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O que muda com uma Apple Store no Brasil?

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Quem curte tecnologia sabe o que está acontecendo hoje (15) no Village Mall, no Rio de Janeiro (RJ). A Apple está inaugurando a sua primeira loja física no Brasil, com toda a badalação que um evento desse tipo recebe, e até com cenas de vergonha alheia, por parte dos “Genius” contratados e dos corajosos que foram prestigiar a chegada da maçã mordida no comércio físico brasileiro.

Nesse momento, alguns discutem qual é a validade de uma loja dessas em nosso país, e alguns ainda encontram dificuldades em encontrar uma explicação minimamente razoável. Vamos deixar de lado as questões elitistas, o fato de alguns babacas cantarem pérolas do tipo “eu… sou brasileiro… com muito orgulho… com muito amor…” na abertura da loja, e de pessoas ficarem na fila por quase 24 horas para uma inauguração de loja. Isso tudo não será levado em consideração nesse post.

O importante aqui é descobrir o que vai acontecer depois que o frenesi passar.

A Apple Store existe para, basicamente, vender produtos Apple, com a experiência Apple. Samsung, Sony e outras grandes marcas usam do mesmo modelo de negócios, com lojas próprias em diferentes cidades (se bem que, nas minhas férias em Balneário Camboriú/SC, eu visitei uma loja Samsung, e saí de lá pasmo com a ignorância dos ditos “especialistas” em relação aos produtos por eles vendidos). Porém, como é na Apple, a experiência se torna “mágica e revolucionária”.

De qualquer forma, o comprador que entrar em uma Apple Store pode ter a certeza que vai encontrar uma experiência diferenciada, um suporte de alta qualidade para eliminar suas dúvidas, e um pós venda que vai tentar resolver os seus problemas da melhor maneira possível, sem te culpar por algo que você não sabe fazer, e sem empurrar com a barriga, deixando você sem o produto por semanas.

Mas isso, na teoria.

Pouco foi informado sobre como será a política da Apple no Brasil em relação à assistência técnica de seus produtos em suas lojas físicas. Em outros países, o cliente tem até 30 dias para desistir da compra, sem dar maiores explicações, e quando um produto apresenta defeito grave estando na garantia, o cliente sai da loja com um produto completamente novo. Porém, as leis brasileiras são outras, e a própria Apple não é obrigada a seguir nada disso.

Mas acho fundamental que a Apple ao menos se preocupe em oferecer soluções diferenciadas para os casos de assistência. Não ter diferença alguma de uma loja autorizada ou de um e-commerce é, na minha opinião, desperdício de prestígio de marca, para dizer o mínimo.

Se bem que uma Apple Store Brasil na Village Mall visa uma coisa: vendas de produtos caros.

Tudo bem. Então, que a chegada de uma Apple Store no Brasil ao menos represente uma mudança de pensamento da própria Apple em relação ao nosso país. Que ao menos os lançamentos da empresa desembarquem mais rápido no nosso mercado. Sabe, é patético as pessoas ainda acreditarem que Tim Cook e sua turma se importam com o mercado brasileiro, uma vez que eles lucram de forma absurda com o “fator Brasil”, e trazendo os lançamentos apenas na terceira janela de lançamentos.

Na prática, a Apple trata o consumidor brasileiro como um qualquer… e tem gente que bate palma para isso.

Não acredito em preços mais competitivos na Apple Store Brasil. Sem nem nas vendas virtuais eles conseguem fazer isso, que dirá na loja física, que exige uma logística mais cara (sem falar nos funcionários que precisam ser pagos e comissionados).

Porém, se vamos continuar pagando caro pelos produtos, que ao menos não precisemos mais esperar tanto tempo para que eles cheguem ao nosso mercado. É mais do que razoável receber os lançamentos na mesma janela que nos Estados Unidos. É o mínimo que se pede.

Afinal de contas, a partir de agora, temos uma Apple Store no Brasil. Logo, nada mais justo.

Cada um faz com o seu dinheiro o que quer. E a Apple agradece por isso!

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Vou dar uma de oportunista mesmo, na cara dura. Não quero nem saber. Esse blog precisa de ibope, então, vamos para o modo “mamilos”.

Estou acompanhando calmamente todas as notícias que giram em torno do lançamento do iPhone 5. Tão calmamente que sequer me incomodei em sair de Araçatuba para fazer a cobertura dos “eventos de lançamento” do smartphone nas operadoras ou nas lojas em shoppings de São Paulo. Afinal de contas, esses “eventos” nada mais são do que um bando de pessoas em uma fila, esperando a loja abrir para comprar o produto. E muito se comenta sobre o papel dessas pessoas na sociedade, ou como elas devem ser vistas diante dos olhos das demais pessoas.

Bom, vamos lá… ontem mesmo no Twitter eu desejei boa sorte para aqueles que vão comprar um smartphone que custa R$ 2.300, mas que faz a mesma coisa que o meu, que custou menos de R$ 1 mil (Motorola RAZR i, comprado na Black Friday… ah, antes que vocês me xinguem, eu tenho um iPhone 4, que comprei USADO por R$ 1 mil, e sou feliz com ele até hoje). E foi um boa sorte de coração, acreditem ou não. Torço mesmo para que as pessoas sejam felizes com suas aquisições, independente do preço.

Eu respeito o dinheiro de todo mundo, desde que ele seja ganho por meios lícitos. Honestamente, assim como eu ganho o meu dinheiro. Quanto ao valor desse dinheiro, cada um que se encarregue em dar esse valor, de acordo com o seu entendimento ou condições financeiras. Eu, por exemplo, sei o quanto custa o meu, e sei que tenho objetivos mais nobres e úteis para empregar uma grana em um único gadget. Mas se você ganha mais do que eu, e tem condições de embarcar em um investimento tão elevado, vá em frente.

Agora, vamos aos fatos.

O iPhone 5 a R$ 2.399 (16 GB, nas operadoras TIM e Oi) é um preço simplesmente ridículo. É um ótimo smartphone? Sim. Mas não vale isso. Minha opinião. Respeito quem comprou, mas acho uma das maiores futilidades do universo pagar essa quantia de dinheiro em um smartphone, que por melhor que seja, não é tão “mágico e revolucionário” como dizem. Hoje, não vejo a experiência de uso do iOS 6 à frente do Android 4.1 Jelly Bean. Em alguns aspectos, o sistema do Google está na frente. Isso, sem falar no alto poder de customização. Fora que, hoje, 95% (ou mais) dos aplicativos importantes que eu uso no iPhone eu já tenho instalado em meus dispositivos Android.

Essa regra vale para modelos como Samsung Galaxy S III e Samsung Galaxy Note II. São smartphones incríveis, mas não me disponho a pagar R$ 2.400 por esses modelos. Aliás, a maioria das pessoas não precisam de um smartphone top. Alguns compram pelo status de ter um produto que é mais caro que uma moto usada, ou que custa mais que uma viagem para Miami (ida e volta… e ainda sobra dinheiro para comprar o mesmo smartphone).

Eu me esforço para não julgar as pessoas nesse aspecto. Eu sei o que é gostar de uma tecnologia, e querer comprar o que há de mais top no mercado. Mas sou realista: sou pobre (classe média no conceito da Dilma, mas convenhamos: para quem comemora o aniversário em Paris com um jantar a R$ 800 por cabeça, ela NADA sabe sobre classe média), tenho que ser responsável pelas contas da minha casa, dar uma vida digna para minha esposa… logo, iPhone 5, Galaxy S III, Galaxy Note e outros modelos considerados top não são prioridades na minha vida.

Eu compro aquilo que eu posso. Pois dou valor ao meu dinheiro.

Na Black Friday desse ano, consegui duas boas ofertas. Um tablet Galaxy Tab 7.7 por R$ 899,00 (estava R$ 1.499,00), e o Motorola RAZR i, que paguei R$ 909,00 (preço normal e R$ 1.299,00). Ainda assim, vou passar um bom tempo pagando esse investimento. Tudo calculado em planilhas, para não estourar orçamentos, e não faltar nada aqui em casa. E estou muito feliz com os dois produtos.

Poderia comprar um iPhone 5? Sim, mas não acho o preço justo.

Apple, operadoras, lojistas… todos sabem que o iPhone (assim como boa parte das coisas que envolve a Apple) são grandes imãs para as pessoas. E nem falo só dos geeks de tecnologia. Aqueles que não sabem nem programar o DVR para gravar o futebol quando viajam no fim de semana, aqueles que pedem para o sobrinho criar as contas do Facebook, ou aquela que usa o computador para procurar receitas no site da Ana Maria Braga. Aqueles que buscam status, e que simplesmente não olham para os lados na hora de comprar um produto.

Criou-se no Brasil o hábito do “eu posso, eu pago”. Ninguém vai olhar para o detalhe que essas grandes corporações ganham dinheiro às custas do desejo incontrolável do consumismo das pessoas. Pode parecer um discurso comunista (e não é), mas o brasileiro, que agora está com um maior poder de compra, simplesmente passou a ignorar fatores como taxas de impostos, inflação e “custo Brasil”, e passaram a aceitar que as coisas são caras e que “nada vai mudar”.

E não vai mesmo, enquanto tiver centenas de pessoas fazendo filas para comprar um smartphone de R$ 2.400. Que, por sinal, faz EXATAMENTE O MESMO que o meu, que custou menos de R$ 1 mil.

A Apple agradece. E muito. A Apple percebeu que, mesmo com toda a carga tributária existente no Brasil, eles podem cobrar o que quiser sobre os seus produtos, cobrando bem a mais nos valores finais (mais ainda, se contarmos os modelos vendidos pelo site da Apple, que ainda não foram divulgados), e obtendo lucros “mágicos e revolucionários”. Se você realmente aceita pagar um smartphone que, lá fora, custa menos da metade desse valor, a Apple agradece por você existir.

Como podem ver, cada um faz com o dinheiro o que quer, e eu respeito o posicionamento de quem faz isso. Só não concordo. Criticar quem ficou na fila durante 20 horas para comprar um smartphone é algo inútil. Cada um pensa de uma forma, e não adianta perder tempo divergindo em teorias monetárias.

Mas… o mais importante? É que eu tenho minha consciência tranquila de que não estou pagando bem mais em um produto do que ele realmente vale. Que ele terá uma utilidade efetiva no meu dia a dia, e não será apenas um item de exibição social. E que o meu dinheiro será bem investido. Sim. Eu, que escrevo e trabalho com tecnologia todos os dias, vejo smartphones, gadgets, tablets, notebooks e até videogames como investimento, e não como um objeto de luxo ou vaidade pessoal. Até hoje, luto muito para poder viver razoavelmente bem através do meu trabalho. E sou feliz por isso.

Mas… vida que segue. Já comprou o seu iPhone 5 hoje?

Vamos fazer um troca-troca (calma… de produtos de tecnologia…)

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Quem é geek, brasileiro e classe média sabe que uma das formas mais eficientes para fazer um upgrade na sua vida tecnológica é na base do escambo. Mas, calma. Isso não envolve atividades ilícitas ou de cunho sexual. É apenas uma troca de um produto por outro. É claro que o mercado de tecnologia se desvaloriza rapidamente. Mas ainda é possível colocar dentro de casa alguns produtos bacanas. Nesse post, passo algumas das minhas últimas experiências com os gadgets que uso diariamente.

Era uma vez… não, não vou fazer isso.

Eu me lembro que o primeiro produto de tecnologia que comprei com o dinheiro do meu próprio esforço (ou do meu primeiro trabalho) foi um Super Nintendo, e isso lá no longínquo ano de 1994. Fiz pequenos serviços de manutenção de computadores para parentes e amigos por três meses, e ao conseguir o dinheiro, fui lá, contente e feliz comprar o videogame na loja. E aí veio o som do trombone, quando vi que o dinheiro não dava. A solução? Classificados do jornal. Encontrei o objeto do desejo, pelo preço que poderia comprar.

Com o passar dos anos, percebi que essa era a forma mais prática de obter os produtos que eu queria. Mesmo hoje, com a situação mais “estável” (obrigado, planilha do Excel pela graça alcançada), esse é o meu meio para comprar alguns produtos. Por opção, para alguns itens, eu escolhi não ser um “early adopter”, e ficar com, pelo menos, uma geração atrás do mais recente modelo. Por exemplo, eu acabei de vender o meu iPad 1 para agora pegar o iPad 2, por um preço mais competitivo. Tá, ok, o ideal seria ter o Novo iPad, mas um dia eu chego lá. Por enquanto, vamos trocando o velho pelo “quase novo”.

No mercado mobile, isso se torna ainda mais prático e funcional. Um exemplo claro disso foi como eu cheguei no iPhone 4 e no Samsung Galaxy S II. Tudo começou quando ganhei da Nokia o cobiçado Nokia N8. Smartphone incrível, com câmera de 12 megapixels, um ótimo design, uma estrutura bem resistente… mas tinha o Symbian, que na versão touch, me incomodava muito. Então, fui para uma decisão “radical”: procurei quem estava disposto a abrir mão de um iPhone 3GS para receber o N8. Choveram propostas (o que uma câmera de 12 MP não faz…), e resolvi trocar por aquela que era a mais vantajosa.

Fiquei com o iPhone 3GS por pouco mais de um ano. E, de fato, o iPhone é um baita de um smartphone. A experiência de uso é excelente, a qualidade de som é ótima, e realmente, é o produto da Apple que podemos chamar de “o” produto. Tudo bem, o iTunes me incomoda até hoje (obrigado, iOS 5 pela graça alcançada de não mais depender dele). Mas aí, veio a chance de ter o Samsung Galaxy S II, o até então smartphone Android TOP. Não pensei duas vezes: durante minhas férias em Balneário Camboriú (SC) no final do ano passado, consegui o tão cobiçado smartphone, por um preço bem abaixo do mercado. Calma, o produto não era roubado (tinha nota fiscal no nome da pessoa que me vendeu).

O Galaxy S II é incrível, mesmo com o problema do GPS, que só se resolveu quando mudei a firmware dele. É um Android que me faz feliz, com uma performance impecável, e um desempenho fantástico. E isso fez com que eu começasse a compará-lo com o iPhone 3GS, que já me incomodava com o desempenho com o iOS 5. Ou seja, era a hora de mudar. Vendi o 3GS, completei o valor, e fui atrás de um bom iPhone 4 semi-novo. Depois de muito pesquisar e testar alguns aparelhos, adquiri o iPhone 4 de 32 GB que uso hoje, custando bem menos do que o iPhone 4 de 8 GB que é vendido nas lojas hoje.

Em resumo: tenho o iPhone 4 e o Samsung Galaxy S II, sem precisar vender um rim para isso.

Agora que contei minha história, quero compartilhar algumas dicas de como você pode adquirir o produto que você deseja, em perfeito estado de funcionamento, e economizando alguma grana, o que é sempre bom. Vejamos…

1) Estabeleça uma meta: na nossa vida, precisamos ter objetivos. Senão, viramos um vegetal andante. Logo, procure determinar aquilo que você deseja, e marque isso em algum lugar. Em uma tabela, lista, bloco de notas do Windows ou do iPhone. Desse modo, você vai sempre se lembrar do que quer, e se focar nisso.

2) Calcule o quanto você pode economizar: dinheiro não cai do céu (nem o do Eike Batista). A maioria de nós, brasileiros e trabalhadores, sabemos o quanto ganhamos todos os meses com o nosso trabalho. E aqui, a sua ginástica financeira começa: sem tirar o leite das crianças e a torrada francesa da sua mulher, você vai calcular o quanto você pode separar do seu orçamento mensal para comprar o seu objeto de desejo. Aqui, recomendo que você use uma planilha de controle financeiro (tem aos montes na Internet, é só procurar), para que você possa efetivamente visualizar seus gastos, ver o que pode cortar e controlar melhor suas despesas, permitindo assim a busca do produto desejado.

3) Decida o quanto você quer pagar: uma vez que você está com o controle da sua carteira, e a fatura do cartão de crédito não é mais ameaçadora do que uma carta de um terrorista, estabeleça um limite para comprar o produto que você deseja. Você não é obrigado a pagar o preço “sugerido” pelos fabricantes e operadoras. Enquanto você reúne recursos financeiros para a compra, você tem o privilégio de observar o mercado, que é dinâmico. De repente, você encontra na internet alguém que está vendendo o produto por um bom preço, ou alguma loja que reduz o preço do produto por um valor atraente. Isso tudo faz parte do jogo.

4) Pesquise. Muito. Incessantemente…:
ao conseguir a quantia previamente estabelecida, é hora de pesquisar. Você ainda pode dar uma olhada no mercado (sites como o Buscapé e o Bondfaro são ótimos amigos nessas horas) para saber se algum e-commerce está com algum preço reduzido. Mas se a sua escolha for o mercado dos semi-novos, pesquise preço, tempo de uso, procedência, e o mais importante: se for possível, teste o produto de forma minuciosa. Afinal de contas, você vai ser dono de um produto que já foi de alguém. Priorize adquirir aquele que cuida o produto tão bem quanto você pretende cuidar.

5) Se tiver a versão antiga, passe adiante e complete o dinheiro: essa é uma regra de geek. A não ser que você queira fazer uma coleção de gadgets na sua casa, ficar com produtos obsoletos em casa é sinal de dinheiro escoando pelos seus dedos. Se a sua ideia é sempre progredir no mundo tecnológico, fique de olho nas oportunidades. Em alguns casos, é melhor abrir mão do produto que você tem, e que vai ficar obsoleto em breve (como foi o caso do iPad que citei no começo do texto), investir um pouco mais de dinheiro e atualizar o gadget. A relação custo/benefício e o investimento empregado justificam a escolha.

6) Comece tudo de novo: a vida é um eterno ciclo. Recomeçamos o tempo todo, a cada dia, quando acordamos. E isso não é diferente no mundo geek. A habilidade de recomeçar é algo que nos faz crescer. Não estou dizendo que é prazeroso passar pelas mesmas dificuldades, mas esse exercício em especial de planejar, batalhar e concretizar os sonhos tecnológicos, em um processo passo a passo, me fez crescer em vários sentidos. Por causa desses objetivos é que mantenho meus projetos na Internet, invisto neles e concretizo alguns dos meus pequenos sonhos de consumo.

E aqui fica a minha pequena contribuição. Para mim, deu certo.

Apenas 1% dos usuários consomem a metade da banda móvel existente no mundo!

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Quanto você gasta de tráfego de dados no seu celular? 250 MB? 500 MB? 1 GB? Quase nada (porque a grana está curta)? Seja qual for o caso, fique sabendo que muito provavelmente você não está sozinho no quesito “preciso economizar no meu pacote de dados, senão, estou ferrado”. Um estudo publicado no The New York Times revela que até na largura de dados da banda larga móvel existe uma desigualdade. E acredite se quiser: não estamos falando do Brasil.

O resultado do estudo é impressionante: metade de toda a banda de internet móvel do mundo é consumida por apenas 1% dos usuários. Isso mesmo que você leu: 1%! O estudo buscou as profundas diferenças existentes entre os diversos perfis de usuários e países. Como bem sabemos, o brasileiro consome bem menos dados no celular do que os norte-americanos, mas isso não significa que os norte-americanos utilizam a banda larga móvel de forma intensa. Afinal, apesar dos smartphones lá terem preços justos, é um país em crise, e a população economiza no que pode. Inclusive na hora de acessar a web.

O estudo mostra que a Finlândia é, na média, o país europeu que mais consome dados móveis, já que mais da metade dos usuários possuem um smartphone (que, por definição, possuem um maior consumo de dados). Para reforçar a sua posição de nação dominante da comunicação móvel, a média de consumo de dados por usuário é de excelentes 1 GB de dados por mês.

Mas se você pensa que o grande responsável por esse consumo de dados é o simples acesso ao Twitter, Facebook e YouTube pela telinha, você está enganado. Segundo o estudo, a maioria utiliza essa conexão para conectar os seus portáteis como modem USB ou hotspots WiFi. 64% dos dados consumidos nas redes móveis entram nessa modalidade. Os smartphones representam um consumo de 33%, e os tablets (mais especificamente o iPad sozinho) acumula 3% dos megas consumidos pelos usuários.

Com isso, dá pra concluir algumas coisas. Primeiro, que mesmo em tempos de smartphones poderosos e tablets versáteis, a maioria dos usuários ainda não dispensaram o notebook ou netbook (e agora, os ultrabooks) para acessarem a internet em qualquer lugar. Segundo: tem muita gente que tem o iPad apenas no modo WiFi. Terceiro: um terço dos usuários acessam a web pelos smartphones de forma regular. E isso não é pouca coisa.

Fico curioso para saber como serão esses números no Brasil. Seria interessante saber qual é a média de consumo de dados pelos dispositivos móveis. Esses dados são valiosos para usuários, que podem ajustar o seu consumo de acordo com a média nacional (e de acordo com suas condições financeiras) e para as operadoras, que poderão ofertar pacotes de acesso à web mais próximos da média.

Bom, isso na teoria. Pois se depender das operadoras…. bom, melhor deixar quieto.

Xbox 360 é um ótimo console de games. Com o Kinect então…

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Minha experiência com o Xbox 360 está sendo a melhor possível. Ao longo de 2011, eu planejei a compra do console para o final do ano, mas quando vi o dólar subindo de forma enlouquecida, não tive dúvidas: peguei as economias e comprei o console (na época, não sabia que o produto seria fabricado no Brasil). E não me arrependo!

Tudo bem, não jogo tanto quanto eu gostaria. Mas do pouco que consigo utilizar, ele me garante boas horas de diversão. Se comparados aos consoles das gerações passadas, as diferenças de recursos são gritantes, mas a diferença mais destacada é a qualidade da imagem. O produto mostra claramente que para extrair toda a qualidade de imagem possível, precisa de um cabo HDMI para reproduzir o conteúdo do console. E esqueça os conectores tradicionais. Você não vai precisar deles.

O Xbox 360 está conseguindo algo que não esperava: me fazer planejar a compra de um PlayStation 3. Eu imaginava que não necessitava dos dois consoles, mas fato é que o PS3 é um dos consoles mais vendidos do mundo (mesmo com todos os problemas da PSN), sem falar nos jogos exclusivos da plataforma de games da Sony. Fiquei um bom tempo com o PlayStation 2, que me garantiu ótimas horas de diversão. Além disso, seria mais um item de tecnologia em casa. E convenhamos, quem não quer isso?

Agora, uma coisa é fato: o Kinect não é algo “de Deus” (brincadeira, hein…). O sensor de movimentos da Microsoft deu uma sobrevida ao Xbox 360, oferecendo novas possibilidades de jogos e recursos multimídia. O periférico funciona conforme prometido, e mesmo em jogos considerados casuais, como o Kinect Sports, a diversão é garantida, e a mecânica dos jogos segue de forma fiel a proposta do jogo.

Porém, nada é tão perfeito quanto a proposta de Dance Central. Estou com as duas versões do jogo, e ambos aproveitam o melhor do Kinect. Algo que eu disse na demonstração do produto há dois anos, na E3 Games, se comprova na prática.

“Agora, os nerds sabem dançar!”

Qualquer pessoa minimamente coordenada consegue produzir boas rotinas de dança, sem muitas dificuldades. Isso é praticamente um milagre dentro do mundo dos games. Ainda mais para alguém de uma geração que viveu jogando seus jogos preferidos sentado no sofá. Na verdade, continuo sendo um sedentário que prefere a comodidade do sofá. Mesmo porque, temos ótimos jogos a serem controlados com o joystick (principalmente FIFA 12 e F1 2011). Mas não posso negar que o Kinect revolucionou o mercado, tal como o Nintendo Wii fez na época do seu lançamento.

Não pretendo adquirir o PlayStation Move. Acho meio restritivo e limitado. Não estou dizendo que é ruim. Só afirmo que, para mim, não vai rolar. Afinal de contas, quer liberdade maior que “olha, mamãe, sem as mãos!”? Na minha opinião, não. Mas, de qualquer forma, a Sony pode agradecer à Microsoft. Vai ganhar mais um cliente para seus consoles de games graças à performance de um produto concorrente.

Uma das vantagens daqueles que pretendem comprar um console hoje é poder adquirir o produto fabricado no Brasil, e com garantia. Esse pode ser um excelente atrativo para os usuários que querem uma garantia a mais, apesar do lendário problema das “luzes da morte” não acontecer mais.

Enfim, minhas férias serão regadas com muita jogatina. Mesmo falando sobre o Xbox 360, recomendo que você passe as festas de final de ano jogando os seus jogos preferidos em um bom console, ou no computador. Afinal de contas, pode ser melhor do que passar com aquele primo chato (que vai tentar jogar PES 2012 com você), ou com aquela tia pegajosa (que vai pedir pra ver o especial do Roberto Carlos em Jerusalém, que já passou, justo na hora que você quer jogar Gears of War 3).

Não seria a hora de você comprar outra televisão para você?