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Por mais que a Microsoft negue, a verdade é uma só: o Windows para smartphones e a linha Lumia está sofrendo, sangrando e agonizando. Segue o mesmo rumo da BlackBerry, mesmo com tantos esforços para que o sistema receba notoriedade. Nada funciona na recuperação, e o resultado é explícito: 73% a menos de unidades vendidas em um único trimestre (em comparação com o mesmo período de 2015).

Dentre os modelos com o sistema Windows, a linha Lumia é a mais vendida. Curiosamente, aqui acontece o contrário do Android, onde a linha Nexus nem de longe é a mais importante do seu ecossistema. Isso se explica porque o apoio dos fabricantes de terceiros ao Windows para smartphones é muito limitado. E isso tem consequências severas.

Os números são muito alarmantes, e deixam praticamente toda a divisão móvel da Microsoft à beira do abismo. A Microsoft em si até que vai bem em alguns setores (Azure, Surface, Xbox). Mas a Lumia está se desintegrando, com apenas 2.3 milhões de unidades vendidas, contra 8.6 milhões do mesmo trimestre de 2015.

Mas nem tudo se restringe às unidades vendidas, apesar desse número influenciar diretamente. Os lucros da divisão móvel da Microsoft despencaram em 46% em comparação com 2015.

Olhando para os números, é fácil dizer que a divisão mobile da Microsoft já está cheirando a peixe morto.

Porém, Satya Nadella, CEO da Microsoft, segue acreditando que sua empresa pode reverter a situação. Afirma que são conscientes do problema e que precisam fazer algo para reverter esse quadro. Mas… Terry Myerson afirmar na BUILD 2016 que não haviam planos específicos para os smartphones em 2016 não ajuda em nada, certo?

Vale lembrar que os responsáveis pelo Firefox OS e BlackBerry OS disseram a mesma coisa no passado, e os dois sistemas simplesmente desapareceram. É uma espécie de “o treinador está prestigiado” do mundo da tecnologia? É isso?

Talvez a solução para a Microsoft seja mesmo sacrificar a linha Lumia para que os seus parceiros possam trabalhar melhor com os produtos. Os fabricantes estão apostando mais e mais nos modelos mais potentes, com o objetivo de liderar o segmento do Windows para smartphones: a HP com o Elite X3, os novos VAIO para o Japão, e até a Xiaomi apostando com ROMs com Windows 10 Mobile.

Esse pode ser o caminho para a Microsoft popularizar o Windows 10 Mobile. E os números do último relatório financeiro pode ser a sentença de morte para a linha Lumia. Se eles conseguirem fazer com que o sistema chegue aos clientes de forma mais simples e rápida, ainda é possível recuperar algum terreno. Se fracassarem na tentativa, é o fim em definitivo.

Vamos ver como a Microsoft se desenvolve ao longo do que resta de 2016, apesar de só faltar um trimestre para encerrar o seu ano fiscal. O mais preocupante é que o trimestre de maior força sempre foi o segundo, o que coincide com o final de cada ano. Ou seja, a não ser que um milagre aconteça, o quarto trimestre fiscal da Microsoft será ainda mais fraco do que o atual.

Quem viver, verá.

Via Microsoft