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A Apple apresentou no Salão do Automóvel de Genebra o seu novo conceito de software automotivo inteligente, o CarPlay. O sistema nada mais é do que uma espécie de “Siri ao volante”, um assistente pessoal pensado nos motoristas. Do ponto de vista comercial, essa é uma nova via de negócios que a Apple começa a trafegar. Porém, não demorou muito para os primeiros “poréns” aparecerem, colocando dúvidas em relação à sua eficiência e necessidade.

Antes de qualquer coisa, você, fã da Apple mais chato, coloque uma coisa nessa sua cabeça dura: não estamos criticando o CarPlay, não estou perseguindo gratuitamente a Apple, e não desejo a ruína de Tim Cook e sua turma. Só entendo que essa é uma discussão que precisa ser levantada, pois acredito que esta será mais uma tendência que vai crescer nos próximos anos. E assim como aconteceu em outras oportunidades, a Apple pode, de novo, criar uma nova tendência tecnológica. Logo, precisamos ver os prós e contras mais de perto.

Dito isso, as primeiras opiniões negativas estão nas questões de concentração que o motorista poderia ter ao usar o CarPlay. É claro que essa distração pode se traduzir em um desagradável acidente, transformando o CarPlay em um potencial risco. Por outro lado, os riscos também passam pela capacidade do motorista não ser estúpido o suficiente para ficar brincando com a telinha do carro enquanto conduz o seu carro.

De qualquer forma, David Teater, diretor do Conselho Nacional de Segurança dos EUA, um especialista em segurança nas estradas, aletra sobre as múltiplas possibilidades de distração que um sistema como o CarPlay pode oferecer. “Estamos muito, muito preocupados com isso. A indústria automobilística e a indústria da eletrônica de consumo se encontram em uma autêntica corrida para ver como podem permitir aos motoristas realizar outras coisas enquanto estão dirigindo”, afirmou David recentemente.

Mas… afinal de contas… isso é um perigo real?

Ainda é muito cedo para fazer qualquer tipo de afirmação mais concisa sobre os reais perigos para o motorista que utilizar o CarPlay. O sistema ainda está dando os seus primeiros passos, e só quando for testado em grande escala que poderemos determinar até que ponto ele condiciona a atenção que o usuário coloca na condução do seu veículo.

Além disso, entendo que, apesar de contar hoje com Tim Cook no comando (que, na minha opinião, já toma decisões questionáveis no comando da empresa), a Apple como um todo não é burra. Com anos de experiência e padrões de qualidade em alguns casos acima da média, entendo que é muito difícil ver a empresa de Cupertino criando um sistema automotivo que não se cerque de prevenções técnicas em relação à segurança do motorista.

Por outro lado, as primeiras vozes de alerta não ajudam em nada ao CarPlay, fazendo com que a Apple necessite investir uma quantia maior de dinheiro nos estudos que demonstrem um baixo risco (ou risco zero) do seu invento aos motoristas. A Apple não vai desistir tão facilmente na sua entrada no setor automotivo. Afinal de contas, estamos falando de um mercado gigantesco, que se apresenta como um terreno muito interessante a ser explorado pelas empresas de tecnologia.