De acordo com o jornal japonês Nikkei, a Apple está desenvolvendo seus próprios chips de gerenciamento de energia, que devem estar presentes nos seus futuros iPhones já em 2018.

Sabe o que isso significa em outras palavras? REBULIÇO!

Isso acontece porque a Dialog Semiconductor é a atual (e exclusiva) fornecedora desses chips para a Apple. E sem os iPhones para chamar de seu, a empresa fecha as portas. Simples assim.

Não é a primeira vez que isso acontece relacionado ao iPhone, e não deve ser a única a fechar as portas por conta de um movimento que será cada vez mais frequente entre os gigantes de tecnologia.

O que a Apple procura é independência. Algo que a Samsung também sonha, tanto na parte de software (mas acho que o Tizen está mais para “nunca serão, jamais terão” do que uma solução real e viável para abastecer os smartphones da empresa) como no hardware (logo ela que está doida para dar um bico na Qualcomm).

A Apple quer a mesma coisa.

E o motivo das duas é o mesmo: aumentar a margem de lucros dos seus produtos, com o objetivo de ganhar ainda mais dinheiro por unidade vendida.

Isso é ruim, por dois aspectos.

O primeiro é o fechamento de empresas de tecnologia em função das novas táticas de mercado dos fabricantes. Não vemos (por exemplo) uma Dialog Semiconductor sendo abraçada por outro fabricante, porque todos os fabricantes vão fabricar o máximo possível de componentes para seus produtos.

O segundo aspecto afeta diretamente o consumidor. Ou deveria atingir, mas não vai: não teremos produtos mais baratos. Nada disso é feito para que os preços cobrados pelo consumidor final seja menor, mas apenas e tão somente para que os fabricantes lucrem mais.

E essa é a roda do mundo girando.