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Tiago não poderia copiar e colar os trabalhos para a sua universidade, pois ele poderia ser descoberto. Então, optou por uma solução mais engenhosa: apresentar trabalhos escritos por uma inteligência artificial. E ele nem é um geek!

O jovem se inspirou em um jornalista do The Economist, que acabou “copiando” um artigo sobre as mudanças climáticas que, na prática, foi escrito por uma inteligência artificial em um concurso realizado pelo próprio veículo. Nesse caso, o algoritmo utilizado foi o GPT-2, criado pela OpenAI (de propriedade de Elon Musk), que gera textos a partir de uma frase escolhida pelo usuário.

O GPT-2 gerou controvérsia, mas era a fonte de uma ideia muito atraente para Tiago, que levou o seu plano em ação. Ele prova o que fez com os trabalhos escolares e as notas recebidas.

 

 

 

Pequenos ajustes para deixar a IA perfeita

 

No começo, ele não tinha os conhecimentos técnicos suficientes para fazer o código funcionar no seu computador. Porém, ele rapidamente entendeu que não precisava ter qualquer noção de programação ou de sistemas operacionais para fazer a trapaça funcionar.

Qualquer pessoa com acesso a internet pode testar o poder do algoritmo através do site talktotransformer.com. Tiago só teve que escrever a primeira frase de cada parágrafo, e a IA fazia o resto.

Porém, não é uma IA perfeita, já que em alguns casos ela inventa informações falsas ou declarações sobre pessoas e empresas envolvidas no tema do texto. Alguns retoques foram feitos no software, onde ao adicionar palavras como inovação, sinergia e outros termos do gênero tornaram o resultado da tradução mais alinhado com os objetivos do nosso protagonista.

O jovem usou o sistema para duas assinaturas diferentes, e nas duas situações o golpe passou com sucesso, onde os sistemas anti-plagio da universidade não detectou nada.

Os software anti-plágio estão ganhando força no âmbito universitário, pois identificam a veracidade dos trabalhos escritos pelos alunos com aqueles que estão disponíveis em sites, repositórios e livros científicos, identificando as coincidências e qual é a porcentagem do texto que coincide com trabalhos que já foram apresentados.

De qualquer forma, Tiago foi aprovado, e ele mesmo reconhece que foi um dos piores alunos da sala a passar de ano. Porém, ele não se arrepende: ou era passar de ano ou ser reprovado. Não teve escolha.

 

 

 

Lidando com esse problema

 

O experimento de Tiago pode ser repetido por qualquer pessoa que dedicar algum tempo de sua vida para reinar a inteligência artificial. Está disponível em talktobetransformer.com, que oferece outros serviços como jogar partidas em rol, onde a inteligência artificial vai decidindo sobre a evolução da história.

Para usar a ferramenta, basta entrar no seu site, digitar uma frase e selecionar a opção para completar o texto. A frase deve ser digitada em inglês, para que o sistema compreenda corretamente o contexto. E, em muitas vezes, o resultado do texto produzido pela IA é bem coerente.

 

 

Via Futurism


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