Se você está lendo esse post, você é parte da Resistência. Na verdade, você é e NÃO é parte de uma nova fase da minha vida conectada.

Eu entrei no Facebook em 2010. Ou 2011, não me lembro (o Facebook se lembra disso). Fato é que, no começo (e no meio também), eu estava na empolgação desenfreada de aceitar qualquer pessoa como amigo na plataforma, além de adicionar todo mundo que eu achava legal/bonita/bacana como “amigo” na citada rede social.

E, conforme você vai aumentando a sua lista de amigos, aumentam os problemas que a quantidade implica. Como eu posso dizer de forma bem criativa… “roteiros muito interessantes começaram a aparecer”, mas nenhum deles escrito ou desenvolvido por mim.

Além disso, o próprio Facebook decidiu mudar as regras do jogo. No lugar de conseguir ler as postagens dos meus amigos, familiares e parceiros de conteúdo, eu só conseguia ver propagandas de temas que não eram de meu interesse, e postagens de pessoas que eu realmente não gostaria de acompanhar.

É claro que eu poderia habilitar o filtro de conteúdo no Feed de Notícias, mas isso dá muito trabalho quando você tem mais de 1000 contatos no Facebook.

Sem falar que eu sempre tinha o problema de ter aquele grupo de pessoas que, todos os dias, mandavam as tradicionais mensagens de “bom dia” ou “boa noite”. Tudo bem, eu gosto de receber isso das pessoas. Mas muitos não entendem que eu uso o Facebook também para o trabalho. Publicação dos meus trabalhos na internet, estabelecer contatos com assessorias de imprensa e outros produtores de conteúdo, e os contatos com os parentes que estão distante.

Essa última parte me preocupava. Afinal de contas, eu queria conversar assuntos importantes (de trabalho ou da família), e sempre tinha aquelas pessoas que, sem qualquer tipo de noção e respeito pelo tempo alheio, ficavam ligando para chamadas de voz e de vídeo.

Enfim, como estou em uma fase de evitar a fadiga ou estresse, no lugar de sair bloqueando todo mundo para ter que me explicar depois, eu optei por fazer uma segunda conta. Uma conta pessoal, onde só estão aqueles contatos que realmente considero importantes para a minha vida conectada, os meus familiares, amigos e os ditos parceiros comerciais.

Um processo que chamo de “detox digital” (apesar de entender que detox nada mais é do que suco de salada…).

Uma conta com um controle muito maior, pois não vou vincular aplicativos que podem automaticamente realizar publicações na minha linha do tempo (Instagram, Netflix, etc), com o objetivo de reforçar ainda mais a minha privacidade.

E, o mais importante: uma via de comunicação mais eficiente e limpa com aqueles contatos que realmente interessam.

Eu admito: revi os meus conceitos sobre o uso do Facebook, para obter um melhor bem estar. É parte da minha nova visão de mundo, onde priorizo mais o que é melhor para mim do que aquilo que vai agradar aos outros.

Eu realmente precisava passar por esse tal “detox digital”.

Esse blog também vai mudar. Efetivamente, vai virar um blog pessoal, onde vou escrever textos livres, prioritariamente sobre tecnologia. Pelo menos um post por dia, com pelo menos 500 palavras (então, anunciantes… uma plataforma de conteúdo original acabou de nascer… vamos conversar?).

Já a minha página antiga do Facebook vai virar uma fanpage, onde meu portfólio profissional ficará concentrado lá, com todas as postagens e todo o conteúdo que produzo de relevante na internet.

Dessa forma, meu “detox digital” deu certo. Já começo a sentir os efeitos disso.

Uma lista de contatos bem mais enxuta no Facebook é apenas o começo.