size_810_16_9_desabamento-de-parte-da-ciclovia-tim-maia-no-rio-de-janeiro-em-21-04-2016

Só um imbecil aprova uma obra desse jeito. Ah, sim… boa noite para você também, Eduardo Paes.

Assisti atônito à cobertura da tragédia (sim, qualifico isso como tragédia, pois pessoas perderam a vida por conta da incompetência dos outros) ocorrida na ciclovia Tim Maia, em São Gonçalo (RJ). Atônito inclusive pela cobertura feita por alguns veículos de imprensa. Mas depois falo sobre isso.

Nem preciso dissertar muito para entender que a culpa é de todo o resto, menos do mar. Para começar, o mar já estava lá. A culpa não é dele. Construir uma ciclofaixa nesse ponto, onde a débil estrutura dessa porcaria da engenharia iria enfrentar não só a maresia como eventuais ressacas é só o começo da burrice.

Aliás, será que a prefeitura do Rio de Janeiro não se tocou em nenhum momento que aquele era um local onde eventuais ressacas do mar atingiam o local? Digo isso no caso deles não pensarem o óbvio, que é “caramba, não dá para colocar uma ciclofaixa aqui… vamos pensar em outro lugar?”. Aliás, o @izzynobre lembrou bem hoje: tanto sabiam disso, que uma construção de mais de 100 anos bem diferente de uma ciclofaixa está lá, testemunhando os efeitos do tempo.

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“Foi uma fatalidade”, alguns vão dizer.

Não foi. Essa ciclofaixa não precisava existir ali.

Não tinha qualquer cabimento construir uma coisa tão frágil às ações do tempo naquele local. Caramba, tem pilastras de sustentação com distâncias irregulares. De longe dá para ver que isso foi mal projetado. Qualquer um que já brincou com LEGO ou já jogou o game Sim City consegue fazer um trabalho melhor. Ou de engenharia, ou de administração.

Ganância, burrice, falta de vergonha na cara, falta de pensar… chamem do que quiser. O que aconteceu no Rio de Janeiro hoje foi uma vergonha. Para todo mundo. Ainda mais acontecer no dia em que a tocha olímpica é acesa. Logo, a 105 dias do início dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, vemos coisas desse tipo acontecer.

Vergonhoso.

É, Eduardo Paes…. chamar de “fatalidade” algo que explicitamente foi mal concebido e mal administrado é quase criminoso. Tentar culpar uma onda mais forte só assina seu atestado de incompetência.