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Religião é coisa séria. Por isso é que acaba sendo engraçado fazer piada com ela. E em muitas vezes o cinema e a TV contou com a participação especial de Deus para divertir as pessoas. E nesse post, vou relembrar algumas dessas participações tão especiais.

 

 

 

Obrigado, Senhor… eu sei que tu me sondas!

 

 

South Park já nos divertiu bastante (e machucou algumas pessoas no processo) ao contar com Deus em suas tramas. Seja com a visão distorcida de inferno e paraíso ou com um Jesus bem radical, tanto na série de TV como nos videogames, tais elementos são armas de destruição em massa, dentro e fora do contexto do episódio que apela para a presença celestial.

 

 

Outro que gosta de flertar com Deus em relações perigosas e James Gunn, que em Super contou com o casting divino para surpreender o mundo com sua ironia. Mas… podemos considerar Ego de Guardiões da Galáxia Vol. 2 mais uma intervenção divina em sua narrativa?

Não podemos nos esquecer também de As Loucas Aventuras de Bill e Ted e Monty Python: A Vida de Brian, esse último uma obra prima do grupo de humor. Dogma, de Kevin Smith, é outro que demonstrou que o fanatismo religioso não entende a elevada comédia.

 

 

Já Ricky Gervais (ateu), tirou sarro dos Dez Mandamentos em The Invention of Lying. A comédia besteirol This Is The End e o documentário Religious, de Larry Charles, também meteram o dedo na água benta, alcançando diferentes resultados.

Os últimos exemplos a serem mencionados nesse post (são vários, mas não quero me alongar para não deixar a ira dos religiosos ainda maior) são brasileiros (e nem podia ser diferente): Especial de Natal do Porta dos Fundos, Se Beber, Não Ceie, mostra as consequências da última ceia de Jesus Cristo onde os presentes passaram um pouco do ponto no consumo do vinho. É óbvio que o especial gerou um certo barulho entre os mais fiéis e religiosos, mas passou relativamente desapercebido do grande público, pois retratava um Jesus hétero e pegador e, de quebra, o especial venceu o Prêmio Emmy Internacional de Melhor Série de Comédia.

 

 

Já o segundo Especial de Natal do Porta dos Fundos para a Netflix, A Primeira Tentação de Cristo, gerou uma enorme polêmica, pois retratava um Jesus Cristo com comportamento ambíguo, que estava mais interessado em reforçar a amizade com o novo amigo que conheceu durante a sua peregrinação no deserto do que pregar a palavra de Deus (que, por sinal, aparecia como “o outro” de Maria, algo que incomodava profundamente ao pobre José).

A Primeira Tentação de Cristo resultou em protestos dos mais diversos, decisão judicial que baniu o especial da Netflix temporariamente #censura, e até um ataque terrorista à produtora do Porta dos Fundos, mostrando que o brasileiro ainda não está preparado para a liberdade de expressão plena.

 

 

Independente de qualquer coisa, eu peço ao amigo leitor que aguentou chegar até o final desse post sem me xingar: entenda que só ilustramos os exemplos, e que podemos fazer humor com qualquer coisa. Eventualmente alguém vai ficar ofendido com isso, e acredito que toda piada infeliz deve ter suas consequências. Mas precisamos ser mais tolerantes com o próximo. Especialmente no mundo em que vivemos nesse momento.


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