O mundo é “mobile”. Ninguém quer mais ficar em casa. Todo mundo quer ver a beleza do mundo lá fora, encontrar os amigos, familiares, ver eventos esportivos ao vivo, ver a natureza, os bichinhos no zoológico… e quer contar para todo mundo que está lá. E a forma mais eficiente de fazer isso é enviando essas informações para redes sociais, sites de compartilhamento de fotos e vídeos e outros recursos que aproximam as distâncias. E qual é a melhor forma para você fazer isso? Através de um smartphone, é claro.

Não por acaso o smartphone se tornou o objeto de desejo dos geeks. Leves, visualmente atraentes, modernos, práticos, e em alguns casos específicos, barato. Hoje, o smartphone é o produto mais valorizado do mundo da tecnologia, e isso deve continuar por muitos e muitos anos, mesmo com novos produtos ameaçando esse reinado (como os tablets e os ultrabooks, por exemplo). E como todo mundo quer registrar tudo ao mesmo tempo, agora, e em qualquer lugar, é natural que algumas pessoas abram mão da produtividade de um desktop para favorecer a mobilidade de um smartphone.

Um dos países onde isso está muito claro é na China. Sim, aquele país que vive em uma “democracia controlada”, ou “ditadura capitalista”.

Segundo a Reuters, O governo chinês revelou que 548 milhões de habitantes estão conectados na internet, e delas, 388 milhões fazem isso através de um smartphone, contra 380 milhões que acessam através de um PC. A diferença pode parecer pequena, mas mostra um sintoma claro que as pessoas estão preferindo vincular as suas atividades conectadas ao uso do dispositivo móvel, não só pelo fator economia, mas por causa da praticidade e mobilidade.

Afinal de contas, boa parte da nova geração de usuários de internet usam a web para ler e enviar e-mails e verificar as atualizações das redes sociais. Não vão redigir textos muito longos, não vão processar programas muito pesados, e até mesmo no caso dos smartphones e tablets, existem jogos de boa qualidade para esses dispositivos. Logo, não faz muito sentido para essa nova geração conectada investir em um desktop ou em muitos casos, em um notebook. E não estou falando isso porque sou apaixonado pelos dispositivos móveis (aliás, eu sou suspeito para falar sobre o assunto, e você sabe disso), mas o fato é que, com um mundo cada vez mais propenso para a mobilidade (e com o nicho de desktops ficando cada vez mais específico), só vai precisar de um computador em casa ou no escritório quem realmente precisa dele para trabalhar.

Mas penso que essa vai ser a tendência em todos os principais mercados. Conheço muita gente que já usa o smartphone como meio principal de buscar os seus e-mails e mensagens nas redes sociais, sem precisar recorrer ao desktop ou notebook para isso. E em alguns casos em especial, outras pessoas substituíram o netbook pelo tablet, uma vez que compreenderam que os dois produtos fazem essencialmente a mesma coisa, mas o tablet oferece uma maior praticidade, e em alguns casos, melhor performance.

É claro que isso não vale para quem produz conteúdos na web (blogueiros, vloggers, podcasters e derivados). Os gamers mais exigentes também estão fora da lista, pois a plataforma dos PCs ainda é muito procurada para os jogos (e tem sua razão, pois é um setor que está em constante desenvolvimento técnico). Mas a geração conectada, que quer se comunicar de forma ágil com o mundo, e deseja compartilhar o seu mundo com todos, vai ser muito mais prático tirar o smartphone do bolso do que esperar carregar o Windows para começar a escrever o que pensa.