Com praticamente tudo revelado sobre os futuros Samsung Galaxy S9 e Galaxy S9+, posso dizer com certa dose de segurança que, nesse caso, me agrada o ‘mais do mesmo’ dos coreanos nos novos modelos.

Sempre ficamos com essa tendência (que é muito mais um desejo) de querer ver inovações drásticas de design e conceitos gerais de funcionalidade nos dispositivos de tecnologia, especialmente nos smartphones, que são os principais objetos de consumo dos geeks de todo mundo.

Algo compreensível. Queremos o novo, pois é o novo que faz a roda do mundo girar. Queremos o novo para seguir em frente na vida. E, no mercado de smartphones, esse novo pode se converter em vendas expressivas.

Mas… não faria muito sentido o Galaxy S9 ser radicalmente diferente.

O Galaxy S8 e Galaxy S8+ funcionaram muito bem. Tanto nas vendas como no aspecto geral dos dispositivos. Quem viu e testou os dois de perto podem confirmar o que eu afirmo: eles são lindos. São modelos com linhas elegantes, em uma estética agradável e bem pensado, considerando o seu público alvo.

Logo… por que mudar?

Até porque se a Samsung quer realmente mudar de forma mais radical e significativa o design e as funcionalidades do seu smartphone top de linha, o melhor momento para fazer isso é no ano que vem. Em 2019, teremos o (teórico) Galaxy S10 (ou outro nome que a Samsung decidir, já que há quem diga que ele vai mudar de nome), e com certeza os coreanos vão seguir os passos da Samsung, transformando esse lançamento em um evento sem precedentes, em vários aspectos.

E as poucas mudanças que esses dois smartphones recebem são bem vindas. Especialmente na mudança do local do leitor de digitais (de novo: ao lado do sensor de câmera continua a ser uma escolha nefasta) e nos novos sensores fotográficos da parte traseira, que contam com abertura variável, o que promete qualidades com qualidade ainda maior com diferentes condições de luz.

Em resumo: a mesmice da Samsung no Galaxy S9 e no Galaxy S9+ é mais que justificada. Dessa vez, eles acertam para deixar as inovações para o modelo de 2019.

Nem sempre o ‘mais do mesmo’ é algo tão ruim assim.