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Você (muito provavelmente) ainda não tem um robô em sua casa, mas a automatização está lentamente ocupando vários aspectos de nossa vida. E se você acha que uma máquina não pode fazer bullying com a sua pessoa, está bem enganado. Robôs podem não ter sentimentos ou consciência, mas suas ofensas podem ferir os sentimentos dos humanos.

Um experimento envolvendo 40 participantes humanos expostos a insultos lançados pelo robô humanoide Pepper durante uma série de jogos resultou em um desempenho pior por parte dos humanos, e melhor quando a máquina fez comentários positivos e elogios.

Esse trabalho mostra como é possível usar os robôs como companhia para outros humanos ou ferramentas de aprendizagem no futuro. Podemos esperar que os assistentes domésticos sejam cooperativos, mas é possível que alguns deles não contem com os mesmos objetivos se seus proprietários.

 

 

 

Um robô que tenta humilhar você

 

O jogo utilizado no experimento é do tipo ataque vs defesa. Todos os integrantes melhoraram a sua racionalidade no jogo, mas aqueles que foram insultados pelo seu oponente robô alcançaram uma pontuação mais negativa, além de terem uma visão mais pessimista sobre o cenário geral do jogo.

O robô Pepper fazia comentários como “tenho que dizer que você é um jogador terrível” ou “você se confundiu durante o jogo”. Os resultados do estudo recente coincidem com pesquisas anteriores que mostram que os comentários mais críticos ou insultos incidem de forma negativa nos jogadores, mas nessa vez tais comentários vieram de forma específica de uma máquina automatizada.

O estudo é de pequena escala, mas mostra a importância de compreensão das máquinas às reações humanas, algo que no futuro será fundamental, uma vez que nesse momento as nossas interações com os robôs e inteligências artificiais estão se tornando mais frequentes.

Hoje, interagimos como alto-falantes inteligentes nas nossas casas ou com um bot desenvolvido para melhorar a saúde mental em um hospital. Em cenários onde os robôs poderiam “pensar” que sabem mais do que nós, como obter instruções de duas fontes ou comprar algo em uma loja. Os programadores que desenvolvem esses softwares precisam aprofundar o manejo de tais argumentos ao codificar o robô ou a IA em questão.

No futuro, os responsáveis do estudo querem analisar os sinais não verbais dados pelos robôs. Além disso, indicaram que, apesar da execução do jogo, muitos participantes do estudo eram usuários avançados e sofisticados, compreendendo que o robô estava emitindo respostas programadas. Mesmo assim, eles eram igualmente afetados pelos comentários negativos.

O estudo ainda está pendente de publicação, mas foi apresentado na Conferência Internacional IEEE sobre Robótica e Comunicação Interativa Humana na Índia.

 

 

 

Diga não ao bullying, mesmo aquele vindo de um robô

 

Pode ser estranho ler isso vindo de um cara que, por diversas vezes, fez bullying com eleitores de alguns políticos ou fãs de determinadas marcas de tecnologia, mas agora eu vou falar um pouco sério.

Quanto mais rápido acabarmos com o bullying em nossa sociedade, melhores seremos como seres humanos. Entendo que nesse momento onde está tudo tão confuso, é preciso ter a maturidade para compreender que melhor do que a provocação gratuita e a ofensa ao próximo, o diálogo e entendimento mútuo devem prevalecer.

E só tire sarro da cara do amigo que perder para o seu time no clássico de futebol. E, mesmo assim…

 

 

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