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Aquecimento Vingadores: Guerra Infinita | Homem de Ferro (2008) | Cinema em Review

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homem de ferro

Daqui até o dia 26 de abril de 2018, data de estreia de Vingadores: Guerra Infinita, vamos revisar todos os filmes da Marvel Cinematic Universe, em reviews semanais (em alguns casos, dois por semana). Nosso objetivo é apresentar toda a caminhada até aqui.

Provavelmente minha perspectiva sobre os filmes será diferente daquelas que tive quando escrevi os reviews no calor da emoção. Em alguns casos, os filmes não tiveram review, porque o SpinOff.com.br ainda não existia, ou porque não fazíamos a cobertura do conteúdo de cinema que fazemos hoje.

Desse modo, uma nova série de posts nasce no blog, como aquecimento para um dos maiores eventos do cinema em 2018.

 

 

Homem de Ferro (2008)

 

 

Nem parece que faz dez anos. Ao mesmo tempo, parece. Homem de Ferro inaugurou a Fase I da Marvel Cinematic Universe (MCU) com o pé direito. É um filme bom, consistente, que conta a sua história e apresenta o personagem central com eficiência.

A decisão de apresentar Tony Stark ao mundo com várias conexões de cultura pop foi uma das mais inteligentes. Introduziu para a cultura de massa um personagem que, em tese, não é dos mais populares entre o grande público (naquela época), e transformo ele na referência do que poderia vir a ser os filmes da MCU no futuro.

Porém, era apenas um esboço. Um ensaio.

É impressionante como Homem de Ferro tem um tom bem mais sério do que eu me lembrava. Tudo bem, tem as piadas pontuais do Tony Stark e em algumas situações mais inusitadas (o “treinamento”, por exemplo). Mas temos aqui um filme que, na maior parte do tempo, se preocupa em apresentar esse personagem que, na minha modesta opinião, é o papel da vida de Robert Downey Jr. Ele é perfeito para ele.

Dentro dessa escolha em fazer do Homem de Ferro um ícone pop, o filme centra os seus esforços em mostrar a personalidade de Tony e, principalmente, como essa personalidade começa a mudar em função da necessidade dele em fazer aquilo o que era certo. Mas não exatamente em função de fazer a coisa certa ou salvar o mundo, mas pelo fato dele estar sendo passado para trás por um de seus sócios.

É a metáfora do “certo pelas linhas tortas”.

 

 

Até mesmo o filantropo gênio magnata playboy tem o seu senso de justiça, mas também por conta do fato dele ser enganado. Mas há uma atenuante: ele vê que as armas dele mais estão contribuindo para matar inocentes do que para salvá-los.

Esse incidente faz com que Stark comece a mudar. E é uma mudança que veremos ao longo de sua trilogia. A essência do personagem vai permanecer a mesma ao longo desses dez anos, mas seu senso de moralidade e justiça será forjado de forma sensível, conforme os acontecimentos e as ameaças se tornam mais intensas.

Tecnicamente, Homem de Ferro é um bom filme. É um filme que dá gosto de ver até hoje. Ele não está datado, e deve superar a tal regra dos 15 anos com certa facilidade. Tem um bom ritmo, um roteiro linear, com sequência lógica de acontecimentos, e não te cansa ao longo do tempo.

É uma mega produção, naturalmente. Logo, os efeitos visuais entregam resultados críveis na maior parte do tempo. A ação contínua ajuda bem nesse caso. E o mais curioso de tudo isso é que os matizes que conectam esse filme à saga Os Vingadores ainda são bem discretos. No máximo a presença do Agente Coulson ao longo do filme e a presença de Nick Fury na cena pós créditos.

Ok… eu sei… tem a Gwyneth Paltrow, que já não tinha carisma daquela época. E o Terrence Howard, que era para ser a Máquina de Combate, mas era chato pra cacete. E, mesmo assim, esse filme deu certo.

Homem de Ferro é um bom começo para a MCU. É um filme fundamental para o cenário que vemos hoje. Sem ele, nada disso teria acontecido. Se esse filme fosse um fracasso, esse post não existiria.

O duro é saber que o próximo filme que vou ter que ver é O Incrível Hulk. Filme esse que quase colocou tudo a perder.

Será que vou dormir de novo?

 

 


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Publicado emEspecialResenhas e Reviews