A Apple apresentou o iPhone XR, que poderia muito bem se chamar iPhone XC.

Ele é o herdeiro espiritual do iPhone 5C, o iPhone de plástico que a Apple lançou para tentar enganar todo mundo com um iPhone mais descolado e colorido, passando a falsa ilusão que este seria um iPhone de baixo custo.

Na verdade, só era um iPhone com hardware do ano anterior, acabamento de qualidade inferior, e $100 mais caro que o modelo do ano anterior. Nada mais que isso.

Porém… esses tempos ficaram para trás, e agora temos um iPhone XR, que ao menos tem o mesmo hardware dos novos iPhone XS e iPhone XS Max. Nada de enganação nesse aspecto.

É claro que algumas concessões são adotadas, para reduzir o preço do produto. Materiais diferentes, uma tela IPS no lugar da LCD, uma única câmera traseira, e outros detalhes.

Mas a essência do iPhone principal ainda está lá, com os recursos de inteligência artificial, o Face ID que é o mesmo, e outras funcionalidades que são bem vindas para dispositivos da Apple que podemos chamar de “menos caros”.

Não é uma questão de gostar ou desgostar do iPhone XR. Acho que ele será muito popular em quem hoje tem, por exemplo, o iPhone 6 ou 6s, que pensam na compra de um novo produto com valor compatível com aquilo que eles estão dispostos a pagar em um novo iPhone (mais ou menos a mesma coisa que pagaram nesses modelos na época de suas respectivas compras).

Talvez os atuais usuários do iPhone 7 e do iPhone 7 Plus passem direto para o iPhone XS, cientes que estão pagando a mais por um dispositivo mais maduro. Ou talvez (agora sim) passem para o iPhone 8 ou 8 Plus, que tem mais tempo de mercado.

Ou talvez nem realizem a troca, pois ainda estão com bons smartphones nas mãos.

De qualquer forma, temos um iPhone com alma de iPhone 5C, pelo menos no seu objetivo de ser menos caro (menos caro não quer dizer que é um produto de baixo custo; aqui, iPhone de baixo custo é sinônimo de iPhone velho… essa é a realidade).