Depois que fizeram o Tupac Shakur cantar com o Snoop Doggy Dogg, o céu é o limite. Já planejam a mesma coisa com Elvis Presley, Michael Jackson e os Beatles, ou seja, vai virar carne de vaca, todo mundo vai fazer, e se Deus quiser, os hologramas vão substituir a gente no nosso trabalho.

Mas se você pensa que esse mundo de holografia e tecnologia 3D é algo novo, você se engana. Hoje, vamos ao cinema e vemos filmes em três dimensões, mas nossos pais faziam isso na década de 60 e 70. Tudo bem, a coisa melhorou bastante, pois temos smartphones com imagens em relevo e videogames que praticamente nos abraçam com tantos elementos visuais. Mas, tanto no passado quanto no presente, um detalhe persiste: o mundo 3D ainda não é perfeito. Ele não consegue ser lúdico o suficiente para enganar os nossos olhos, tornando os elementos tridimensionais 100% identificáveis.

E a pergunta é: quando será que a tecnologia vai evoluir a ponto de nos enganar? Ou seja, quando vai chegar o tempo que não saberemos quando uma imagem é um objeto real e ou uma simples imagem projetada?

A partir do momento em que filmes como Star Wars chegaram aos cinemas, muitos de nós sonhamos com um futuro com hologramas. Ok, muitos de vocês sonham com a Princesa Leia (e gosto não se discute), mas eu particularmente já ficaria contente se pelo menos a minha mente enganasse meus olhos, colocando imagens não reais em um plano real, mas com um nível de fidelidade que me fizesse parecer um total pateta. Ou que me ajudasse na interação em algumas situações.

Pensando nisso, o pessoal da Sharp Labs na Europa está trabalhando em uma tecnologia de comunicação em 3D que eles juram que não será capaz de um ser humano comum distinguir os elementos projetados da realidade que o rodeia. A ideia é que, no futuro, a gente possa se comunicar através de um objeto tecnológico com alguém que está em outra parde do planeta, mas sem nos darmos conta disso, ou sem perceber que a pessoa não está ali, pois a imagem que será projetada é tão perfeita, que realmente vamos acreditar que essa pessoa está dentro do nosso quarto!

Muito louco isso, não?

O responsável por essa brincadeira é o supervisor do Optical Imaging and Display System Group da Sharp, Jonathan Mather. Ele informa que o objetivo final do seu grupo de pesquisa é criar um sistema holográfico que mostre imagens indistinguíveis da realidade, sem depender de um óculos especial, ou do posicionamento da cabeça diante do dispositivo. A ideia é criar um processo mais natural possível, com o resultado com a mais alta qualidade esperada.

Para os mais ansiosos, uma má notícia: Jonathan informa que a pesquisa está no seu estágio inicial, e eles estão muito longe de terminar o desenvolvimento da tecnologia. Para que o sistema funcione da forma como ele imagina, seria necessário que as telas dos tablets e smartphones evoluíssem nos próximos 6 anos, e que as telas multiview melhorassem de qualidade entre 5 e 15 anos. E, para que os progressos técnicos tivessem o seu respectivo desenvolvimento, seriam necessários aproximadamente 40 anos até que as primeiras unidades de dispositivos com hologramas perfeitos cheguem ao mercado.

Logo, guarde agora o seu cartão de crédito, relaxe e espere sentado. Ou melhor, deitado. Enquanto espera, veja o vídeo que fala mais sobre o projeto.