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Cobi, o braço robótico que vacina sem agulhas

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“De graça, até injeção na testa”, eles disseram.

Diante da pandemia que atrapalhou tudo em nossas vidas por quase dois anos (e ainda está atrapalhando enquanto escrevo este post), eu tomaria injeção na testa para me salvar. Mas, fora isso… alguém aí já tomou injeção na testa para sentir a dor que é passar por essa experiência?

Enfim, a empresa canadense Cobionix afirma que o robô Cobi quer acabar com esse sofrimento. Ele nada mais é do que um braço robótico autônomo que pode vacinar as pessoas com doses intramusculares de vacinas. E faz isso dispensando o uso de agulhas.

 

 

 

Essa é uma vitória sem precedentes

O Cobi possui câmeras e sensores LiDAR para agilizar e automatizar o processo de vacinação, que é bem simples: basta ficar do lado do robô e seguir as instruções.

A câmera lê a identificação da pessoa, e os sensores guiam o usuário para que ele fique em posição para receber a vacina. O braço limpa a área de injeção utilizando pedaços de algodão embebidos no álcool.

O robô consegue reconhecer cápsulas monodose em um sistema perfeitamente ajustado para essa tarefa. Uma vez que o usuário está pronto para tomar a vacina, o Cobi se aproxima da pessoa e dispara o líquido da vacina com uma pressão alta o suficiente para que a mesma atravesse a pela com uma agulha do tamanho de um pelo humano.

Ah, e… antes que você pergunte… a injeção dura no máximo um segundo, o que é tempo baixo o suficiente para sentir dor e sofrimento com uma agulhada que é praticamente inexistente.

Com a vacina injetada, a cápsula de dose única é liberada em um compartimento identificado com resíduos sanitários.

 

 

 

Qual é a grande vantagem do Cobi?

Além de reduzir drasticamente as chances de você sentir dor durante o processo de vacinação, a principal vantagem do Cobi é que ele oferece uma alternativa bem interessante para para proteger médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde que não vão correr os riscos de contágio de doenças mito arriscadas.

Além disso, as típicas dificuldades oferecidas pelos humanos em suas rotinas de trabalho não estarão presentes, pois robôs não ficam cansados, não sentem fome e não cometem erros por conta das falhas eventualmente executadas pelas máquinas.

Só temos que torcer desde já para que essas máquinas não se voltem contra nós, humanos. Seria péssimo constatar os efeitos práticos disso.

Esses robôs podem vacinar mais pessoas com o passar do tempo, o que pode reduzir custos e economizar com o treinamento de profissionais em áreas onde o pessoal disponível no hospital não possui formação suficiente para cumprir com essa tarefa.

Para quem queria o Cobi tão já em suas vidas, é melhor esperar com uma certa dose pela sua chegada ao mercado, algo que só deve acontecer dentro de dois anos.


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