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Compuware avalia desempenho de websites de esportes durante a Copa do Mundo 2014

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A Compuware Corporation realizou o monitoramento de diversos sites de notícias esportivas para avaliar o desempenho de cada um deles diante do aumento da demanda de acessos no período da Copa do Mundo 2014. Os 10 principais websites esportivos foram analisados, analisando o comportamento dos usuários em dias de jogos, principalmente nos jogos do Brasil.

O tempo de resposta dos sites analisados ficou dentro da média, onde o menor tempo de resposta variou entre 3.2 segundos e 14.5 segundos, com disponibilidade desses sites variando entre 82% e 99.5% na média. Durante os jogos do Brasil, foi registrado um aumento de acesso antes e depois das partidas. No jogo Brasil vs Chile, por exemplo, um dos sites apresentou o índice mais lento entre os analisados uma hora e meia após o término do jogo, levando 60 segundos para carregar a página por completo.

Muitos dos sites analisados apresentam um número alto de objetos (335 em média), ficando bem mais pesados – com até 10 MB de dados. Entre análise de endereço IP do host, conexão TCP/IP, busca do objeto no servidor, envio dos primeiros bytes do objeto e o seu download completo, o carregamento completo da página pode levar um tempo muito mais elevado, por conta da repetição desse processo.

Via assessoria de imprensa (Compuware)

A melhor Copa do Mundo da minha vida

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Obrigado, futebol. Obrigado por ter voltado para casa. Obrigado por ter se sentido em casa. E por entregar ao fã de esportes e do futebol o seu melhor.

Obrigado, futebol. Obrigado por nos ensinar que um trabalho sério e organizado pode prosperar. Obrigado por não ser injusta. Obrigado por mostrar que trabalhar duro é algo que prospera. Que nos leva ao triunfo.

Obrigado, futebol. Obrigado pela dura lição dada em um 7 a 1. Não somos os melhores no futebol. Podemos voltar a ser. Só que o caminho da recuperação será bem longo. O trabalho precisa ser tão duro e sério quanto aqueles que hoje são os melhores do mundo. Não acredito que as coisas mudarão tão facilmente (nem que as coisas mudarão em alguns aspectos), mas ao menos a lição foi dada. De forma bem clara. Explícita até. E por causa disso, eu agradeço.

Obrigado, futebol. Obrigado por entender que o Brasil é um país cheio de mazelas, dificuldades, injustiças, corrupção e que tem até alguns brasileiros que humildemente chamo de “imbecis”. Mesmo com tudo isso, fomos elogiados por aqueles que vieram para cá. Em troca, você nos deu o seu melhor. Nos entregou uma Copa do Mundo maravilhosa, espetacular. Inesquecível.

Obrigado, futebol. Obrigado por colocar no espírito de cada um dos jogadores das 32 seleções o seu espírito. Mesmo com temporadas exaustivas e contusões, vimos um nível técnico altíssimo, jogos emocionantes, com alguns resultados surpreendentes. Eu agradeço por ter ficado diante da TV na grande maioria dos 64 jogos. O futebol precisava de uma Copa do Mundo como essa.

Por fim, muito obrigado, futebol. Obrigado por ter redespertado em mim os motivos pelos quais eu era apaixonado por esse esporte. Redescobri a paixão e o amor pelo esporte mais imprevisível de todos com essa Copa do Mundo.

Sabe, futebol, eu não deixei de amar você porque você me virou as costas. Eu deixei de amar você porque aqui no Brasil, cuidam muito mal de você. Me deixei ficar cego pela incompetência e descaso de dirigentes locais, sem perceber que a sua beleza vai acima das cartolagens, das maracutaias, dos superfaturamentos e de cambistas internacionais. Você, futebol, deve ser um dos motivos pelos quais nós, seres humanos, somos ainda mais humanos.

Obrigado, futebol. Obrigado por me trazer de novo o desejo de acompanhar jogos do meu time, de secar os adversários, de querer ver ainda mais o que acontece nas ligas europeias. Obrigado por me trazer o tesão de ver de novo uma partida de 90 minutos, de querer comentar na internet as jogadas realizadas, as transações, as polêmicas. Os campeonatos. O título. A Copa do Mundo.

Que durante os próximos quatro anos, eu possa me lembrar dos últimos 31 dias, esperando que a Rússia o receba de braços abertos. E que você, futebol, se sinta bem representado pela Alemanha. São os melhores no que fizeram por aqui, e deixaram lições que temos que aprender. Dentro e fora do campo.

Eu sou Eduardo Moreira. Tenho 35 anos de idade. E vi a melhor Copa do Mundo da minha vida. E, sem medo de errar, a melhor Copa do Mundo de todos os tempos.

Na próxima, que a Dona Lúcia treine o time…

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Em 2010, o Brasil foi eliminado nas quartas de final para a Holanda, em um segundo tempo “de pane”. Essa sim, pane. Hoje, o Brasil perde para a mesma Holanda de 3 a 0, provando que o que aconteceu na última terça-feira não foi “uma pane de seis minutos”. Aliás, o jogo de hoje foi tão sui generis, que Felipão sequer orientou o time direito. Então… que coloquem logo a Dona Lúcia! Sim! Aquela senhora da carta lida por Parreira.

Afinal de contas, mesmo que a Dona Lúcia traga chocolatinho quente para os nossos jogadores ao final de cada treino, ela faria com que a seleção brasileira treinasse em DOIS PERÍODOS, ou que realizasse treinos em campo NO DIA SEGUINTE AOS JOGOS. Sim, pois até a Dona Lúcia sabe que “os jovens precisam estudar, para aprender as lições”.

A Dona Lúcia não inventaria desculpas. Afinal, ela não entende de futebol, mas entende de caráter. Mais: Dona Lúcia também entende que colocar a culpa na arbitragem nunca resolve os problemas que existem em termos técnicos e táticos. Dona Lúcia também ensinaria aos jogadores que é muito feio ficar mentindo pra todo mundo ver, se jogando na área para simular pênaltis. Mesmo porque “menino que mente não ganha presente do Papai Noel no natal”.

Até a Dona Lúcia (que não entende de futebol, mas se conseguiu mandar um e-mail para a FIFA, deve ter jogado o FIFA 14 algum dia na vida) sabe que um time que só tem DUAS JOGADAS SUPER MANJADAS não consegue progredir em uma competição com times com diversas variações táticas e maior entrosamento. Aliás, a Dona Lúcia JAMAIS TREINARIA UM TIME COM TRÊS VOLANTES POR APENAS 15 MINUTOS. A voz da experiência e os anos de vida de Dona Lúcia a fariam treinar esse time nessa formação por mais vezes.

Aliás, a Dona Lúcia ouviria os seus olheiros/auxiliares, que a alertariam sobre a necessidade de povoar o meio campo contra a Alemanha, além de excluir o centroavante “cone” (que entra para a história como o pior centroavante brasileiro de todas as copas), certamente dizendo “meu filho, vai lá para o canto do castigo – o banco – e pensa no que você está fazendo de errado”.

Dona Lúcia… queremos a senhora comandando a seleção brasileira. Não porque a senhora entende de futebol. Mas porque qualquer um de nós entende mais de futebol que José Maria Marin. Seu otimismo e fé na atual comissão técnica são louváveis. Nós perdemos tudo isso. Pois foram 10 gols em 180 minutos. Um gol a cada 18 minutos.

Não foi uma pane de seis minutos.

Em 2018, que venha a Dona Lúcia. Quem sabe a cartinha dela, os bolinhos de chuva e as cartinhas de estímulo tirem o time da CBF do buraco sem fundo que se enfiou. Até porque a Dona Lúcia é “a voz de uma nação” no entendimento de Carlos Alberto Parreira.

E pensar que eu havia deixado de chamar esse time do “time da CBF”… vou ter que retomar essa denominação. Pois esse time não é a seleção brasileira. É o time dos cartolas. O time dos vampiros que estão destruindo com o futebol brasileiro.

Um time que já é treinado pela “Dona Lúcia”. Seja lá quem for essa senhora. Quem sabe ela não é um fruto das mentes alucinadas que estão dentro da CBF…

Meu avô precisa pedir perdão para Barbosa e a seleção de 1950

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O meu avô foi um ingrato. Aliás, toda a geração do meu avô foi muito injusta. Culpar Barbosa pela derrota do Brasil contra o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950 é de uma injustiça sem tamanho. Pra começar, um time é composto de 11 jogadores. Depois, ninguém coloca o mérito do Uruguai nessa vitória. Por fim, depois da humilhação sofrida pelo time do Felipão ontem, a primeira coisa que meu avô e seus amigos velhinhos que falam mal de tudo e de todos sentados no banco da praça jogando dominó deveria fazer é pedir perdão para Barbosa, e para todo o time de 1950.

Aliás, não só nossos avós. Nós, brasileiros, como um todo, precisamos pedir perdão ao time de 1950.

O 7 a 1 sofrido ontem faz o 2 a 1 de 1950 parecer um ótimo resultado. De novo: eu sei que foi triste na época. Muito triste. Foi tão traumático, que nunca mais o Brasil jogou de branco. Mudamos tudo, a ponto de vencer cinco campeonatos mundiais depois disso. Mas não podemos mais tratar a derrota de 1950 como “vexame”. Foi uma decepção. Uma dor profunda, que nos motiva a mudar as coisas para melhor.

Aliás, a derrota de 1950 significou muito mais uma decepção por não conquistar um título mundial em casa do que qualquer outra coisa. A festa interrompida. A alegria arrancada. E isso aconteceu por conta de um time que jogou melhor do que o Brasil. Um Brasil que lutou, mas não conseguiu.

Então, vovôs e vovós do meu Brasil… comecem a perdoar de uma vez por todas a seleção de 1950. Absolvam a alma de Barbosa de uma maldição injusta, imposta por vocês. Diferente do que aconteceu ontem, o time de 1950 lutou, fez o que pode, e não conseguiu. O tal “Maracanazzo” acabou, de vez. Não existe mais esse trauma. Não existe mais o medo do Uruguai. Apenas isso.

Vamos exercer a prática do perdão. Todos nós. Esse capítulo triste do futebol brasileiro foi superado.

Já o time de 2014? Ele entra para a história como o time que sofreu a pior derrota da seleção brasileira. A mais humilhante derrota de nossa história. E eu prefiro ter dentro de mim o sentimento de decepção do que de humilhação. Aliás, por mais indiferente que alguns se sintam à essa seleção brasileira e ao futebol como um todo, é impossível não se sentir parte desse atropelamento.

O Brasil de 2014 é agora o nosso grande fantasma a ser superado. O nosso novo trauma. A nossa nova vergonha, e com dimensões que em 1950 eram inimagináveis. Afinal de contas, em 1950 não existia a transmissão de TV via satélite, a internet, o Twitter, o Facebook, o Instagram… em 1950, a “vergonha” foi doméstica. Hoje, toda e qualquer humilhação é transmitida para o mundo todo. E o mundo todo falou disso.

Aliás, que a derrota do Brasil de 2014 deixe uma grande lição para o “torcedor brasileiro”. Sim, coloco a expressão entre aspas porque não considero nem gente aquele cara que chega nas redes sociais e prega a pena de morte para um zagueiro do time adversário que tira o craque do Brasil em uma jogada desleal, ou que ameaçam estuprar a filha pequena desse mesmo zagueiro em uma foto no Instagram.

Esse “valentão do sofá”. O tipo de brasileiro que fode com o Brasil.

Que a derrota do Brasil de 2014 consiga “baixar a bola” desse tipo de brasileiro. Um brasileiro que não sabe perder, e muito menos ganhar na vida. Um brasileiro que é arrogante, prepotente, se acha o melhor do mundo, e acha que tem que ganhar a todo custo. Ou vencer de qualquer jeito.

Esse “torcedor brasileiro” é o que mais deve sofrer com essa derrota. Enta na conta dos humilhados de sua própria falta de discernimento, de inteligência. É praticamente um filho travestido do José Maria Marin (presidente da CBF), o “filhote da ditadura militar”, que jamais jogou futebol na vida.

Amigos… temos um novo trauma. Temos um “Mineiraço”. Será que vamos mudar tudo de novo? E não… aposentar a camisa amarela não vai resolver nada dessa vez.

 

P.S.: O título desse post é uma metáfora. O meu avô faleceu há 11 anos, e ele não perdoou Barbosa até a morte.

P.S.2: Barbosa faleceu em 2002, sem ser perdoado pelo povo brasileiro. Esquecido, injustiçado. Quem sabe agora a sua alma pode descansar em paz.

Reflexões depois de um 1 a 7

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Eu não estou decepcionado. Eu estaria decepcionado se eu vivesse em 1950. Estou humilhado. Essa foi a pior derrota de todos os tempos do futebol brasileiro. Eu não me lembro quando foi a última vez que o São Paulo perdeu de 7 a 1, que dirá a última vez que o Brasil perdeu de seis gols de diferença. Eu não estava vivo. Isso aconteceu em 1920. De qualquer forma, é mais humilhação do que decepção.

Não estou bravo com a derrota do Brasil. Pelo contrário. Quando ficou 4 a 0, eu comecei a rir, e não foi de nervoso. Nessas horas, é melhor rir de si mesmo. Se estressar pra quê? Por conta do futebol? Pior: da falta de futebol? Da inexistência do futebol brasileiro, e da plenitude do futebol alemão? Não podemos ficar bravos com isso. Temos é que aplaudir de pé o planejamento dos alemães, que por oito anos perseguiram de forma obsessiva essa final. Se planejaram, executaram e nos massacraram.

Sim. Massacre. Vexame. Humilhação. Aniquilação. Espancamento. São tantos termos que é difícil escolher.

Acredito que o Brasil já vem sendo espancado há muito tempo. Vide os 4 a 0 do Barcelona contra o Santos (e depois o 8 a 0 do mesmo Barcelona, em cima do mesmo Santos, no amistoso após a venda do Neymar). No último Mundial de Clubes, o Atlético Mineiro não chegou na final do torneio. Na Libertadores 2014, não temos um representante entre os semifinalistas do torneio.

E o Brasil? Bom, o Brasil foi isso o que vemos hoje.

Olha… geração de 1950, que chorou a derrota do Brasil contra o Uruguai… vocês foram felizes, e não faziam ideia disso. Eu sei, foi muito triste. Demais. Mas foi a dor da decepção. Por conta daquela derrota, vocês mudaram tudo, e transformaram o futebol brasileiro, que já era bom, no melhor do mundo. Campeão. O trauma foi tão grande, que reformularam tudo.

E eu não imagino que isso vai acontecer agora.

Fomos humilhados pela Alemanha, que jogou muito mais (contra um time que não existiu), que mostrou que eles fizeram tudo certo, e nós, tudo errado. Hoje, vejo os programas de debate esportivo discutindo um hipotético futuro do futebol brasileiro, mas não vejo perspectivas de um futuro melhor. Não imagino, nem de longe, uma futebol brasileiro “fechado para balanço”, expulsando escórias retrógradas como José Maria Marin e seus “apadrinhados” do núcleo da CBF.

Pelo contrário.

Imagino esses “cidadãos” se agarrando ainda mais ao poder, com a falsa promessa de “vamos salvar o futebol brasileiro”. Mentira. Vão destruir ainda mais.

Essa é a pior derrota do nosso futebol em 100 anos de história. A mais vexatória, ainda mais levando em consideração tudo o que envolveu o jogo de hoje. Será que não é hora de repensar tudo? De realmente dar espaço para novas ideias, de reorganizar nossos campeonatos, de nossa forma de ver futebol, ou até mudar a nossa forma de ver o esporte? Buscar mentes novas?

Seria o ideal. Mas para alguns caras que afirmaram que “o hexa é nosso” antes da bola rolar, não imagino eles contando com tanta sapiência para reconhecerem que fizeram o maior estrago da história do nosso futebol.

5 a 0 com 30 minutos. O Brasil não só precisa aprender a perder. Mas reaprender a jogar o jogo.