@oEduardoMoreira

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Solartab, um carregador solar para iPhone, iPad e dispositivos USB

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O Solartab é um painel solar de 5.5 watts, construído sobre uma final bateria de 13.000 mAh, que pode ser guardado como um tablet por contar com um case muito similar ao utilizado por esses dispositivos. O produto é pensado nos dispositivos móveis da Apple, mas conta com duas portas USB com potência de 11 watts, que conectam um dispositivo que pode ser recarregado via micro USB.

Além disso, o Solartab conta com um adaptador USB-A para USB Type-C, para conectar um MacBook ou um Chromebook Pixel. Aqui, o dispositivo não tem a função de carregador, mas vai enviar energia para o portátil, podendo dobrar a duração de bateria do computador. Se o MacBook ficar em modo de suspensão, a bateria do mesmo pode ser recarregada.

O Solartab custa US$ 119.

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Via 9to5Mac

O iPad mini 3 é a maior picaretagem da história da Apple!

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Aí, Apple… me ajuda a te ajudar! Desse jeito, fica impossível! Não bastasse uma apresentação de novos iPads tão empolgante quanto o terço bizantino que a minha avó e suas amiguinhas fazem toda terça-feira no final de tarde, a empresa comandada por Tim Cook teve a cara de pau de apresentar um novo iPad mini que, convenhamos, não faz o menor sentido de existir. Na verdade, faz sentido sim: o iPad mini 3 recebe o título de maior picaretagem da história da Apple.

E você, que não concorda com isso, nem perde seu tempo me criticando. Defender a Apple é uma coisa. Fechar os olhos para essa tentativa de golpe financeiro é outra (é burrice).

A única diferença do iPad mini 3 para o iPad mini com tela Retina (agora chamado de iPad mini 2… ‘por que será?’) é o sensor Touch ID, que faz a sua estreia no novo tablet. Sim, amigos… essa é a ÚNICA DIFERENÇA ENTRE OS DOIS MODELOS. E custa US$ 100 a mais que o modelo anterior.

Ok. O Touch ID é um recurso bacana, ainda mais em tempos onde tem muita gente preocupada com a segurança dos seus dados pessoais, e trabalhando com o Apple Pay (que não existe no Brasil), temos um eficiente método de pagamento. Mas, convenhamos: essa p*rra serve para mais alguma coisa?

Para mais nada, certo?

Sim, amigos. O iPad mini 3 não faz o menor sentido de existir. Por que diabos a Apple não mudou absolutamente nada nas especificações técnicas desse novo tablet? Nem mesmo o processador foi alterado (estagnou no Apple A7)? Para quê investir dinheiro em um produto que só evoluiu um item? E, na boa? Nesse caso em específico, estou levando em consideração que estamos no Brasil.

Aliás, até mesmo nos Estados Unidos questionam esse infeliz lançamento da Apple.

Para piorar, o primeiro iPad mini (que com o iOS 8 ficou uma grande porcaria em termos de desempenho) teve o seu preço ‘reduzido’para US$ 249. Apenas US$ 50 a menos que o iPad mini com tela Retina. Sério, Apple… que p*rra é essa? Por que não oferece a primeira versão por US$ 199, criando uma dor de cabeça para a concorrência (aka tablets Android), que são tão bons quanto (ou melhores) e custando menos?

Sério, Apple… me ajuda a te ajudar!

Meu conselho para quem tem alguma grana no final do ano: se você ainda está interessado em comprar um iPad mini com tela Retina, compre enquanto ele ainda está disponível. Não estou dizendo que esse modelo vai sair do mercado de imediato, mas levando em consideração que a atualização do produto anunciada nessa semana nada mais é do que uma forma patética de enganar os mais trouxas, a melhor opção agora é comprar o modelo lançado no ano passado.

O iPad mini com tela Retina já teve o seu preço reduzido pela própria Apple no Brasil, e com a proximidade da Black Friday, a hora de comprar esse modelo é agora. O primeiro iPad mini passa a ficar descartado (a não ser que você fique com ele no iOS 7), e o iPad mini 3 é uma perca de tempo e dinheiro.

E sim, Apple… não tente chamar o consumidor de burro. A essa altura do campeonato, a maioria não cai mais em um Touch ID como ‘novo modelo’.

O intrigante futuro do iPad

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Daqui a menos de duas horas, a Apple vai promover o evento onde muito provavelmente será apresentada a versão final do OS X 10.10 Yosemite, e principalmente, os reais protagonistas do evento: os novos iPads. O iPad Air, apresentado no ano passado, mudou muito o seu design e especificações, mas isso não foi suficiente para evitar o declínio das vendas da Apple nesse segmento. Algo que pode piorar ainda mais com o recém lançado iPhone 6 Plus.

Logo, o que virá a seguir para a Apple justificar a existência de novos iPads?

O que parece evidente é que veremos mais tarde uma renovação do iPad Air, com o objetivo de consolidar o modelo como referência no mercado de tablets com tela de 9 polegadas ou mais. Modelos como o Samsung Galaxy Tab S e Sony Xperia Z3 Tablet, igualmente avançados no hardware, aspiram esse posto.

Porém, não devemos esperar melhoras substanciais nas especificações ou no design. Rumores indicam a estreia do Touch ID no iPad, além de um modelo na cor dourada. Nas especificações, a chegada dos novos processadores Apple A8. Ou seja, não serão muitas resoluções para um modelo que já funciona muito bem hoje, mas precisa de novidades para continuar a ser mais atraente diante da concorrência.

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Já o iPad mini ainda desperta muito interesse dos usuários que querem um tablet com tela de 8 polegadas ou menos. A tela Retina e um hardware mais robusto ofereceu um belo upgrade ao modelo em 2013. Porém, nesse ano, ele tem um ‘fogo amigo’: o iPhone 6 Plus de 5.5 polegadas.

Com um iPhone desse tamanho (vi ele de perto pela primeira vez ontem em São Paulo), um iPad mini não faz mais muito sentido. Aliás, o impacto que os phablets promoveram no setor dos tablets de 7 polegadas (principalmente com Android) foi evidente, já que os telefones ‘de Itu’ são versáteis o suficiente para resolver todas as necessidades que o usuário teria com um modelo com 7 ou 8 polegadas de tela.

E agora, a Apple enfrenta esse dilema.

As dúvidas sobre a renovação do iPad mini apareceram em setembro, e analistas indicam que não haveria um novo iPad mini no evento de hoje. Algo que já foi desmentido com o vazamento dos documentos técnicos ocorrido ontem (15).

Para completar, um hipotético iPad com tela de 12.9 polegadas, com evidente apelo profissional, é protagonista de rumores dos últimos meses. Muitos se questionam se um iPad desse tamanho teria sentido: a diversificação sempre foi uma das estratégias da Apple, e a entrada no mercado empresarial pode ser o principal motivo para esse modelo maior existir.

A recente parceria com a IBM ainda não se converteu em produtos e serviços para o mercado, mas este iPad de 12.9 polegadas pode iniciar o caminho para uma futura proposta empresarial. Nessa aposta, também podemos imaginar algumas características diferentes, como um processador mais potente que o Apple A8 (A8X???), além de uma melhoria de software fundamental: a chegada do modo multi-janelas no iOS 8 para este modelo.

A julgar pelo ciclo de renovação dos seus dispositivos entre os usuários, a teórica facilidade de gerenciamento de inventário empresarial ou o seu papel de substituir o notebook em certos cenários de negócios, a Apple teria motivos de sobra para apostar no mercado empresarial com um novo iPad. E isso porque não citei as opções de segurança já presentes no iOS 8 e do Touch ID. O reforço da IBM pode ser essencial para que um dispositivo orientado para esse mercado apareça em um futuro não muito distante.

A boa notícia é que vamos descobrir a verdade em poucas horas.

O que eu espero do evento da Apple de logo mais (iPhone 6, iWatch, etc)

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Em 29 de maio, Eddy Cue, responsável pelo iCloud e iTunes na Apple, estava muito contente na sua aparição na Code Conference, em San Francisco. Lá, ele disse uma frase que criou um grande monstro da expectativa: disse que até o final de 2014, a Apple teria “o melhor portfólio de produtos dos últimos 25 anos”. Tal afirmação era (aparentemente) pretensiosa, ainda mais levando em conta a empresa em questão.

A WWDC 2014 apresentou interessantes novidades: iOS 8, OS X 10.10 Yosemite, Swift, etc. Mas muitos esperavam anúncios de hardware, que não aconteceram. Pois bem, hoje – 09 de setembro de 2014 -, teremos esses anúncios. E, dessa vez, podemos esperar da Apple simplesmente TUDO.

Nesse post, deixo minhas impressões dos anúncios certos, dos prováveis, dos improváveis, e do que seria legal ver no evento, mas que também é improvável que apareça. Algumas coisas serão confirmadas, outras reclassificadas, e outras sequer serão mencionadas. Mas vale pelo exercício.

 

O que já é certeza

* iPhone 6: se não for anunciado, será a grande decepção do evento. Todos esperam duas versões do novo smartphone, com telas de 4.7 e 5.5 polegadas (com os nomes iPhone 6 e iPhone 6 Plus, nomes que apareceram nas últimas horas), que poderiam adotar chips NFC e melhorias de software, com o novo iOS 8 (HealthKit, HomeKit, APIs mais abertas), características do OS X Yosemite, e as tradicionais melhorias de hardware.

*iWatch: o primeiro dispositivo wearable da Apple. Não está claro se será apenas uma pulseira quantificadora ou um relógio inteligente, mas as últimas declarações de Jony Ive apontam para um smartwatch. A ausência de vazamento de imagens parece indicar que, mesmo que ele seja apresentado, ele só deve chegar ao mercado em 2015. Além disso, esse pode ser um projeto que sequer tenha saído dos Estados Unidos, o que também explicaria a ausência de vazamentos (já que os asiáticos não conseguem ficar com a boca fechada).

* Pagamentos móveis: a Apple tem um potencial enorme nesse sentido, mas também é fato que eles ainda não afinaram o iCloud, principalmente no quesito segurança. A empresa conta com centenas de milhões de números de cartão de crédito – via iTunes e App Store -, e transferir essa experiência para um serviço que permite o pagamento de produtos e serviços que não são da Apple é o próximo passo.

* Lar inteligente e saúde: a Apple já antecipou as novidades no iOS 8 na parte de domótica e de monitorização da saúde, e essas serão duas propriedades que podem estar muito integradas nos novos iPhone e iWatch. A parte de saúde deve ser clara protagonista, e profissionais desse setor devem aparecer no keynote para mostrar algumas das vantagens do HealthKit.

 

O que é provável

* iPad Air 2: apesar de acreditar que a Apple vai realizar um evento em separado para apresentar novos tablets, existe sim a possibilidade da empresa aproveitar a oportunidade para renovar essa linha de produto. Os últimos rumores apontam que só veremos o novo iPad Air 2, enquanto que o iPad mini ficará sem atualização. A desaceleração na venda de iPads é um fato, e melhoras nesse dispositivos são esperadas (como o TouchID), com o objetivo de colocar o produto novamente em evidência.

* Beats Music & iTunes: a afirmação de Eddy Cue parece fazer mais sentido agora, com novos iPhones que contariam com um novo serviço de streaming. A compra da Beats ainda não deu frutos palpáveis, mas pode ser que hoje apareçam surpresas sobre o assunto. Por outro lado, é curioso que, nem o iOS 8, nem o OS X Yosemite contem com um potencial suporte para esse hipotético serviço de streaming, assim como o iTunes. De novo: pode ser que esse serviço também seja apresentado em um evento em separado. Em contrapartida, a possível presença da banda U2 no evento de hoje pode servir para anunciar a presença da Beats nos novos dispositivos da Apple. Um novo iPod, talvez? Acho que não. Mas… quem sabe?

* iMac 4K: uma nova chance ao iMac, uma vez que a sua atualização de junho foi algo “pobre”, por assim dizer (perda de 50% de desempenho para uma economia de 18%). Vale lembrar que o evento de logo mais acontece no Flint Center, em Cupertino, Califórnia. Esse é um local especial para a Apple: foi lá que, em 1984, eles apresentaram o Macintosh, e talvez esse aniversário possa ser o motivo do lançamento de um novo iMac, com um novo design e, quem sabe, com uma tela UHD/4K. Porém, tal como acontece com o MacBook Air, o problema está nos novos processadores Intel Core M (Broadwell), que não são os mais adequados para suportar essas resoluções.

 

O que é improvável

* Tela dividida no iOS 8: com uma renovação de hardware, podemos ter mudanças específicas de software no iOS 8 para o iPad. Em junho, foi flagrado um suporte multi-janela com tela dividida, e isso pode fazer com que o interesse nos iPads volte a crescer, assim como as funções Continuity e Handoff, que permitem ampliar a convergência no ecossistema da Apple.

* iPad de grande formato: li e ouvi muito sobre isso nos últimos meses. Um terceiro iPad com tela de 12.9 polegadas, que seria uma alternativa aos seus portáteis, mas com o iOS 8 como capitão. Se esse produto faz sentido ou não é uma outra história, mas mais uma vez o momento da Apple no mercado de tablets pode apontar para uma nova tentativa de diversificação, algo que a empresa já fez com o iPod, por exemplo. Não é muito factível que algo nesse sentido apareça hoje. De fato, esse é um produto que – se existe – merece um evento próprio, ao lado de novos iPad Air e iPad mini.

* Novos MacBook Air: a renovação – se é que podemos chamar assim – do iMac e dos MacBook Pro parecem deixar o MacBook Air como protagonista solitário das possíveis próximas grandes atualizações dos computadores da Apple. Não sei se dá pra colocar isso no grupo dos “prováveis”, mas levando em conta que ainda vai levar um tempo para que os chips Broadwell estreiem, prefiro colocar no grupo dos improváveis. Os chips Intel Core M apresentados na IFA 2014 são os candidatos certos para essa renovação do MacBook Air Retina, inclusive no hipotético modelo de 12.9 polegadas. Com isso, podemos ter designs mais finos – sem ventiladores – previstos pela própria Intel, e isso pode ser interessante para uma potencial renovação desses equipamentos. Porém, de novo, não é provável que esses equipamentos apareçam até o começo de 2015, ou talvez até um pouco antes do natal.

* Apple TV: o foco nos smartphones e wearables parece evidente, e pode ser que, por conta disso, o entretenimento fique em segundo plano. Lançamentos como o Amazon Fire TV ou do Android TV podem ter apressado a Apple nesse segmento, mas se existirem anúncios nesse sentido, talvez sejam apenas uma atualização do hardware atual, que ainda segue sendo uma boa opção de gerenciamento de conteúdos, especialmente para os usuários de outras soluções do ecossistema da Apple.

 

O que seria legal ver (já que sonhar ainda é de graça)

* MacBook ARM: os rumores sobre um possível MacBook com processador ARM foram muito frequentes nos últimos meses, e os processadores da Apple parecem estar preparados para dar esse passo. O Apple A8 pode iniciar uma nova fase na informática móvel. A aparição de elementos comuns entre o OS X e o iOS 8 pode ser um dos indícios que teremos o ARM nos computadores portáteis da empresa em um futuro a médio prazo.

* Cinema Display 4K: uma atualização que seria muito interessante para quem comprou um Mac Pro. O suporte para resoluções UHD no sistema operacional está ativo no OS X a algum tempo, e essa faceta criativa viria reforçada com um produto que seria perfeito para os profissionais e fãs incondicionais das altíssimas resoluções.

Magnus Air, mais um leve e prático suporte para o iPad

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O Magnus Air é mais um dispositivo da Ten One Design, e é uma evolução do modelo previamente lançado para os modelos anteriores, mas agora adaptado para o iPad Air. O acessório se destaca por ser pequeno e leve para ser transportado em qualquer lugar, permitindo que o usuário repouse o tablet em um ângulo de 22 graus, tanto em modo retrato como paisagem.

Seu preço sugerido é de US$ 39,95, e pode ser uma excelente opção para os usuários que precisam de uma posição mais cômoda para o trabalho ou consumo de vídeos no tablet da Apple.

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Um iPhone maior pode matar o iPad de vez: esse é o dilema da Apple

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Cuidado, Apple! Essa história de colocar todas as maçãs na mesma cesta começa a ser algo perigoso. Os resultados financeiros revelados nessa semana mostram que o iPhone segue muito bem. Por enquanto. E por causa da China (o recente acordo com a China Mobile). Porém, a margem de manobra para o mercado de smartphones está cada vez mais limitada, e a corrida para lançar um iPhone maior pode acabar canibalizando o iPad de tal forma, que o tablet da Apple pode simplesmente desaparecer.

Ok, pode ser uma previsão apocalíptica demais. Mas os resultados financeiros mostram que o iPhone do jeito que está continua muito bem nas vendas (35.2 milhões de unidades no último trimestre fiscal da empresa). Isso se reflete em uma clara dependência do iPhone para que o dinheiro das vendas entrem (nos últimos sete trimestres, o iPhone oscilou entre 51% e 57% no faturamento da empresa).

Já no caso do iPad, as quedas acontecem já por trimestres consecutivos. No último relatório financeiro, a queda foi de 9% em relação ao mesmo período de 2013. Tudo bem que o segundo trimestre é sempre aquele mais fraco, onde os usuários querem saber o que a Apple vai revelar em setembro/outubro. Mas também pode ser mais um claro indício de condenação do segmento dos tablets (e não só dos iPads): o auge dos phablets.

 

A dicotomia: um phablet Apple? Ou um tablet Apple?

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O iPhone é tão relevante para a Apple, que eles preferem mesmo atender o que os seus usuários querem, ou seja, aumentar a tela do iPhone. Essa mudança pode garantir o sucesso do produto por mais dois anos (pelo menos), mas pode fazer com que o iPad (principalmente o iPad mini) seja mais e mais irrelevante.

As vendas do iPad são cada vez menos estáveis com o passar dos últimos trimestres, mostrando que o iPad está cada vez menos relevante nessas vendas. De 20% das vendas totais da Apple no começo de 2013, temos hoje 16%. Nenhuma outra divisão da Apple tem esse comportamento hoje… exceto é claro o iPod (que ainda vende muito bem, acredite se quiser).

A lógica diz que, a partir do momento que a tela do iPhone crescer até as 5.5 polegadas, as vendas do iPad vão cair de forma vertiginosa. Afinal, por que eu preciso de um tablet, quando o smartphone já resolve o problema? Muitos usuários estão se perguntando isso nesse momento.

O ciclo de renovação dos tablets é maior, e no caso da Apple, o smartphone segue sendo o seu produto perfeito. É com o iPhone que a empresa obtém os seus maiores lucros, impulsionando outros negócios (acessórios, loja de aplicativos, iTunes, etc).

A falta de diversificação da Apple – algo que Steve Jobs defendeu com unhas e dentes – pode ser algo perigoso nos próximos trimestres. Os cartuchos da empresa podem se esgotar no processo de renovação das suas linhas clássicas, enquanto esperamos essa próxima geração de dispositivos, como smartwatches, soluções para a saúde e quantificadores.

Provavelmente a Apple já se deu conta que o mercado de tablets já flerta com a zona do declínio, e depender do iPad pode ser algo perigoso. Principalmente quando fica claro que os concorrentes já o superaram nos recursos e principalmente, no preço. E um iPhone com tela maior é apenas uma parte dessa equação: muitos sonham até hoje com um iPhone mais simples e barato, e a Apple segue dizendo “não” para essa possibilidade.

Deixando escapar pelos dedos milhões de novos usuários.

Quem sabe eles não mudam de ideia se perceberem os pés um pouco molhados, não é mesmo? (para bom entendedor…)

O que faz o Xperia Z2 Tablet custar R$ 2.599?

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A Sony anunciou ontem (09) que começou a vender no Brasil o seu Xperia Z2 Tablet. Tudo bem, o produto é bonito, seguindo a proposta de design dessa linha Xperia, que é formada por produtos top de linha. Compreendo tudo isso. Mas… R$ 2.599 por um tablet? Esse preço não é lá muito compreensível.

Vou tentar ser justo. O conjunto de hardware do Xperia Z2 Tablet é realmente top de linha: processador Qualcomm Snapdragon 801 quad-core de 2.3 GHz, GPU Adreno 330, 3 GB de RAM, 16 GB de armazenamento interno (expansíveis via microSD de até 128 GB), câmera traseira de 8 megapixels, bateria de 6.000 mAh, tela IPS LCD de 10.1 polegadas (1920 x 1200 pixels), 439 gramas de peso, TV digital Full-Seg e sistema operacional Android 4.4 KitKat.

Em resumo: é o tablet Android mais completo que você vai encontrar. Por outro lado, é um dos tablets mais caros que o seu dinheiro pode comprar. Isso é, se você tiver esse dinheiro.

Entendo que os únicos que realmente podem aproveitar um produto com esse conjunto de hardware – e por esse preço – são os usuários profissionais, com necessidades muito específicas. E, mesmo assim, a maioria dos aplicativos pensados para os profissionais estão na plataforma concorrente – o iOS. Logo, para muitos, mesmo com algumas restrições (como a expansão de memória), é muito melhor comprar um iPad air do que o Xperia Z2 Tablet.

Sem falar no investimento nos itens complementares para que o profissional seja produtivo. No meu caso, por exemplo, a aquisição de um case com teclado físico, ou um teclado Bluetooth passa a ser algo obrigatório. Todo mundo sabe que não se obtém a mesma produtividade com um teclado virtual. Logo, esse valor de R$ 2.599, que já é elevado para a maioria, fica ainda maior.

Ou seja… não seria mais barato comprar logo um ultrabook? Está quase no mesmo preço…

Não me entendam mal. Não estou aqui dizendo que o produto é ruim, ou que não deveríamos pagar pela proposta geral do produto. O que estou afirmando é que o valor é elevado demais, até mesmo para um suposto público alvo de profissionais. Em busca rápida na Apple Store brasileira, o iPad Air de 64 GB com 4G + WiFi (que é o modelo mais caro) está com o preço sugerido de R$ 2.499. Aí, você vai me dizer “por R$ 100 a mais eu tenho muito mais de hardware, e…”. Será? Será que a relação custo/benefício na hora de encontrar aplicativos, acessórios e itens complementares para atividades profissionais é tão maior no caso do modelo da Sony?

Tenho minhas dúvidas. Até porque, nesse aspecto, o iOS sempre se mostrou mais ajustado para os mais diferentes segmentos profissionais.

Não quero desvalorizar o Xperia Z2 Tablet. Só acho que, para ser competitivo, não poderia ser tão caro. Empresas como Samsung, LG, HP, ASUS, Acer e derivados já entenderam que não basta oferecer um produto ajustado para um bom desempenho, ou enviar para o mercado um tablet top de linha. Se o fator “preço” não chamar a atenção do consumidor, pode esquecer. O produto pode cair no completo esquecimento, ou ser solenemente ignorado, mesmo quando é especificamente voltado para os mais produtivos.

Não é mesmo, Microsoft Surface?

Logo, que a Sony reveja seus conceitos. O Xperia Z2 Tablet possui um potencial incrível, mas é caro demais. Por mais que os fabricantes queiram assumir a nobre missão de oferecer o fator de produtividade para os tablets – uma vez que eles estão ocupando o lugar dos computadores pessoais tradicionais na vida de muita gente -, essa mesma produtividade está sendo descoberta pelos fabricantes, e até mesmo pelo consumidor em geral.

E, hoje, entre um iPad Air e um Xperia Z2 Tablet, pelos mais diferentes motivos, eu ficaria com o modelo da Apple.

Depois desse case, a sua relação com o iPad nunca mais será a mesma

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Para você, que ama tanto o seu iPad a ponto de querer transar com ele, o seu dia chegou. O Fleshlight LaunchPAD é um case para iPad que conta com uma espécie de “simulador de vagina”, prometendo uma experiência mais vívida e real durante as videochamadas adultas. Ou seja, um placebo digital para as almas mais solitárias.

Seu design é ergonômico para a hora da ação, e seus materiais são flexíveis, porém, resistentes, para que o seu iPad não fique danificado com o “resultado” do uso do acessório.

Compatível com o iPad de segunda e quarta geração, o conjunto completo custa entre US$ 59.95 e US$ 74.95, dependendo do desenho escolhido. Sim… você pode escolher o design do acessório. E eles vendem essa preciosidade para o mundo todo.

Nem comento. Acho que não precisa, certo?

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É o “início do fim” da dominância do iPad?

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A Apple revelou ontem (23) os seus resultados financeiros relativos ao segundo trimestre de 2014, e mesmo com números considerados positivos (levando em conta o período do ano, que é naturalmente o mais fraco no comércio como um todo), principalmente por conta das vendas do iPhone – que hoje é o produto mais vendido da empresa -, um detalhe começou a tirar o sono de muitos: a queda nas vendas do iPad, que tem o primeiro sinal claro que sua dominância no mercado de tablets pode estar chegando ao fim.

Foram pouco mais de 16 milhões de unidades vendidas do iPad em todas as suas versões disponíveis no momento. Esse número é inferior ao estimado para o período (19 milhões) e abaixo do volume vendido no mesmo período em 2013 (19.5 milhões), mostrando aqui que os tablets da Apple estão sim em um movimento de retração no mercado. Lembrando que desde o lançamento do iPad, ele sempre foi considerado o tablet dominante.

Motivos não faltam para essa mudança acontecer. O primeiro deles é algo evidente: a concorrência existe, e em grande número. Opções no mercado não faltam, e eu não precismo me prender ao exemplo da Samsung. ASUS, LG, Sony, HP, Amazon, Lenovo, Microsoft (bom, naquelas) e vários outros fabricantes menores oferecem diversas opções de tablets, que atendem perfeitamente as necessidades da maioria dos usuários.

O segundo motivo vem na tabela do primeiro: o fator preço. Não vou discutir qualidade, sistema operacional e experiência de uso. Fato é que todos os concorrentes da Apple oferecem as mesmas funcionalidades básicas, que atendem as necessidades da maioria, mas que custam bem menos que o iPad. E gostando você ou não, esse é sim um fator que influencia e muito o consumidor na hora da compra. Se vai gostar depois do tablet, isso é outra história. Mas que a tendência é ir sempre pelo mais barato, isso é fato.

Um terceiro motivo pode se explicar nessa equação, mas com uma força menor, ao meu ver: a concorrência com os chamados “phablets”.

Com a crescente oferta de smartphones com telas de 5-6 polegadas, alguns usuários estão preferindo abrir mão dos tablets e optando por esses “tablets de bolso”, combinando a experiência de uso de uma tela maior com a portabilidade que um telefone inteligente pode oferecer. Eu coloco esse fator como menos influente porque, na maioria dos casos, um phablet é ainda mais caro que um tablet, e não são eles que prioritariamente estão canibalizando o mercado do iPad.

Por outro lado, vamos tentar ver o outro lado da moeda na questão.

Só agora o iPad está perdendo força no mercado. Durante pelo menos três anos, ele foi o produto dominante no segmento de tablets, e até hoje é considerado o “modelo referência” para o consumidor e para os concorrentes. Acho o iPad Air uma boa reformulação do tablet que era basicamente o mesmo desde o seu lançamento, e o iPad mini é um excelente tablet. Porém, com tanta concorrência – e custando mais caro que a concorrência – fica difícil mesmo manter a liderança no mercado.

Aliás, levando em consideração que é a Apple, com os seus preços “diferenciados”, é até uma vitória que o iPad tenha ficado tanto tempo como líder do seu segmento.

Além disso, é preciso esperar as vendas do segundo trimestre para saber se esse movimento de queda se consolida. É claro que não ajuda muito o fato da Apple não apresentar novos produtos até o segundo semestre (pelo menos), mas como bem sabemos, o primeiro trimestre de qualquer ano é o mais fraco de todos. Vamos esperar para ver o que acontece nesses próximos três meses.

De qualquer forma, (ainda) não é o fim do mundo essa queda do iPad no mercado. É algo até considerado natural, levando em conta os aspectos aqui abordados. As pessoas se esquecem que, tal como tudo nessa vida, o mundo da tecnologia também vive de ciclos. Talvez seja mesmo a hora do iPad encerrar o seu ciclo de dominância no mercado de tablets.