Cupertino, e aumentaria a competição entre os serviços já existentes.

– Uma tela um pouco maior:
esse meu pedido é quase certo que seja atendido. Afinal de contas, todos os renders e protótipos vistos na internet apontam para esse caminho, e essa pode ser a principal mudança visual que o novo iPhone vai receber. Na verdade, tudo indica que a diferença deve ser de, pelo menos, 0.5 polegada a mais, o que resultaria em uma tela de 4 polegadas na vertical. É claro que o ideal seria uma tela um pouco mais larga, mas aí é pedir demais da conservadora Apple. Tudo bem, muita gente vai achar que tal mudança seria uma “descaracterização” do iPhone, que desde 2007 possui uma tela de 3.5 polegadas (e calaria a boca dos chatos que diziam que “não queria carregar uma Havaianas no bolso”), mas é uma mudança necessária. Além de melhorar a vida daqueles que gostam de ver vídeos no smartphone, poderia minimizar a diferença dos seus concorrentes, que oferecem produtos com telas maiores, que conquistam cada vez mais usuários ao redor do planeta.

– Conectividade 4G (desde que isso não acabe com a autonomia da bateria): bom, você viu os meus comentários sobre a autonomia de bateria do smartphone, e o quanto eu considero isso importante. Pois bem, não quero me negar a ter uma conexão móvel bem mais rápida do que o que tenho hoje, mas como por enquanto no Brasil o que temos é a rede 3G+, e o 4G ainda é um ensaio, eu posso esperar pelo menos mais um ano para ter um iPhone com esse tipo de rede. Ou seja, eu só quero um 4G no novo smartphone da Apple se Tim Cook garantir (em nome da mãe dele) que esse 4G não vai acabar com a autonomia de bateria do smartphone. É evidente que todo mundo vai ficar mais contente com o 4G (quando ele chegar). Nos Estados Unidos, por exemplo, muita gente está se beneficiando desse padrão de rede. Mas, se não rolar, não tem problema. Pelo menos, por enquanto. Além disso, tem que ver se a Samsung vai deixar a Apple ter 4G no iPhone. Mas isso é uma outra história.

– Um acabamento mais resistente (exemplo: esqueça o vidro da parte traseira): o iPhone 4/4S é um produto muito bonito e atraente, mas é um desastre para usuários estabanados. Tá, você vai me dizer: “o iPhone é caro, logo, tenha mais cuidado”. Concordo. Mas acidentes acontecem, e nesse caso, até o meu velho Nokia 1208 é mais seguro que o iPhone no seu acabamento. Qualquer pancada ou queda mais forte pode resultar em um vidro frontal trincado, ou lâmina traseira rachada. E isso é péssimo. Felizmente, o novo iPhone parece contar com um acabamento traseiro de metal, e isso muito me interessa. Até me incentivaria a não mais utilizar cases, vivendo um pouco mais perigosamente.

– Mais ousadia por parte da Apple no iOS 6: essa aqui, eu posso esquecer. Depois de cinco anos, a Apple não vai se arriscar a mudar o seu sistema operacional móvel de forma muito radical, ou a ponto de refazer a curva de aprendizagem do sistema operacional. Tudo bem, se a Apple não vai mudar a interface do sistema a ponto que ele pareça algo renovado (porque, na boa, a interface do iOS já encheu o saco…), que a empresa de Cupertino pelo menos permita que os usuários mais habilidosos façam, de forma segura e supervisionada por eles, algumas mudanças na interface e funcionalidades da interface do SO, sem precisar recorrer ao jailbreak e outros tipos de gambiarras. Isso com certeza agradaria a todos os tipos de usuários: os iniciantes, que ficariam com o seu smartphone ou tablet simples e funcional, e os mais experientes, que poderiam customizar o seu produto de acordo com o seu gosto. Mas isso tudo é só um sonho maluco da minha mente, que dificilmente não vai se realizar.

– Um iPhone com hardware mais poderoso:
tudo bem que o iPhone é ajustado para funcionar bem de acordo com o hardware oferecido no produto, e ao longo desses anos, essa proposta cumpriu bem o seu papel até um certo ponto. Eu não acho que o iOS 5 funcione de forma tão fluída no iPhone 3GS como ele funciona no iPhone 4 (pra não citar o 4S). Além disso, comparar o iPhone 4S com a grande maioria dos smartphones Android considerados top de linha é como comparar um jogador iniciante e promissor com o Lionel Messi. A diferença é grande demais, e mesmo que a maioria dos usuários só querem um smartphone que funciona bem, os geeks anseiam por um telefone mais poderoso, com maiores possibilidades de processamento e execução de tarefas. Algo que encha os olhos na hora da execução de vídeos, e que permita que jogos mais pesados rodem sem maiores problemas. Até porque teremos uma tela maior, o que teoricamente, aumentam as suas possibilidades em termos de imagem. Logo, quero mais memória RAM, um processador mais poderoso, com um chip gráfico de maior qualidade. No mínimo.

Enfim, essas foram algumas coisas que me ocorreram nas últimas semanas. Galera da Apple, ainda dá tempo de bater um papinho comigo para ouvir minhas sugestões, e mudar tudo de hoje para amanhã. Mas se nada disso que descrevi acima acontecer, não tem problema. O Galaxy S III existe para isso mesmo. De qualquer forma, ficarei de olho amanhã para as novidades (ou não) que a Apple tem para apresentar.

Mesmo porque o TargetHD.net vai bombar de visitas com esse assunto.

Primeiras Impressões | Animal Practice (NBC, 2012)

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Não se iluda: Animal Practice (NBC) não tem nada de “House dos animais”. Nada. A segunda pré-estreia da NBC teve uma boa audiência (mais de dois dígitos, média de 14 milhões), mas eu aposto que perde metade disso até a metade da temporada.

Resumindo a história: o Dr. George Coleman (Justin Kirk) é um veterinário que adora os animais, mas odeia os humanos, principalmente depois que sua ex-namorada (JoAnna Garcia) resolveu terminar com ele. Do nada, a ex-namorada herda o hospital veterinário de sua avó. E a partir daí, os acontecimentos unem os dois, em um ambiente que mistura tensão sexual e animais andando com um carrinho de brinquedo dentro do hospital.

Viu? Resumidamente, é isso.

Na minha opinião, Animal Practice não é uma ideia original, o que não significa que não poderia ser melhor executada. Sei lá, a cara do Dr. Coleman é insossa, ele realmente menospreza as pessoas, mas ao mesmo tempo ele insiste em tentar ser o maior pegador do hospital. Ou seja, não cola. Bom, quero dizer, cola a ponto da nossa amiga Trudy ter ficado com ele, e ainda ser caidinha por ele (vai entender o amor). Fora que o personagem do Dr. Yamamoto (Bobby Lee) é meio (tá, totalmente) desnecessário. Não sei porque toda série precisa ter ou o oriental estranho, ou o médico ultra burro e sensível, ou, no caso de Animal Practice, os dois.

Não consegui rir mesmo com o piloto de Animal Practice. Em nenhum segundo sequer. Mesmo com a piada do final do episódio, que foi a melhor (ou menos pior) de todo o piloto. Mas não odiei. Afinal de contas, o Dr. Coleman me irrita, mas não chega ao nível “Zooey Deschanel” de me tirar do sério. O máximo que a série me despertou foi a indiferença. E a indiferença do tipo “não vou continuar acompanhando, sem medo de ser feliz”.

Talvez Animal Practice melhore depois do piloto, mas pelo o que vi nos 20 minutos iniciais, a missão é árdua. Nem “pegada” para comédia romântica a série possui direito, e os elementos da trama, assim como os seus personagens, precisam ficar mais coesos e integrados. Diferente de Go On (NBC), que me fez dar boas risadas com piadas bem escritas, nada em Animal Practice me inspira a dizer que esta é uma comédia promissora. Nem mesmo o macaquinho, que é mais inteligente que o Dr. Yamamoto. E isso não é engraçado. É constrangedor.

Se for assistir, vá com o meu aviso de “você precisa gostar de histórias de animaizinhos fofinhos”. E olhe lá, porque até mesmo algumas pessoas simpatizantes desse grupo podem protestar.