Em 2013, eu reclamava nesse mesmo blog sobre um Nokia Lumia 920 a R$ 1.999. No ano passado, falei que um smartphone premium de R$ 3.500 era o “padrão” para esta categoria. Ainda em 2017 eu questionei a validade de um iPad por R$ 2.500. E estou prestes a presenciar um iPhone ou um Galaxy Note 8 alcançando a marca dos R$ 5.000.

Pode parecer um número surreal, mas muito provavelmente vai acontecer. E eu estou sendo bem otimista nessa previsão.

Lá fora, o Galaxy Note 8 já conseguiu o feito de ser o primeiro smartphone premium entre os grandes fabricantes a alcançar a marca dos US$ 999. O preço é considerado exorbitante, mesmo para um dispositivo top de linha. Afinal de contas, ainda estamos falando de um smartphone que, por mais incrível que seja, não tem a mesma relação de praticidade e funcionalidade que oferece um notebook, por exemplo.

Agora, com a chegada dos novos iPhones, tudo indica que essa faixa de preço será superada. Há quem diga que um iPhone 8 com o máximo de capacidade (256 GB) deve ficar na casa dos US$ 1.199, um preço surreal, até mesmo para um iPhone.

Logo, voltando a pensar no mercado brasileiro, não é difícil de imaginar que, considerando impostos e o tal “fator Brasil” que deixa tudo muito caro, o preço dos novos modelos top de linha da Samsung e da Apple vão alcançar (e até superar) a casa dos R$ 5 mil.

Ao mesmo tempo que é perfeitamente plausível pensar na quebra dessa barreira de preço, é absurdo pensar que um smartphone pode alcançar esse valor no mercado brasileiro.

De novo: estamos falando de um telefone móvel, cujo principal objetivo é, na maioria dos casos, acessar as redes sociais, navegar na internet, registrar fotos e vídeos, realizar a comunicação via mensagens instantâneas e pagar de elite para os amigos na balada.

Com exceção do último item, qualquer smartphone custando A METADE DESSE VALOR PARA BAIXO faz isso muito bem!

Nem a tecnologia embarcada nos dispositivos justifica um preço tão absurdo para esse tipo de produto.

E o que mais surpreende nesse cenário é que COM CERTEZA vai ter quem pague esse valor. Sem pestanejar. Mandando um “o dinheiro é meu, e eu faço com ele o que eu quiser”.

Se bem que ainda acho que quem compra esses dispositivos premium não vai fazer a compra no Brasil. Vai pegar esses R$ 5 mil e ir até os EUA, passar um final de semana por lá, comprar o produto e trazê-lo para o Brasil, de forma legal e sem pagar impostos.

Afinal, é muito mais negócio pagar em torno de R$ 3.200 só no telefone do que os tais R$ 5 mil que fabricante e operadoras devem cobrar.

Eu espero estar enganado, mas podemos ter em breve alguns dos mais absurdos preços para smartphones da nossa história.