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Reflexões depois de um 1 a 7

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Eu não estou decepcionado. Eu estaria decepcionado se eu vivesse em 1950. Estou humilhado. Essa foi a pior derrota de todos os tempos do futebol brasileiro. Eu não me lembro quando foi a última vez que o São Paulo perdeu de 7 a 1, que dirá a última vez que o Brasil perdeu de seis gols de diferença. Eu não estava vivo. Isso aconteceu em 1920. De qualquer forma, é mais humilhação do que decepção.

Não estou bravo com a derrota do Brasil. Pelo contrário. Quando ficou 4 a 0, eu comecei a rir, e não foi de nervoso. Nessas horas, é melhor rir de si mesmo. Se estressar pra quê? Por conta do futebol? Pior: da falta de futebol? Da inexistência do futebol brasileiro, e da plenitude do futebol alemão? Não podemos ficar bravos com isso. Temos é que aplaudir de pé o planejamento dos alemães, que por oito anos perseguiram de forma obsessiva essa final. Se planejaram, executaram e nos massacraram.

Sim. Massacre. Vexame. Humilhação. Aniquilação. Espancamento. São tantos termos que é difícil escolher.

Acredito que o Brasil já vem sendo espancado há muito tempo. Vide os 4 a 0 do Barcelona contra o Santos (e depois o 8 a 0 do mesmo Barcelona, em cima do mesmo Santos, no amistoso após a venda do Neymar). No último Mundial de Clubes, o Atlético Mineiro não chegou na final do torneio. Na Libertadores 2014, não temos um representante entre os semifinalistas do torneio.

E o Brasil? Bom, o Brasil foi isso o que vemos hoje.

Olha… geração de 1950, que chorou a derrota do Brasil contra o Uruguai… vocês foram felizes, e não faziam ideia disso. Eu sei, foi muito triste. Demais. Mas foi a dor da decepção. Por conta daquela derrota, vocês mudaram tudo, e transformaram o futebol brasileiro, que já era bom, no melhor do mundo. Campeão. O trauma foi tão grande, que reformularam tudo.

E eu não imagino que isso vai acontecer agora.

Fomos humilhados pela Alemanha, que jogou muito mais (contra um time que não existiu), que mostrou que eles fizeram tudo certo, e nós, tudo errado. Hoje, vejo os programas de debate esportivo discutindo um hipotético futuro do futebol brasileiro, mas não vejo perspectivas de um futuro melhor. Não imagino, nem de longe, uma futebol brasileiro “fechado para balanço”, expulsando escórias retrógradas como José Maria Marin e seus “apadrinhados” do núcleo da CBF.

Pelo contrário.

Imagino esses “cidadãos” se agarrando ainda mais ao poder, com a falsa promessa de “vamos salvar o futebol brasileiro”. Mentira. Vão destruir ainda mais.

Essa é a pior derrota do nosso futebol em 100 anos de história. A mais vexatória, ainda mais levando em consideração tudo o que envolveu o jogo de hoje. Será que não é hora de repensar tudo? De realmente dar espaço para novas ideias, de reorganizar nossos campeonatos, de nossa forma de ver futebol, ou até mudar a nossa forma de ver o esporte? Buscar mentes novas?

Seria o ideal. Mas para alguns caras que afirmaram que “o hexa é nosso” antes da bola rolar, não imagino eles contando com tanta sapiência para reconhecerem que fizeram o maior estrago da história do nosso futebol.

5 a 0 com 30 minutos. O Brasil não só precisa aprender a perder. Mas reaprender a jogar o jogo.

PiGRRL: parece um Gameboy, mas não é!

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Não se deixe enganar: o produto acima parece um Gameboy, tem o mesmo design original de Gunpei Yokoi… mas não é. Por trás desse produto, temos um console diferente, que muito além de ser um clone de um portátil clássico da Nintendo, é um sistema mais portátil e versátil: o PiGRRL.

Estamos diante de um console que abriga uma Raspberry Pi modificada para utilizar a placa de um controle do Super Nintendo, para criar um console que emula jogos de diferentes plataformas. A melhor parte do projeto é que qualquer pessoa (com habilidades e materiais corretos) pode fabricar uma unidade em sua própria casa.

A tela do dispositivo possui 2.8 polegadas (320 x 240 pixels), e o site Adafruit mostra o passo a passo de como fabricar uma unidade. Não é possível simular sistemas muito potentes, mas para jogos com mais de 20 anos de vida, ele funciona.

A carcaça pode ser impressa em 3D, baixando o arquivo do Thingiverse, e é possível modificar a dimensões e a cor. O sistema pode rodar jogos do Gameboy, NES ou MAME.

Vídeo a seguir.

 

Via Adafruit

Compre um galpão fechado, e ao abrir, encontre um fliperama da década de 1990!

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Imagine que sua avó compra um imóvel velho, que ficou fechado por anos. Você vai acompanhá-la, porque você é um netinho gentil e educado. Quando você chega no local, você e a doce velhinha descobrem um imenso fliperama da década de 1990, em perfeito estado.

Sonho? Isso aconteceu em Chiba (Japão).

O imóvel tem 55 máquinas recreativas clássicas, em perfeito estado de funcionamento, assim como todo o tipo de peças de reposição. Entre os jogos, há títulos clássicos como Donkey Kong, Tetris, Metal Slug X e Street Fighter 2. Algumas máquinas estão danificadas, mas são apenas telas que podem ser trocadas com facilidade.

A má notícia é que a nova proprietária (a vovó) não está muito impressionada com a descoberta. Já o namorado de sua filha se encarregou de avaliar esse tesouro gamer, e anunciou a intensão de vender os equipamentos em um fórum especializado.

Reservas já são aceitas. Clique aqui e veja mais de 150 fotos das máquinas.

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Vídeo | Super Mario Bros finalizado em menos de 5 minutos: temos um novo recorde

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4 minutos, 57 segundos e 69 centésimos. Esse foi o tempo que o jogador Blubber levou para completar o game Super Mario Bros, um novo recorde mundial. E quase à perfeição.

O recorde anterior era de 4 minutos, 58 segundos e 09 centésimos. Ou seja, o novo recorde é um segundo menor. A diferença está em um erro do antigo recorde no nível 8-2, que permite esquivar o caminho até o castelo.

Sem mais delongas, vídeo a seguir.

 

E3 2014: a primeira da nova geração de consoles

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Hoje (09), começa mais uma edição da E3 (Electronic Entertainment Expo), a maior feira de videogames e entretenimento eletrônico do mundo. Na verdade, ela abre as portas ao público amanhã (10), mas como a maioria das principais empresas do setor vão apresentar as suas novidades hoje, através de eventos de imprensa, podemos considerar o início dos trabalhos para esta segunda-feira. Enfim, a pergunta que temos antes mesmo da E3 2014 começar é: “e aí”?

A E3 é um evento grande. Já foi bem maior. E mesmo assim, no caso do TargetHD, não é um dos eventos que mais atraem a audiência. E as explicações são bem simples. Para começar, com o passar dos anos e a evolução das conexões de internet, ficou muito mais simples disponibilizar o evento para o mundo todo, via streaming, estreitando as distâncias entre os grandes eventos e os seus fãs. Logo, todo mundo pode acompanhar tudo, em tempo real, sem ter os blogs como intermediários.

Além disso, os próprios fabricantes pararam com essa mania besta de tornar os eventos restritos para blogueiros e jornalistas. Particularmente, acho isso ótimo: oferecer o acesso à informação para todos, principalmente para os gamers, que são os mais interessados nesse conteúdo.

Por conta disso, blogs e sites especializados hoje servem para fazer um resumo de tudo o que foi apresentado no evento. Ou para aqueles veículos que estão em Los Angeles, mostrar o evento como um todo. Detalhes de bastidores, curiosidades e demos de jogos (isso é, quando as produtoras permitem que os vídeos fiquem hospedados no YouTube por muito tempo). Não estou aqui dizendo que vou investir pouco tempo na E3 2014. Farei isso de qualquer forma, pois adoro o mundo dos videogames (apesar de não jogar tanto quanto eu gostaria). Mas que tais fatores dão uma certa desanimada para quem vai escrever sobre o assunto, isso é fato.

Em 2014, outro ponto de questionamento é levantado: as novidades só serão nos jogos, certo? Afinal de contas, a nova geração de consoles foi apresentada no ano passado, e tudo o que os consumidores desses novos consoles querem são novos títulos para os seus novos produtos, correto?

Então… será que uma E3 onde as novidades estão nos jogos… vai chamar a nossa atenção?

Eu acredito que sim. Tanto o PS4 quanto o Xbox One estão se tornando consoles mais populares (até mesmo no Brasil, onde os preços dos dois produtos são bem mais elevados do que o que gostaríamos que fosse), e o interesse por novos títulos é cada vez maior, em um fenômeno mais do que natural. Logo, apresentar novos jogos é a principal missão das gigantes do setor.

Não imagino que teremos novos produtos (de hardware) das 3 gigantes do setor na E3 2014. Se novos produtos aparecerem, será pelas mãos dos fabricantes que estão estreando nesse segmento, com as já populares Steam Machines (computadores com especificações técnicas elevadas, pensadas nos jogos eletrônicos), e nos acessórios de realidade aumentada – principalmente os óculos no estilo Ocluls Rift.

Quem sabe a Nintendo reserve alguma surpresa, e mesmo assim, dentro do segmento dos videogames portáteis. Aliás, a Nintendo está em um mato sem cachorro, pois o Wii U é um fracasso comercial, e muitos entendem que a E3 que começa hoje pode ser uma das últimas oportunidades da empresa mostrar sinais de recuperação no segmento de videogames domésticos.

Para isso, especula-se que a Big N vai apresentar versões dos seus videogames pensadas para os mercados de entrada, programas que ofereçam jogos de forma facilitada, e quem sabe conexões do mundo dos jogos móveis para os jogos domésticos. Sem falar nos jogos clássicos, que ainda rendem muitas vendas para a Nintendo.

De qualquer forma, é melhor se preparar para uma E3 2014 que, mesmo com tantas novidades em títulos, será uma E3 menos empolgante. Observar tudo de perto é minha missão. Mas não se surpreenda se eu voltar aqui no final da semana para dizer que esta pode ter sido a última E3 que acompanhei tão de perto assim.

Ou talvez não. Eu ainda adoro os videogames (mesmo não jogando hoje tanto quanto eu gostaria…).

961 MB de atualizações? Sério mesmo, PS3?

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Tudo bem, eu jogo meus videogames menos do que eu deveria. Logo, várias atualizações ficam acumuladas. Porém, estou a 40 minutos esperando que o PS3 pacientemente atualize os tais 961 MB de updates do Gran Turismo 6, e… sério mesmo, Sony?

É preciso tudo isso para atualizar um jogo? Será que perdi tantos conteúdos novos nesse tempo que fiquei sem rodar o jogo, que ele me obriga a baixar praticamente um jogo novo?

Será que é disso que eu necessito?

E você? Já passou por isso com o seu PS3? É normal? Ou sou eu que jogo menos o que deveria no videogame?

O Wii U fracassou. Até a Nintendo admite isso

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A grande (e, a partir de agora, universal) verdade é que o Nintendo Wii U fracassou na sua missão de ser relevante no mercado de games. Eu digo “universal”, pois até a Nintendo admite isso publicamente. Os últimos resultados financeiros da “Big N” mostram que o Wii U foi rapidamente superado nas vendas totais pelos seus adversários diretos (Xbox One e PlayStation 4) em poucos meses, e no último trimestre, foram ridículas 300 mil unidades vendidas do produto.

Ou seja… fracasso.

Acho que o Wii U até que foi uma ideia bacana, mas nada mais do que isso. Não ofereceu o mesmo impacto causado pelo Nintendo Wii quando ele foi oficialmente apresentado, onde por diversas vezes vimos um “caramba, a Nintendo reinventou a roda”. O Wii conquistou os casuais com uma interação simples e objetiva com o console. Já o Wii U tentou combinar o conceito do console doméstico com o tablet. Não colou.

Sem falar que temos o Xbox One e o PS4 no mercado, mais completos, com maiores possibilidades e com maior apelo comercial. Ok, faltam os jogos e os provedores de conteúdo (e serem vendidos em mais mercados, ter preços mais competitivos no Brasil… tá bom, falta muita coisa). Mesmo assim, são mais atraentes do que o Wii U. Que não disse a que veio, depois de dois anos do seu lançamento.

Entendo que, para a Nintendo, o que resta agora é apostar nos mercados móveis. Não só no Nintendo 3DS, que segue muito bem nas vendas (contrariando minhas crenças pessoais), mas também nas plataformas móveis. Quem sabe uma Nintendo que finalmente decide entrar de cabeça no mercado de games para tablets e smartphones, oferecendo seus títulos oficiais para o iOS, Android e Windows Phone (não… o BlackBerry OS não conta…).

Por que não, Nintendo? Seria uma boa forma de divulgar a sua marca, promover os seus jogos, e até atrair os jogadores de volta para os seus consoles domésticos.

A não ser que o mercado de videogames “em casa” comece a entrar em extinção. Pelo menos da forma como conhecemos. Até porque tem muita gente que está se interessando com um pouco mais de ênfase nos consoles Android para jogar os seus games na TV. E tenho (quase) certeza que outras gigantes da tecnologia – que nem estão hoje no mercado de games – estão de olho nesse segmento.

Fato é que: com o Wii U, não dá mais. Seria muito otimismo do Satoru Iwata manter o console por mais tempo no mercado, tornando a Nintendo uma máquina de escoar dinheiro.

Vídeo | Salve a princesa de Super Mario 3 em menos de três minutos

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Speedruns. Esse termo faz referência à prática de completar um jogo no menor tempo possível, e a saga Super Mario é protagonista nesse tipo de prática. A última façanha desse tipo é relacionada com Super Mario 3 (NES), onde um grupo especialista em speedruns descobriu um jeito de levar Mario para a última tela do jogo rapidamente.

A explicação para tal feito é bem complexa, já que é preciso encontrar um erro de memória que faz com que o personagem entre em um tubo imaginário que o leva diretamente para a sala da princesa, sem precisar passar pelo Bowser, e em menos de três minutos. para que tal falha se produza, é necessário realizar movimentos muito precisos, derrotar inimigos em locais determinados da tela, e jogar com o scroll horizontal da tela.

Pode ver o resultado no vídeo a seguir, mas já aviso que será muito difícil reproduzir a ação.

 

Via Kotaku

1º de maio de 1994: 20 anos passaram muito depressa…

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Eu me lembro desse dia. Eu e todo mundo que gosta de automobilismo. O duro é que eu me lembro como se fosse hoje. Acho que como todo fã de F1, eu estava assustado com os acontecimentos daquele final de semana. Tudo estava acontecendo muito rápido, não só na pista, mas fora dela. Na verdade, tudo o que aconteceu no final de semana de 1º de maio de 1994 aconteceu muito rápido. Tudo terminou tão rápido.

Eu tinha um ritual. Eu acordava às 8h da manhã nos domingos de corrida. Assistia ao Globo Rural (por incrível que pareça), e procurava não fazer barulho para acordar meus pais e minhas irmãs. Esperava pacientemente a corrida começar. Naquele dia, eu estava impaciente. Não pelo o que estava por vir, mas pelo o que já havia acontecido. A brincadeira estava perigosa demais, e isso estava na cara de todo mundo.

Naquele dia, eu me lembro que, às 9h17, eu vi o que aconteceu, saí correndo para a cozinha, e contei para a minha mãe. Ela, sem ver a corrida, sentenciou o que aconteceria pouco mais de quatro horas depois. Particularmente, eu não queria acreditar que aquilo tinha acontecido, daquele jeito, naquele momento. Ok, a Tamburello é uma curva perigosa, é praticamente uma curva do Indianapolis Motor Speedway em um circuito misto. Mas era fácil fazer aquela curva.

Tanto, que tanta gente bateu, em acidentes igualmente feios, e (quase) todos sobreviveram.

Mas não ia ser assim.

Foi tudo muito rápido. A volta 7, a perda de controle, a desaceleração, a batida, a desaceleração. Talvez o que não tenha sido tão rápido assim foi o atendimento em pista. Mas hoje eu entendo que isso não teria adiantado de muita coisa. Tudo aconteceu ali, na Tamburello. Por mais que Bernie Ecclestone diga que não. Quem viu, sabe disso.

Eu me lembro do dia 1º de maio de 1994 como se fosse hoje, mesmo 20 anos depois. Minha mãe, que passou anos da minha vida me acordando de madrugada para ver os GPs do Japão e da Austrália, que nessa época já nem me acordava mais (porque meu relógio biológico gritava F1 aos domingos), ficou inconsolável. Meu pai, que ajudou a alimentar esse vício chamado F1, estava pasmo. Minhas irmãs, que pouquíssimas vezes viram F1 na vida, tentavam encontrar explicações para o que aconteceu.

Eu, simplesmente, fiquei pasmo.

Desde 1986 a F1 não via a morte de perto. E em um final de semana, vimos várias. Não só os dois pilotos: espectadores na largada e um mecânico foram vítimas de acidentes extras na corrida vencida por Michael Schumacher. Aliás, poucas vezes vi um germânico chorando como criança como naquele dia.

Em 1º de maio de 1994, vi torcidas rivais como as de Palmeiras e São Paulo se unirem para homenagear um ídolo em comum. Me lembro muito bem disso.

O tempo passou. Rápido demais. Rápido como ele era.

20 anos se passaram, e apesar de sempre torcer mais por Nelson Piquet (desculpa, mundo), é impossível não sentir um certo peso no peito ao lembrar do dia de hoje. Ayrton Senna foi embora desse mundo aos 34 anos de idade, com 3 títulos mundiais de F1, 41 vitórias em 161 corridas, 66 poles, 2.982 voltas na liderança, e deixando um vazio insubstituível em milhões de brasileiros e fãs da F1 ao redor do planeta.

Senna foi um daqueles que ajudam a tornar esse esporte apaixonante. Revolucionou com um estilo agressivo, impulsivo, desafiador. Um dos melhores pilotos que esse esporte já viu. Sua história na F1 durou 10 anos, mas será contada por todos nós para sempre. Jamais será esquecido.

Não abandonei a F1 depois da morte de Senna. Vi todos esses 20 anos passarem diante dos meus olhos. Vi a Williams ser perfeita de novo, Schumacher criar uma dinastia, Alonso ser bicampeão, Vettel dominar a F1 com uma incrível Red Bull. Eu sempre gostei mais do esporte do que dos pilotos. E sou grato por ter continuado. Mas tudo isso passou depressa demais diante dos meus olhos. Parte desse gostar ainda ficou em 1º de maio de 1994. E não saiu mais de lá.

Hoje, 20 anos depois, a F1 tem uma geração brilhante, com Alonso, Vettel, Hamilton, Rosberg, Massa… ótimos pilotos. Mas sentimos falta de Ayrton Senna. Porque 10 anos foram muito pouco.

E porque 20 anos passaram rápido demais.

Videogames: sentado? Em pé? Qual é a sua posição preferida?

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Na minha opinião (que é o que sempre importa nesse blog no final das contas, e você já deveria saber disso), Dance Central é o melhor jogo de dança do mercado. Desculpe, fãs de Just Dance, mas essa é a verdade dos fatos. Foi o jogo que menos me fez parecer um idiota diante da televisão, e me levantou do sofá como há tempos eu não fazia com um jogo de videogame. Aliás, foi um dos jogos que provaram todo o potencial do Kinect como ferramenta para os games, iniciando uma nova fase nesse universo: a fase “levanta essa bunda gorda do sofá e mexa-se, seu sedentário”.

Essa proposta não é nova. Desde o final da década de 1980, os fabricantes de videogames tentavam estimular os usuários a interagirem de outras formas com o jogador, seja através de acessórios interativos (pistolas com infravermelho, luvas, óculos, etc), até a estratégia de utilizar sensores de movimento para interação com o personagem.

Porém, foi no meio da década de 1990 que a coisa tomou corpo, com a chegada de Dance Dance Revolution, um baita jogo de dança que foi uma febre nas salas de jogos eletrônicos (fliperamas, para os velhos como eu). Nos meus bons tempos de PSOne/visitas descompromissadas ao shopping, gastei alguns dinheiros com jogos do gênero.

Mas o tempo passa, a gente vai ficando mais velho, mais cansado, e mais impaciente para ficar suando na sala de casa. Eu mesmo comprei um Kinect para mim, e não fiquei mais de seis meses com ele. Não me entenda mal, amigo leitor: eu acho o Kinect a reinvenção da roda dos videogames (e agora, pelo visto, do entretenimento, já que o sensor é mais utilizado agora para a interação com sistemas diversos), e ajudou a fazer o sucesso do Xbox 360.

Pelo visto, o sensor pegou mesmo com os gamers casuais, ou com aquela menina que quer “se sentir saudável” com o game Your Shape: Fitness Evolved. Que por sinal é um ótimo programa de exercícios (minha esposa usou o game por um bom tempo).

Eu acabei optando abrir mão desses jogos. Primeiro, porque não tinha mais tempo para ficar jogando. Segundo, porque transferi o Xbox 360 para o escritório de onde escrevo os blogs, e como o espaço físico é muito menor, o Kinect não tinha mais espaço. Terceiro… eu sou tarado pelo joystick. E, como já disse um pouco antes, ficar suando na frente da TV não era a coisa mais divertida do mundo para mim.

Com o passar dos meses, observei que a tendência da combinação sofá + Coca-Cola + pizza/salgadinhos/esfirra do Habibs ou qualquer outra comida gordurosa + joystick é a preferida dos gamers mais veteranos. Daqueles que cresceram com o controle na mão (ui!). Saber disso é bom, pois não me sinto sozinho, indo na contra-mão da tecnologia.

Não estou aqui afirmando que todos os gamers “velhos” não suportam os sensores de movimento. Só afirmo que foi a maioria daqueles que vi no processo. Aliás, até acho que, em algum momento da minha vida, vou preferir os sensores de movimento para jogar jogos específicos. E não só isso: para interagir com os sistemas de entretenimento. Afinal de contas, é muito melhor dizer para o videogame o que você quer do que tentar digitar com o controle.

Bom, eu sei que com o pouco tempo que tenho no meu dia a dia, eu prefiro ficar com o controle na mão do que dançar as músicas da Lady Gaga. Mas isso porque eu  me sinto um velho cansado. Quem sabe quando eu perder os tais 14 quilos que quero até o final de 2014 (está difícil, viu…).

E você? Sentado no sofá? De pé? Qual é a sua posição preferida?

Por que Luciano do Valle?

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Eis que me encontro diante da TV e do notebook, buscando notícias sobre a morte do narrador esportivo Luciano do Valle. E me pergunto: “por que Luciano do Valle?”. Ainda mais em ano de Copa do Mundo. Mais: Copa do Mundo no Brasil.

Por que logo agora? Faltando apenas 54 dias para a Copa do Mundo 2014 começar, com o Brasil em campo? Logo nessa Copa ficaremos sem ele?

A gente tem a mania de criticar erros de narradores. Trocas de nomes, pronúncias de nomes errados, quando eles deixam de narrar um gol… mas nos esquecemos que o próprio Luciano já tinha a sua idade e seus problemas sérios de saúde. Somos injustos, ingratos. Mesmo assim, sentimos a sua morte.

Nesse momento, faço um flashback da minha vida, me lembrando dos domingos da Bandeirantes, no “canal do esporte”. O dia inteiro de esportes. Todos os esportes. Ele é um dos responsáveis por eu não ser um limitado esportivamente, por gostar apenas de futebol. Gosto de esportes. Vários esportes. Por causa dele.

Me lembro dessas tardes de domingo. Com a ajuda do projeto de canal esportivo do Luciano do Valle, eu ficava o domingo todo diante da TV, ao lado do meu pai. Eu não tinha muito tempo durante a semana para conviver com ele, uma vez que meu pai trabalhava o dia inteiro para manter o sustento da minha família. Logo, por causa de Luciano do Valle, os meus domingos na infância eram com o meu pai. Diante da TV. Aprendendo os diferentes eventos esportivos.

Se hoje gosto de NFL, NBA, Fórmula Indy (e automobilismo em geral), vôlei e outros esportes, é por causa do “Show do Esporte”, idealizado por Luciano do Valle. Esse legado deixado em mim e em muitos de minha geração simplesmente não tem preço. Como o Leonardo Bertozzi disse no Twitter, Do Valle fez mais pelo esporte brasileiro do que muitos dirigentes, que só fazem o melhor pelas suas contas bancárias.

Hoje, eu amo esportes. Vários esportes. Aprendi a ter uma cultura esportiva mais vasta por causa do trabalho dele. De fato, é um dos maiores jornalistas esportivos da história do Brasil. E, de forma inacreditável, estou chorando essa morte como se eu tivesse perdido um grande amigo.

Talvez o que estou sentindo é aquele sentimento chamado “gratidão”. E definitivamente, eu sou muito grato ao Luciano do Valle. Estou feliz por ter vivido tudo isso, por ter acompanhado e presenciado alguns dos mais importantes momentos da vida esportiva do brasileiro. Por ter assimilado algo melhor, diferente, vindo de uma visão além do seu tempo.

Vai fazer falta. Muita falta. Cala-se uma voz muito importante.

Ah, e “por que Luciano do Valle?”

Porque tinha que ser assim. Poruque ele é insubstituível.

Ouça o tema de Super Mario Bros, executado com taças (em vídeo)

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Esse vídeo de Dan Newbie mostra como fica a canção tema do game Super Mario Bros ao som de 48 taças cheias de água. Koji Kondo, compositor da canção original, se sentiria muito orgulhoso dessa versão.

Newbie também tocou outras melodias em taças, como as covers de “Let it Go” (Frozem) e “Happy” (Meu Malvado Favorito 2). Pedidos de fãs para outros vídeos também são aceitos.