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Eu sou um ser humano muito melhor quando estou pedalando.

Eu investi boa parte do meu tempo e do meu dinheiro nas bicicletas elétricas, e finalmente consegui o modelo que eu queria. Ainda estou me acostumando à Skape Mini, mas depois de 150 km pedalados, eu posso afirmar que esta foi a melhor escolha possível. Priorizo a minha mobilidade urbana, pois consigo me deslocar em um tempo menor do que faria com ônibus ou até de carro em determinados locais de Florianópolis. Mas todo o investimento valeu e muito quando percebo a paz de espírito que eu dou para mim mesmo ao pedalar.

Dentro das modificações do estilo de vida que eu abracei para ter um futuro minimamente mais saudável, o hábito de pedalar foi uma das mudanças mais significativas. Quero estabelecer a rotina de pedalar pelo menos 15 km por dia. Para manter a forma física (algo que não é fácil em Floripa, pois aqui se come muito bem), e para a manutenção da minha higiene mental.

Poucas coisas são tão prazerosas para mim quanto gastar energia em um exercício constante, com aceleração constante, aproveitando os cenários belíssimos que a cidade de Florianópolis entrega. Confesso que eu estava perdendo parte da beleza dessa cidade ao entrar em uma rotina de trabalho que quase não tinha pausas ou folgas. E cada vez mais eu me convenço do quanto isso é errado e prejudicial para mim.

Bom… quero dizer… de tempos em tempos eu vou ter que seguir acelerando o ritmo de trabalho para dar conta de todas as minhas atividades, mas isso não significa que eu tenho que me matar de trabalhar para pagar as minhas contas. Me desfazer de um blog e trabalhar com conteúdos mais específicos e focados no meu blog principal resultaram em um maior tempo livre para fazer as coisas que eu mais gosto, e sem abrir mão de produzir textos com qualidade.

E aumentando (inclusive) a qualidade dos textos do meu blog pessoal (esse, que você está lendo).

O mais curioso de tudo isso é que boa parte dessas mudanças aconteceram pensando no tempo que eu vou ter para pedalar todos os dias. Aconteceu também por todo o trabalho que dediquei para conseguir essa bicicleta.

Parece que temos um pequeno paradoxo, amigo leitor. Um paradoxo que, felizmente, não vai anular a presença da placa do “sem luta, não há vitória” que está na minha frente o tempo todo enquanto eu trabalho.

Por um lado, eu sei que vou ter que passar várias horas na frente do computador, escrevendo as notícias de tecnologia e entretenimento e, quando der tempo, algumas histórias sobre a minha vida para compartilhar com você. Por outro lado, eu sei que não preciso correr tanto para fazer bem feito as duas coisas e, como prêmio, ter uma hora por dia para pedalar em Florianópolis.

E só consegui chegar ao bem-vindo paradoxo com a bicicleta.

Eu sou um ser humano muito melhor quando estou pedalando.

Para um cara que passa o dia pensando em como compartilhar notícias e pensamentos pela internet, as pedaladas ajudam a oxigenar o cérebro, faz o sangue circular melhor pelo corpo, e deixa o coração mais forte.

Ah, sim… e o meu corpo está mais resistente às quedas.

15 km por dia que me devolvem ganhos inquestionáveis.


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