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O brasileiro precisa ser estudado, por vários motivos. Não vou listar todos esses motivos nesse post porque isso aqui é um blog, e não uma enciclopédia. Mas um dos objetos de estudo é: como o brasileiro pode ser tão preconceituoso, sendo que vivemos em um país onde prevalece de forma ampla e irrestrita a mistura de tudo?

Eu sei. Dá um bug.

Mas vamos falar do que realmente interessa. Vamos falar do novo mimimi do revoltadinho do iPhone, do chorão do MacBook, ou do revoltado que xinga muito no Twitter através do seu Galaxy S10+ (para vocês não acharem que eu sou hater da Apple).

 

 

Vamos falar do BTS

 

 

Eu não sei direito quem é o BTS. Sei que está bombando no mundo todo, vi a performance do grupo em algumas premiações, e sei que faz parte do segmento K-Pop. E isso é tudo o que eu sei. Ah, sim… e que muita gente gosta deles e do K-Pop. E que eles vão fazer um show no Brasil.

Acho que eu sei o suficiente sobre o BTS. E o que eu sei sobre o BTS não me incomoda. E o fato de não entender direito o que está acontecendo não me dá o direito em dizer se é bom ou ruim. Mesmo porque, querido leitor… isso se chama PRECONCEITO!

Sendo mais específico: quando construímos um pensamento prévio sobre o próximo por causa dos seus traços etimológicos (se você não sabe o que significa essa palavra, você é o público-alvo desse post), nós estamos praticando a xenofobia. E isso é muito pior do que o fato de você se sentir incomodado com a presença de um grupo de K-Pop no Brasil.

 

 

É inacreditável constatar como o brasileiro decidiu ser o campeão mundial do preconceito. Eu achava que esse título nefasto ficaria algum dia nas mãos dos norte-americanos ou espanhóis, mas me enganei. O brasileiro vai se revelando cada vez mais preconceituoso ao diferente (e aqui eu falo de qualquer diferente), sem ter empatia com o próximo que não faz parte do seu meio.

O brasileiro médio tenta reduzir a nada aquele que não é um igual. De forma tola, obviamente, pois o brasileiro médio é um fodido que não é bosta nenhuma na vida. Já o BTS…

E eu nem estou aqui para defender o BTS. Não precisa de defesa. O objetivo desse post é realmente questionar aos incomodados se realmente vale a pena perder tempo com esse sentimento rasteiro e irracional.

 

 

Talvez o mais sensato da minha parte seria entender que esse ódio todo ao diferente explodiu por causa de escolhas recentes, mas eu ainda quero acreditar que cada indivíduo é responsável pela sua inteligência emocional, desenvolvendo uma capacidade de respeito ao diferente, mesmo que seus conceitos não se alinhem ao seu ‘modus operandi’ de vida.

Só desconfio que o público alvo desse post não vai entender nada. Muito menos o conteúdo do parágrafo anterior.

É difícil se comunicar de forma inteligente com um indivíduo com um QI abaixo de 90…

 


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