Os micro-pagamentos foram apresentados através de conteúdos adicionais que não afetavam de forma significativa os jogos, ou representavam vantagens competitivas. Eram itens com preços muito reduzidos, e serviam como forma de financiamento alternativa e menos intrusiva nos jogos gratuitos ou de baixo custo.

Porém, com o tempo, os micro-pagamentos se fizeram presentes em todos os tipos de jogos, inclusive naqueles que contavam com cota mensal. Isso fez com que os preços também subissem, com conteúdos de maior influência para o desenvolvimento dos jogos.

Um dos casos mais chamativos é o de Star Citizen, jogo de simulação espacial com elementos de jogos online em massa. Mesmo oferecendo outros conteúdos pagos em forma de micro-pagamentos, era possível comprar itens mais caros, como pacotes com naves espaciais e outros objetos. Alguns dos pacotes custavam até US$ 2.500.

 

 

O Legatus Pack é avaliado em absurdos US$ 27.000, sendo este o conteúdo mais caro da história dos videogames, contando com 280 elementos e conteúdos. Para acessar esse conteúdo, é preciso estar registrado no jogo e ter gasto pelo menos US$ 1.000 em Star Citizen.

Sendo este um pilar fundamental no financiamento de jogos, e sendo os próprios jogadores que impulsionaram esse modelo de negócio, a pergunta que fica é: onde está o limite dos micro-pagamentos nos videogames?