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Não existe coincidência. Da mesma forma que não existe almoço grátis.

A Netflix publicou recentemente um ranking que mostra a velocidade média de internet no Brasil, indicando quais são as operadoras mais recomendadas para a utilização do seu serviço de streaming. Qual não é a minha surpresa ao ver que o estudo constata que a velocidade média de conexão da GVT registrou queda depois da fusão com a Vivo.

Vou repetir a pergunta: Coincidência?

Estou duvidando.

 

Surpresa zero

Não é preciso ser um Sherlock Holmes para perceber o que aconteceu aqui. Eu me lembro bem que, bem antes dessa fusão, já lamentava a mesma. E posso dizer isso de conhecimento de causa dos dois lados da moeda.

Enquanto morava em Araçatuba (interior de São Paulo), eu utilizei por anos os serviços de internet banda larga fixa da Vivo (antes Telefonica). Achava o serviço simplesmente um lixo, com um atendimento que era uma grande porcaria.

Ao chegar para a cidade de Ponta Grossa (PR), a compra da GVT por parte da Vivo já estava concretizada, e tentei avisar os clientes da operadora que o serviço iria piorar. Aliás, sou um cliente da finada GVT, e admito que gostei muito da qualidade do serviço, com uma velocidade muito boa, um serviço de TV aceitável, dentro das perspectivas, e um serviço de telefonia que, apesar de não usar muito, estava lá, funcionando muito bem.

Agora, vários clientes da GVT reclamam que, depois da absorção da Vivo, eles viraram “reféns” da operadora, o que não é nenhuma novidade.

Não podem trocar de pacote, porque isso seria “configuração de novo contrato, com nova fidelidade”. As quedas do serviço de internet são diárias, e a velocidade de internet registrou queda, tal e como o estudo da Netflix ilustra agora de forma clara.

O que dizer de tudo isso?

Simples: eu avisei.

 

Vivo pede para ser criticada

Mas aí a culpa não recai sobre os clientes. O serviço de internet da Vivo realmente deixa a desejar, e notícias como essa são apenas um sinal de alerta para os demais. Eu mesmo deixarei a operadora na primeira oportunidade, e não apenas pela baixa qualidade geral do atendimento ou pelas suas táticas extorsivas na hora de ofertar seus produtos e serviços.

Mas basicamente porque tem concorrência muito melhor aqui no Paraná (vem ni mim, Copel).