Nem Cleveland Cavaliers, nem Golden State Warriors. Nenhuma das equipes envolvidas nas finais da NBA dessa temporada (2017-2018) comparecerão à Casa Branca para o encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump.

A notícia veio através de LeBron James: “seja quem for o vencedor da série, ninguém quer receber um convite (vindo de Trump)”. A ideia foi aprovada por Stephen Curry: “Estou de acordo com ‘Bron. É bem certo que a forma que lidamos com o tema no ano passado, e seremos consistentes esse ano” (quando os Warriors levaram o título e decidiram evitar a tradicional reunião com o presidente).

Lembrando que a crise de Trump com os esportistas norte-americanos atinge também a MLB e a NFL (essa última meio que ‘se ajoelhou’ – sem trocadilhos – para o presidente), mas a tensão é mais forte com os jogadores da NBA. Em 2017, LeBron James comentou que “ir até à Casa Branca era uma grande honra até você (Trump) chegar”.

Vale a pena lembrar como tudo começou.

Colin Kaepernick, na época quarterback do San Francisco 49ers (NFL), começou a se ajoelhar durante a execução do hino nacional dos EUA nas partidas da liga de futebol americano, como forma de protesto contra a violência policial que atingia os negros naquele país.

Colin recebeu o apoio dos demais atletas negros e de muitos outros jogadores da NFL. Franquias apoiaram o seu movimento de protesto.

Para Trump, esse tipo de protesto era um grande desrespeito a um símbolo nacional, e em uma de suas declarações sobre o tema, chegou a usar um palavrão para ofender os atletas, afirmando categoricamente que, se dependesse dele, todos que realizassem a prática seriam demitidos de seus times.

Recentemente, a NFL decidiu aplicar uma multa para os jogadores que se ajoelhassem ou realizassem qualquer tipo de protesto durante a execução do hino nacional norte-americano.

E Colin Kaepernick não é mais um jogador da NFL.

Eu compreendo perfeitamente a decisão tomada por Cavs, Warriors, LeBron e Curry. E eles só estão usando o enorme poder que tem nas mãos para tentar fazer alguma coisa contra algo que está muito errado.

É o poder que o esporte oferece. E, quando utilizado por mentes corretas, pode efetivamente mudar o mundo.