Brian Acton, o co-fundador do WhatsApp, publicou em sua conta no Twitter a seguinte mensagem: “Chegou a hora. #deletefacebook”.

Lembrando que o Facebook comprou o WhatsApp por US$ 22 bilhões em 2014, as palavras de Acton desafiando a proteção de dados e privacidade da rede social não serão lançadas ao vento. Ele parece estar muito centrado nessa causa, já que antes anunciou a doação de US$ 50 milhões para a fundação Signal, um aplicativo de mensagens usado por Edward Snowden, que promete a total segurança entre os usuários.

Acton eliminou o seu perfil no Facebook, de modo que esse ato de rebeldia pode despertar um novo movimento virtual entre milhões de usuários.

Particularmente, eu me preparo para deixar o Facebook em breve. A rede social de Mark Zuckerberg não me agrega mais nada comercialmente falando, e do lado pessoal, algumas pessoas que lá estão mostraram a sua pior faceta nas últimas semanas.

Independente do posicionamento sobre a questão da privacidade, o Facebook infelizmente se tornou uma área de desconforto. É a propagação do lado mais obscuro do ser humano, que tende a envenenar aqueles que não compreendem em como as pessoas se tornaram tão individualistas, egoístas e narcisistas, mesmo convivendo em sociedade. Mesmo com a obrigatoriedade de aprender com outras pessoas e com a vida.

Quando anunciei que estava deixando o Facebook em fevereiro de 2018, não imaginei que tudo isso iria acontecer com a rede social. Não foi um presságio sobre o futuro, mas uma constatação que algo estava muito errado por lá.

Me surpreende saber que é bem pior do que eu imaginava.

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