zenfone 4

Pelo menos no Brasil, sim.

A Motorola anunciou oficialmente o Moto X4, não apenas como uma tentativa de trazer de volta os dias de glória de ter um modelo de linha média premium com ótima relação custo-benefício. Mas também para responder a um dos players que mais cresce dentro dessa categoria: a ASUS.

A ASUS não tem como objetivo ser apenas mais uma vendedora de smartphones. Quer ocupar um espaço relevante no mercado. Na verdade, o espaço que era ocupado por uma das principais vendedoras no setor.

A Motorola conquistou o coração de muita gente com a linha Moto G, que por muitos anos teve defensores fervorosos. Eu entendo o motivo: era um smartphone muito bom, com um valor muito competitivo. Na era Google, a marca mostrou que SIM, é possível ter smartphones de linha média de boa qualidade, com preços que não esfolavam o consumidor na hora da compra.

É claro que hoje o cenário é um pouco diferente. Os modelos que estão na faixa entre R$ 700 e R$ 1.000 são competentes, e podem fazer o básico. Mas não chegam perto da surpreendente experiência de uso do Moto G do passado.

Nessa reflexão, o Moto X tem papel importante, principalmente para a linha ZenFone que temos hoje.

O primeiro Moto X é um smartphone que realmente conquistou os corações. É o embrião do que seria no futuro a linha Pixel. Um smartphone redondo no design e nas especificações, oferecendo um Android (quase) puro, com preço de dispositivo de linha média. Sério, eu adorava o Moto X.

A ASUS anotou bem a receita, e hoje oferece na linha ZenFone modelos excelentes com preços muito competitivos. E o faz com uma clara evolução de proposta e resultado final. Do ZenFone 5 apresentado em 2014 até o ZenFone 4 que foi apresentado em 2017, a evolução da empresa na área de telefonia móvel foi notável. A prova disso é que sou um feliz usuário de um ZenFone 3 Zoom como dispositivo principal.

Essa evolução toda da ASUS motivou os demais players tradicionais. A própria Motorola voltou a investir com mais ênfase no seu bem sucedido Moto G, o que resultou em um Moto G5S Plus que entrega uma relação custo-benefício difícil de ser batida. A Samsung entendeu que “menos é mais”, e encontrou nas séries Galaxy J e Galaxy A a sua forma de atender as linhas menores com competência. A LG decidiu do seu jeito apostar na série K, mais modesta, mas que atende bem as necessidades dos usuários mais básicos.

Essa competição também inspirou os fabricantes nacionais, onde Quantum, Multilaser e Positivo também apostam em produtos que entregam um pouco mais ao consumidor, com um preço abaixo da casa dos R$ 2 mil.

Logo, posso dizer que a competição entre Motorola e ASUS ajudou a movimentar um mercado de linha média que é muito disputado, e que muitos até afirmavam que estava no seu ponto de saturação.

E a disputa entre Moto X4 e ZenFone 4 será bonita de se ver. E é o consumidor quem sai como vencedor dessa disputa.