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Em julho de 2020, a British Airways anunciou através de um comunicado interno para os seus funcionários que estava retirando de circulação a sua frota de aviões Boeing 747-400. A nota, carregada de emotivos elogios para a aeronave, confirmada que a decisão era uma consequência da recessão atual que o mundo vive, que afetou de forma drástica a demanda de voos de curta, média e longa distância.

O 747-400 foi apresentado pelo Boeing em 1988, e a ideia da British Airways tinha a intenção em manter a sua frota no ar até o início de 2024. Porém, sua aposentadoria acontece em 2020, e o motivo, além de ser uma versão antiga de aviões, está no seu maior consumo de combustível, o que deixa as suas viagens menos rentáveis.

A decisão permitiu que uma equipe de pesquisadores de segurança da Pen Test Partners tivesse acesso a uma das unidades aposentadas do Boeing 747. Os especialistas conseguiram fazer uma vistoria na aeronave, e descobriram dentro dela algo, no mínimo, inusitado: uma unidade de disquete de 3.5 polegadas.

 

 

 

Muitos leitores nem sabem do que eu estou falando…

 

 

 

Como parte da DEF CON 2020, o time da Pen Test Partners realizou uma conferência virtual, mostrando os elementos internos do avião. No tour, foi descoberta uma unidade de disquete de 3.5 polegadas que, de acordo com os especialistas, era utilizada para carregar importantes bases de dados de navegação.

Tais dados eram atualizados a cada 28 dias, onde um engenheiro instalava as últimas atualizações pertinentes para o avião a cada mês. Algo simplesmente inusitado, mas era a tecnologia que estava disponível na época.

Mesmo que seja uma curiosidade surpreendente e até estranhamente bizarro ao pensar que nos dias de hoje ainda se siga utilizando este sistema de atualização considerado obsoleto nos aviões, a verdade é que o uso dos disquetes ainda segue muito ativo em outros segmentos da indústria.

Por exemplo, os Estados Unidos ainda utilizava disquetes de 8 polegadas para coordenar o seu arsenal nuclear até o mês de outubro de 2019. Depois disso, todo o sistema foi minimamente atualizado. Mesmo porque, se esses disquetes estragam, como fica o governo norte-americano? Ainda tem alguma empresa fabricando disquetes por aí?

 

 

 

Via The Register, The Verge

 


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