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Duas temporada de American Horror Story por ano? Está com tempo livre, hein, Ryan Murphy…

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Ryan Murpy… nós gostamos de você. E é justamente por isso que estamos preocupados com a sua pessoa. Como assim duas temporadas de American Horror Story por ano? Você mal dá conta de uma!

Ok, você disse que serão duas equipes de roteiristas, cada um cuidando de uma temporada em específico. Mesmo assim, a decisão final é sua! E, convenhamos: ultimamente você não foi muito sábio em tomar decisões. Muito do que Glee se tornou é ‘culpa sua’ (ok, sérios problemas aconteceram, mas quem toma as decisões na bagaça?), e as duas últimas temporadas de Horror Story ficaram abaixo do esperado, onde você muito mais apostou no excêntrico/bizarro do que em construir uma temporada minimamente estruturada.

Sem falar que American Crime Story está chegando, Scream Queens também, e outros projetos em desenvolvimento. É muita coisa para um único ser humano (a não ser que você seja um dos alienígenas dos Simpsons, cheio de tentáculos… nunca se sabe).

Nem a sua alter ego Shonda Rhimes assume tantos projetos assim. Os últimos projetos aprovados da Shondaland ela só atua como consultora, ou empresa o seu nome para garantir o sucesso da macumba. Só isso. Não entra mais como produtora executiva, assumindo assim grande responsabilidade do sucesso ou fracasso do projeto. Até porque Shondão aprendeu a lição disso rapidinho, em Off The Map.

Sabe, Ryan… você deve estar com muito tempo livre. Não é possível. Não ter Open aprovada pela HBO deve ter liberado um espaço imenso na sua agenda. Quer um conselho? Vai ler um livro. Vai namorar com o marido. Vai plantar uma árvore, ter um filho, ver uma maratona de Keeping Up With The Kardashians… sei lá, qualquer coisa. Mas NÃO TENTE DUAS TEMPORADAS DE AMERICAN HORROR STORY NO MESMO ANO!

Por favor!

Não que a gente não queira. A gente até quer. Mas a gente quer temporadas de qualidade, como foi a espetacular segunda temporada (saudades de Irmã June e Mary Capeta). Ou temporadas lineares, como foi a primeira. Coven já foi uma temporada que prometia muito, mas se perdeu de tal modo, que ninguém nem se importou muito com o final. E Freak Show foi literalmente ‘um show de aberrações’ sem sentido, que também não despertou o interesse daqueles que até gostariam de ver o camarada com a mão cheia de pintos, ou a moça de duas cabeças.

Foco, Ryan Murphy. Foco.

A tradição de ferrar com suas séries na terceira temporada continua, e sua ganância (alimentada pela ganância do grupo Fox) podem te conduzir ao posto que Tim Kring tem hoje em nossos corações. Você não quer isso, certo? Aliás, você não quer entrar no mesmo grupo que Kevin Williamson entrou por causa de The Following e Stalker, certo?

Então… ser zoado por nós do SpinOff por fazer séries ruins não é a melhor forma de ser lembrado na história da televisão. E já estamos nos esforçando para deixar você fora desse patamar. Logo, me ajude a te ajudar, sossega o brioco, se afaste desse computador e vá curtir a vida.

E este é um conselho de amigo. Acredite.

Obrigado pela atenção.

Primeiras Impressões | American Horror Story: Coven (FX, 2013)

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E lá vamos nós para mais uma temporada de American Horror Story (tá bom, mais uma minissérie de American Horror Story…), ou como gostamos de chamar aqui no SpinOff, “mais uma viagem da mente doente e perturbada de Ryan Murphy… que nós adoramos embarcar, de forma cega e inconsequente”. Dessa vez, a dupla Ryan Murphy e Brad Falchuk parece ter pegado mais leve nos fetiches sexuais (apesar deles permanecerem), e levou a coisa mais para o lado da fantasia. Logo, vamos conhecer do que American Horror Story: Coven realmente se trata.

Tudo começa em uma Nova Orleans de 1834, onde Madame LaLaurie (Kathy Bates) vivia a sua vidinha pacata de socialite, abrindo sua casa para se mostrar para a sociedade local e, nas horas vagas, e escravizar negros (tudo porque o seu marido a traiu com uma escrava). A madame é meio louca, pois acredita que um dos segredos de rejuvenescimento é passar uma solução sangrenta dos órgãos dos negros que ela mantém escravizada. Até que um belo dia, LaLaurie é vítima de um feitiço de uma especialista em vudu, Marie Laveau (Angela Bassett), que a mantém morta (ou presa em um estado catatônico) por, pelo menos, 300 anos.

No tempo presente, temos uma escola para crianças e jovens especiais (não confundir com a mansão do Professor Xavier, pelo amor de Deus), gerenciado por Cordelia Foxx (Sarah Paulson), que tenta fazer com que as jovens bruxas orientem os seus poderes para causas positivas (ou menos destrutivas do que natural), além de aprender a se proteger dos perigos do mundo exterior, inclusive delas mesmas. Sua mãe, Fiona (Jessica Lange), considerada uma Bruxa Suprema, não concorda muito com a metodologia da filha, e quer orientar as jovens bruxas para a iminente batalha entre elas e os mortais, uma vez que Fiona prevê que o tempo das caças das bruxas de Salém está voltando, e com força total.

A coisa se complica quando Zoe (Tassia Farmiga), outra jovem bruxa, entra para o colégio de Cordelia, guardando consigo um terrível segredo: ela mata as pessoas durante o ato sexual. Sim, isso mesmo: uma viúva negra. Zoe ainda não se dá conta do que é direito, e nem mesmo do quão poderosa ela pode ser. Ela e suas novas “colegas de colégio” até vão tentar viver uma vida normal, pegando garotos da faculdade e se metendo em problemas típicos da sua idade. Porém, com Fiona por perto tentando fazer de tudo para proteger a “Coven”, a vida dessas moças (e principalmente, a vida de Zoe) está bem longe de ser considerada algo normal.

Eu nem preciso dizer que Ryan Murphy, quando quer, faz algo bem feito. Acho que diante de tudo o que já vimos ele fazer em American Horror Story, podemos esperar algo minimamente interessante com American Horror Story: Coven. E é isso o que temos: uma história mais uma vez bizarra, com uma proposta que tem a assinatura das mentes doentes da dupla Ryan/Brad, com um ótimo elenco… enfim, está tudo lá.

Talvez algumas pessoas podem ficar um pouco decepcionadas por conta de uma mudança que o próprio Ryan Murphy afirmou que faria: uma série um pouco mais “leve”. Apesar de contar com cenas de extração de órgãos, escravos com olhos e bocas costuradas, e até um minotauro (ou tentativa de), Coven se mostra mais leve e até descontraída do que a temporada anterior (Asylum), onde a proposta é oferecer uma série que alcance um grupo maior de pessoas.

Muita gente também vai associar a premissa de jovens bruxas com o filme Jovens Bruxas (é óbvio), e com a série Charmed. Não se enganem: pode lembrar, mas não é similar. Até porque já dá para imaginar essas quatro jovens bruxas completamente diferentes nas suas personalidades se metendo em encrencas das grossas. Afinal, são jovens, impulsivas e inconsequentes, como devem ser.

Sem falar que Jessica Lange já chegou tocando o terror, e penso que Kathy Bates pode fazer algo semelhante. Afinal de contas, o que ela fazia com os escravos é algo digno dela mesma ser queimada viva na fogueira, algo que essas bruxas terão que evitar no tempo presente.

Ou seja, American Horror Story: Coven parece promissor. Talvez não tenha o mesmo impacto de Asylum no seu começo (que, convenhamos, foi “pé na porta, tapa na cara” total), mas não podemos duvidar de Ryan Murphy. Vai saber o quão mentalmente doente ele está nessa temporada. Para a nossa sorte.

Primeiras Impressões | American Horror Story (FX, 2011)

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É muito estranho ver a Tami Taylor na tela sem o Coach Taylor na mesma cena.

Assim, começamos a falar de American Horror Story, nova série dos produtores de Nip/Tuck e Glee, Ryan Murphy e Brad Falchuck. A nova série do FX tem como objetivo perturbar as suas noites de sono, mas na prática, ela não faz isso pelo terror apresentado, e sim pelos pontos de humor que a série oferece.

Calma! Eu não estou maluco! Eu vou explicar.

Se o intuito foi assustar adultos e crianças, American Horror Story não assustou nem o meu sobrinho de 8 anos de idade. Tá exagerei nessa frase (porque não tenho sobrinhos dessa idade), mas o efeito moral é o mesmo. Não há uma cena do piloto que realmente desperte o medo no telespectador. Tá, a dupla foi até bem intencionada, colocando diversas referências de séries e filmes que tratam do tema “terror”, onde podemos identificar uma atmosfera típica dessas produções. Porém, além de me questionar se essa mecânica funciona nos dias de hoje, fato é que o piloto apresentou apenas um festival de bizarrices, onde algumas delas foram, literalmente, muito engraçadas.

Cabeças de bonecas em potes cheios de álcool, a típica família que muda de uma cidade por causa de uma grande merda que o marido fez, e que vão parar em Los Angeles, onde todos (e eu enfatizo, TODO MUNDO) avisou a família que a casa é amaldiçoada, mas ainda assim, eles resolvem ficar com ela (afinal, era uma pechincha, e quem não quer tirar vantagem disso). Aí, só figuras estranhas e bizarras: uma governanta que é velha para todo mundo, mas o marido (que não quer perder uma oportunidade para afogar o ganso) a vê como uma gostosona, a vizinha esquisitona, que parece que caiu em um tonel de formol, e veio direto dos anos 60 para cá, a filha com necessidades especiais, que fica apenas alertando a todos que “a casa é ruim, vocês vão morrer”, o voyeur que alega que queimou a casa anos atrás, o marido que é sonâmbulo, o garoto problemático da escola que vê mortos nas costas das pessoas e invoca monstros, e a melhor de todas: a esposa que engravida do cara que usa roupa de látex!

A combinação de tudo isso é uma das mais divertidas já vistas no ano (melhor que muitas séries de comédia, acreditem). É inacreditável como não dá para sentir horror de tudo aquilo (quero dizer, dá pra sentir horror porque é vergonhoso, e não pelo medo despertado… bom, vocês entenderam), e alguns trechos chegam a fazer a série parecer uma fantasia perturbada da dupla Murphy/Falchuck. Um ponto forte da série é o seu elenco, que apesar de participar de algumas cenas constrangedoras, é bom, e é um dos motivos pelo qual você deve ver a série.

Aliás, recomendamos American Horror Story para quem tem mente aberta. Apesar de promos bem feitos, e um material promocional que chama a nossa atenção, a série não é para ser levada muito a sério no seu começo, ou para se levantar muitas expectativas. Se for assistir, veja com a mente aberta, tentando se divertir com as situações apresentadas. Mesmo porque, para levar a sério as histórias de terror, vamos ter que desviar nossa atenção para Hitchcock, que realmnte entendia do riscado.

E, pelo o que vi do piloto, Ryan Murphy e Brad Falchuck estão mais interessados em ganhar milhões de dólares na série onde adolescentes cantam e dançam animadamente nos corredores de uma escola de ensino médio em Lima, Ohio.