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Queremos smartwatches com design clássico, ou queremos ir além disso?

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Eu ainda uso um relógio de pulso, mas conheço muita gente que, por conta do smartphone, já nem usa mais o acessório. Mas… e no caso dos smartwatches? Será que esse grupo se interessa? Os fabricantes desejam que sim, e apostam no formato clássico de relógio para isso acontecer.

Os modelos que chegarão ao mercado no último trimestre de 2014, com preços entre US$ 200 e US$ 350, apostam no design de relógios clássicos, com algumas poucas propostas no formato quadrado (e ligeiramente curvo), mas a maioria com o círculo clássico. A Apple mesmo é uma exceção dessa regra: o Apple Watch não quis seguir essa tendência, apostando na oferta de um produto que segue a proposta da empresa de Cupertino, não apenas no design, mas também na ideia de apresentar um produto pensado na exclusiva experiência de uso, tentando abraçar os geeeks e os casuais em diferentes aspectos.

Porém, o Moto 360 segue sendo o modelo referência no quesito design. Foi o que mais chamou a atenção do consumidor pela sua aparência. A LG percebeu isso, e rapidamente apresentou o LG G Watch R, segundo modelo da empresa com Android Wear. Os dois são apenas os primeiros de uma leva de produtos com essa mesma proposta de design, que devem aparecer nos próximos meses.

Já outros fabricantes apostam no conforto, e não exatamente no aspecto redondo da tela. Por exemplo, o ASUS ZenWatch e o Samsung Gear S, que aparentemente conseguem ser bem equilibrados no design, mas resta saber se o sistema operacional presente nos dois modelos pode oferecer a experiência de uso esperada (ou ao menos satisfatória).

De todos os modelos recém anunciados, o Sony Smartwatch 3 é o que menos aposta na moda em relação ao design ou materiais. Os japoneses destacam as várias mudanças de pulseira, ou um aspecto claramente voltado para os esportistas, onde a resistência IP68 está um pouco acima dos seus adversários.

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Em comum, todos os smartwatches contam com um problema a ser resolvido: autonomia de bateria. Esse é um ponto fraco em todos os modelos apresentados até agora. Um dia de uso é o máximo alcançado, principalmente por conta de suas telas e recursos de conectividade. E essa história de carregar todos os dias um smartwatch é algo que não agrada em nada a maioria dos usuários.

Além disso, a maioria dos modelos contam com uma aparência mais séria, mas sem renunciar as aspirações esportivas. A proteção IP67 é ponto comum em todos eles, exceto no modelo da ASUS (IP55) e da Sony (IP68). Por contar com pulseiras de plástico de série, o Smartwatch 3 da Sony parece ser a melhor alternativa para os atletas, combinando a clara aspiração esportiva, mas oferecendo um sistema de troca de pulseiras. Nesse sentido, a Apple repete essa estratégia.

Outra característica importante em um smartwatch é a conectividade e o funcionamento com o pulsômetro. Muitos dos relógios já contam com um sistema de medição de batimentos cardíacos durante as atividades. Sobre o GPS, apenas o Samsung Gear S e o Sony Smartwatch 3 contam com esse recurso, e para que o relógio tenha valor por si mesmo como esportivo, muito além dos acelerômetros ou podômetros, ter um GPS para calcular o percurso recorrido é fundamental. Me incomoda ver esses relógios recorrendo ao GPS do smartphone para isso (apesar de compreender o pensamento dos fabricantes).

Enfim, beleza não é tudo nesse mundo, e a prova disso é que nesse post abordamos outros aspectos que vão além do fato do relógio ser redondo ou não. É fundamental que os usuários pensem nessas questões na hora de comprar o seu relógio inteligente. Isso é, para aqueles que vão voltar a usar um relógio.

No meu caso, ainda estou pesquisando. Por enquanto… #VemNiMim Moto 360!

Vamos mesmo vestir gadgets inteligentes em 2014?

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A CES 2014 foi marcada por alguns temas: 4K, telas curvas, Internet das Coisas e gadgets vestíveis. Vamos falar nesse post desse último grupo de produto. Até porque é essa categoria que eu entendo que pode estar mais próxima da nossa realidade de geek pobre brasileiro. E, mesmo assim, “naquelas”.

A chuva de relógios inteligentes, pulseiras inteligentes, óculos e até peças de roupa com funções mais avançadas do que te deixar bonito foi relativamente pesada na feira de Las Vegas. Alguns analistas entenderam que o volume de produtos apresentados no evento foi menor do que o esperado, mas temos que levar em consideração que o melhor lugar para esses itens serem revelados é a Mobile World Congress 2014, feira de mobilidade que acontece no final do mês de fevereiro, em Barcelona (Espanha).

Mesmo assim, alguns fabricantes resolveram revelar alguns dos seus planos. Alguns acessórios realmente chamam a atenção pela proposta de ser não só inteligente, mas principalmente, útil para o usuário. E isso pode criar um problema: produtos direcionados demais para grupos específicos de usuários, e não para o público em geral.

Por exemplo: relógios e pulseiras para esportistas, ou para pessoas preocupadas com a saúde.

É claro que alguns modelos conseguem oferecer funcionalidades mais amplas, que permitem uma maior flexibilidade de uso para quem quer se manter conectado, alcançando assim um público maior. Mas, pelo menos nesse primeiro momento, os relógios inteligentes, e principalmente, as pulseiras inteligentes, se voltam mais para os esportistas, atletas e entusiastas nesses dois segmentos.

Outro aspecto que pude observar na CES 2014 é que os grandes fabricantes de tecnologia (ou pelo menos aqueles que mais estão em evidência dentro do segmento mobile) ainda não entraram com os dois pés firmes no segmento de dispositivos vestíveis. De novo: a MWC 2014 está chegando. Mesmo assim, a gente sabe que a Samsung, a Sony e a Motorola apresentaram suas opções, mas que mais parecem protótipos do que produtos finais (uma consideração: o smartwatch da Sony é mesmo muito melhor que o da Samsung…).

Será que vamos mais uma vez depender da Apple para que um segmento de mercado de tecnologia se impulsione de vez? Se eu sou um executivo de uma gigante do setor, não esperaria muito, e não daria esse mole para Tim Cook, Jony Ive e derivados subirem ao palco para dizer “esse produto é mágico e revolucionário”.

Por outro lado, é  uma aposta de risco. Enquanto muitos apostam que os gadgets vestíveis serão a nova revolução do mercado de tecnologia de consumo, outros entendem que “ainda não é a hora de apostar pesado nesse segmento”, uma vez que, na prática, a maioria das pessoas ainda não sabem o que fazer com esse tipo de produto.

No final das contas, isso virou um jogo de xadrez. Eu mesmo gostaria de ver esses produtos em maior quantidade no mercado em 2014. Sei que ainda paira uma dúvida se esse segmento vai mesmo vingar, mas como um bom geek, eu quero é mais! Quanto maior o número de cacarecos tecnológicos estiverem disponíveis no mercado, mais feliz eu vou ficar!

Está iniciada a (confusa) guerra dos relógios inteligentes

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Já era de se imaginar que essa moda dos relógios inteligentes não ia ser algo passageiro. Na verdade, era bem evidente que era uma tendência que os fabricantes queriam fazer dar certo, e pelo visto, vão conseguir. Por conta disso, já temos o início do “bombardeio” de novos produtos que querem uma fatia desse mercado. Todos os grandes fabricantes de tecnologia ou já lançaram um relógio, ou pretendem lançar um em algum momento, nem que seja em um futuro a médio prazo.

Porém, até o presente momento, estamos diante de um mercado que simplesmente não existe. Ainda.

Temos que levar em conta que, de um modo geral, a maioria de nós já levamos um relógio no pulso. Porém, esse relógio está restrito à tarefa de ver as horas, e nada mais. No máximo, programar um alarme e conferir o fuso horário. E o cronômetro, para as suas corridas matinais. Tá, bastante coisa. Mas é “só isso”.

Agora, de repente, a corrida de muitos fabricantes é pelo título de “qual será a primeira a colocar um smartwatch no mercado”. Primeiro, para que esse produto pioneiro seja a referência. Segundo, e o mais importante: quem chega antes conquista mais pessoas (ou fica de cara para o palco, em um concerto).

Em um mundo tecnológico onde as marcas se adiantam em muitas ocasiões mais até do que o que o usuário deseja e, de fato, criam necessidades que até então nós mesmos desconhecíamos, se faz necessária uma explicação mais didática sobre como as coisas funcionam. Na verdade, explicar como se o usuário tivesse cinco anos de idade o motivo pelo qual ele deve tirar o seu cartão de crédito da carteira para comprar aquele produto.

A Samsung teve uma certa pressa em demonstrar ao mundo que é uma fabricante pioneira em algum segmento de tecnologia. Eu diria que ela é mais avançado nos quesitos técnicos, mas se esqueceu de responder para algumas pessoas a pergunta mais preciosa que um cliente pode fazer…

“Afinal de contas, por que eu quero isso?”

Essa preciosa lição de marketing foi muito bem aprendida pela Google, com um produto muito mais arriscado que um relógio inteligente: o Google Glass.

Se você bem se lembra, a primeira coisa que a Google fez foi editar uma série de vídeos, onde era possível ver, a partir de um ponto de vista subjetivo, um grupo de usuários comuns utilizando o revolucionário produto em atividades cotidianas. O objetivo daqueles vídeos era muito claro: explicar, de forma didática para o consumidor, para que serve o produto. E fazer com que ele se encantasse com o próprio.

Em algo tão diferente e futurista como esses óculos, foi totalmente necessário ilustrar para o usuário a sua utilidade, para assim criar uma necessidade de compra que, para muitos, era praticamente zero, antes daquela demonstração. Os vídeos serviram para mostrar que sua utilidade não é tão absurda, e que o produto pode mesmo ser incorporado ao dia a dia de muita gente.

Quando se apresenta um novo produto, deixamos claro que é necessário que o possível comprador entenda o que ele oferece, mas também não podemos negar que um nicho de mercado, muito menos numeroso (obviamente), vai se interessar pelo produto por causa da novidade. O desejo de carregar um novo gadget, de hackeá-lo ou desenvolver aplicativos para uma nova plataforma é algo muito tentador para muitos, e esses são argumentos mais que suficientes para que alguns cidadãos passem pelo caixa sem pensar.

Porém, é a minoria.

Para a maioria, é necessário ver o produto pronto, disponível no mercado, e ter a certeza dos motivos pelos quais vale a pena a compra. Por incrível que pareça, até o Google Glass acaba tendo um problema, pensando nesse prisma: ele é um produto bem apresentado, mas ainda está inacabado e, pior, não está disponível para compra.

E agora, temos a Samsung reproduzindo (em partes) essa situação estranha: conta com um produto final (não vamos aqui considerar as suas configurações), mas que ainda não se explicou por completo a que veio para a grande massa de consumidores. É fácil pensar que “não precisa explicar: é um relógio inteligente! Qualquer burro sabe disso, e…”. Não! Você está errado! Além de explicar para quê serve, é preciso mostrar quais as necessidades comuns que o produto é capaz de cobrir. Quais os benefícios no dia a dia ele pode oferecer.

Só para finalizar: a Qualcomm mostrou o seu smartwatch, o Toq, que possui a tal tela Mirasol, que oferece uma autonomia de bateria monstruosa, além de permitir a recarga de bateria de modo sem fio. Só aí são duas coisas simples, que eles já mostraram quais são as vantagens que o consumidor vai receber em comprar esse modelo.

Fica o ponto de reflexão (para a Samsung também).