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Só conseguimos ver a ponta do iceberg. Embaixo da internet visível do dia a dia, existe uma rede muito mais profunda, obscura e misteriosa. É a Deep Web, que há muito tempo se transformou em um recurso para quem quer proteger o seu anonimato. Isso, combinado com a ascensão do bitcoin, fez com que o tráfico de drogas sofresse uma transformação, que uma economista decidiu analisar.

Allison Schager escreveu um artigo para a Quartz, onde ele conta como conheceu um traficante que utiliza a Deep Web e o bitcoin, abrindo um mundo de possibilidades para o tráfico de drogas. O exemplo que todos temos em mente é o do Silk Road, o mercado alternativo que foi fechado depois das investigações das agências de inteligência dos EUA.

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Obviamente ele não é o último a aproveitar dessas novas ferramentas: outros muitos aproveitaram dessas alternativas para oferecer os seus produtos, que de outro modo seriam muito mais complicados de se obter.

Na sua pesquisa, esta economista explica como o navegador Tor é referência absoluta na hora de navegar pela Deep Web, e em como temos mais e mais organizações de produtos de todos os tipos e categorias. O processo de compra é relativamente simples, e é protegido de curiosos por conta da criptomoeda virtual. Porém, os problemas aparecem na hora de levar a mercadoria.

Um dos encarregados do transporte da droga explica que existe todo um processo de escolha do ponto de envio (uma casa onde ninguém mora, mas que não seja propriedade de um banco) e sua vigilância.

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O mais curioso de tudo isso é que a economista afirma que “como muitos bens ilegais, o mercado das drogas não funciona de forma eficiente. Há grandes disparidades entre os preços”. O motivo: a assimetria da informação, algo que na Deep Web se oferece através da qualificação de produtos e vendedores.

A especialista acredita que essa transição vai segmentar o mercado, algo parecido com o que aconteceu com a prostituição. Pela internet, muitas pessoas já não trabalham para outras, montando os seus negócios online. Mesmo assim, o mercado está em plena ebulição, e tudo indica que “qualquer pessoa pode usar a internet, mas o seu vizinho pode ser o responsável por um verdadeiro cartel de drogas online”.

Aqui, acho difícil. As minhas vizinhas são todas senhoras de idade, viúvas, católicas fervorosas e que mal sabem usar o Facebook. Mas… vai que…

Enfim, para ver o estudo completo de Allison, clique aqui.