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O Papa Francisco, o mesmo Papa que faz selfies, tem conta no Instagram e usa o Twitter com frequência, se cansou do uso dos smartphones em suas missas.

Ele sente “pena” quando vê milhares de telefones levantados durante suas missas. Essa declaração foi feita durante a audiência geral realizada no Vaticano, referindo-se não apenas aos fiéis que assistem suas missas, mas também aos sacerdote e alguns bispos, que fazem o mesmo.

A declaração do Papa reinicia o espinhoso debate sobre a proibição do uso do smartphone em eventos ou locais públicos.

O Papa Francisco não é a primeira personalidade a demonstrar o seu descontentamento com o mau uso dos smartphones por parte das pessoas.

Vários artistas já pediram para esquecer os seus smartphones durante suas performances. Alguns, como Andrés Calamaro chegaram a dar as costas para o público, em forma de protesto.

Josh Klinghoffer, guitarrista do Red Hot Chili Peppers, parou de tocar durante uma das músicas mais populares da banda, Californication, e começou a gravar o público durante um show em Turim (Itália), também como gesto de protesto.

 

 

Já Marky Ramone, baterista do Ramones, tomou medidas mais drásticas. Ele fez um vídeo afirmando que inventou a solução definitiva para o problema: o “smartphone swatter”, ou um mata-moscas para smartphones.

 

 

Proibir o uso de smartphones é uma medida radical difícil de ser adotada. Porém, cada sala, recinto ou artista tem a última palavra sobre o que deve ter ou não em seus espetáculos, algo que não agrada a todos, mas deve ser respeitado.

Não dá para aproveitar o máximo de um show com um smartphone nas mãos, mas nos tempos atuais é muito difícil evitar que as pessoas façam um uso constante do telefone, sem se importar se isso incomoda ou não as demais pessoas.

 

 

Não podemos demonizar quem quer registrar uma foto de um momento especial, mas o respeito ao artista e às demais pessoas que assistem ao show deveria fazer com que todos pensem duas vezes antes de registrar um evento completo a partir da tela do smartphone, com as mãos para cima.