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Não sei quem foi quem criou essa modinha de dizer que é saudável trabalhar em pé! Sei que não foi a Bela Gil (que diria “você pode substituir o trabalhar sentado por trabalhar na fila de um banco lotado, por exemplo”), pois o lance dela é fazer churrasco de melancia. Mas suspeito que tenha sido algum hipster que acha bacana ir na Starbucks para escrever poemas em máquina de escrever. Por ser “contra-cultura” de graça, sabe?

Não discordo que, na minha profissão, levantar de tempos em tempos para o sangue circular nas pernas é algo mais que bem vindo. Eu mesmo tenho pelo menos dois turnos de três horas diárias digitando sentado diante do computador, e tenho a necessidade de fazer uma pausa a cada hora trabalhada. Isso faz bem para o corpo e para a mente. Ponto.

Agora… daí a ficar trabalhando três horas em pé? Só se for em algum caso muito excepcional, ou em última necessidade, quando a situação exige isso.

Por exemplo: eventos como a CES, Campus Party, Mobile World Congress e similares te obriga a ficar o dia inteiro de pé, andando pra caramba atrás das notícias, e em alguns momentos não há alternativa a não ser digitar em pé mesmo, pra produzir a notícia mais rápido. Aí, tudo bem.

Mas não tentem me convencer que é “bacana”, “legal” e “saudável” trabalhar oito, dez horas por dia em pé. Isso não existe. Não cabe na minha cabeça, de forma alguma.

Até porque tudo nessa vida que é feito em excesso faz mal. Isso é meio óbvio. Sem falar que ninguém quer (ou gosta, ou pode) se colocar de forma deliberada em uma situação de estresse e irritação em uma rotina de trabalho. E trabalhar em pé é uma das coisas que fatalmente me deixaria muito irritado em um cotidiano profissional.

Logo, para quem defende essa filosofia de trabalha em pé… beleza. Eu te respeito e te admiro pela coragem. Mas não venha me convencer que isso é melhor do que ficar sentado em uma cadeira mais do que confortável, pois você vai perder o seu tempo.

TEAM CADEIRA FOREVER!