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Eu sou um usuário multitarefa, como muitos de vocês que visitam esse blog todos os dias. Fazer várias coisas ao mesmo tempo todos os dias se tornou uma rotina, especialmente agora que passamos mais tempo conectados na internet do que trocando as fraldas do filho ou caminhando no parque da cidade para queimar as calorias obtidas durante o final de semana.

Mas ser multitarefa não necessariamente significa ser mais produtivo. Você pode fazer mais coisas ao mesmo tempo e, ao mesmo tempo, fazer menos coisas no final do dia. Ou não fazer nenhuma das tarefas direito. E nesse cenário onde você finge ser mais útil do que aquele funcionário com mais de 50 anos que fica catando milho no teclado do computador, um dispositivo pode ser o seu grande inimigo na hora de obter uma maior produtividade.

Ele mesmo: o seu smartphone.

 

 

 

Como o smartphone foi parar na sua mão?

 

 

A essa altura do campeonato, todo mundo que usa um dispositivo de tecnologia sabe muito bem que o smartphone substituiu o notebook ou computador como o principal dispositivo informático da maioria das pessoas que vivem intensamente a era conectada. E motivos para isso não faltam: são mais baratos (em sua maioria dos casos), mais práticos de usar, mais portáteis e muito mais intuitivos.

Mas diferente do que muita gente profetizou (de forma até precipitada, na minha opinião), o computador não morreu. A tal “era pós-PC” não marcou a morte de um produto, mas sim a sua reinvenção, onde outros segmentos de mercado entregaram ao computador um protagonismo específico, o que representou uma vida sustentável a este formato informático.

Vida sustentável, e não sobrevida, tal e como alguns especialistas pregaram.

Justifico esse pensamento com o crescimento dos eSports, o que motivou os fabricantes a apresentar novos produtos pensando nos gamers. Os produtores de conteúdos multimídia, editores de áudio e vídeo, jornalistas, blogueiros, pesquisadores, programadores e vários outros profissionais dos mais diversos segmentos ainda vão utilizar desktops e notebooks por muito tempo.

E, para toda essa turma, o smartphone pode atrapalhar (e muito) na produtividade diária.

Não podemos nos desvincular de um produto em detrimento do outro. Eu mesmo uso muito o notebook para trabalhar todos os dias, mas o meu smartphone é o principal dispositivo de comunicação. E-mails, mensagens instantâneas, redes sociais, navegação de internet, gestão financeira, compras, fast food… o telefone hoje, para mim, é um grande canivete suíço, cheio de ferramentas e funcionalidades.

Logo, não posso me livrar dele. Porém, reconheço o quanto ele me atrapalha no dia a dia para trabalhar.

Tantas notificações, alertas, e-mails recebidos, mensagens e outras notificações que me obrigam a tirar a concentração do que estou fazendo no notebook para focar o olhar no que está acontecendo no smartphone. Agora, pense em quantas vezes estamos pegando o celular para ver alguma coisa, todos os dias.

 

 

 

Evitar isso é fácil e, ao mesmo tempo, complicado

 

 

Para evitar tantas distrações, a solução é bem simples: desligar o smartphone e simplesmente trabalhar o tempo todo com a cara na tela do computador. Mas essa não é uma solução para mim e para a maioria da comunidade civilizada, já que muito do nosso trabalho diário passa também pelo celular, que tanto atrapalha a nossa produtividade com as notificações irritantes.

Eu não consigo desligar o celular, e eu sei que você também não. Por isso, vamos deixar algumas dicas que podem ser paliativas ou o “menos pior” para muita gente, evitando assim que você tenha tantos problemas de interrupções de produtividade por causa das atividades do smartphone.

1) O modo silencioso é a verdadeira saúde. Não o modo de vibração. O modo silencioso mesmo. Aprender a usá-lo às vezes é bom para a saúde mental.
2) Eu uso um relógio inteligente (Xiaomi Amazfit Bip), e me acostumei a colocá-lo no modo “não perturbe” quando eu preciso me concentrar.
3) Se estou assistindo a um filme e estou interessado, o telefone permanece no modo vibrar. Se alguém me manda uma mensagem e vejo que é urgente, faço uma pausa no filme, acesso o telefone, vejo o que está acontecendo e continuo o filme, mas não mudo de atividade.
4) Eu desabilito todas as notificações de jogos , sem exceção.
5) Se eu saio para a rua e fico esperando a mensagem de alguém ou algum e-mail importante, eu aviso para a pessoa em questão que não estarei em casa e, por causa disso, posso não ficar atento ao meu celular.

 

São algumas táticas para uma melhor concentração, que podem ser melhoradas, principalmente se aplicadas ao pé da letra. Mas entendo que, pelo menos para mim, ainda é difícil ficar com o smartphone desligado. Poderia simplesmente desligar todas as notificações, mas em algumas ferramentas como Twitter e WhatsApp, tenho o receio em perder algo importante.

De qualquer forma, existem ferramentas que podem ajudar a evitar as distrações, e só você pode começar a utilizá-las para encontrar um pouco de sossego na vida. Mas… como ficar sem as notificações quando queremos ser produtivos para tarefas específicas, ou quando dependemos dessas notificações para entregar o nosso trabalho?

Fica aqui a reflexão.


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