Eu tentei. Juro que tentei. Mas não me contaminei pela febre do Fortnite.

E isso porque que tenho pelo menos dois smartphones que podem rodar o jogo (Samsung Galaxy S7 Edge Black e ASUS Zenfone 5 2018). E eu não me interessei em instalar (e jogar) um dos jogos mais populares (se não for o mais popular) de 2018.

Culpa minha na verdade. Não é culpa do jogo.

Fortnite é um fenômeno sem precedentes. O jogo reforça claramente a ideia de reinvenção do mercado de games, que inicia uma nova (e agora, efetiva) fase no mercado de smartphones, com iniciativas sérias e jogos pensados nas poderosas especificações técnicas dos dispositivos atuais.

Por outro lado, o mercado de smartphones responde positivamente ao mundo dos games móveis. Os fabricantes começaram a lançar dispositivos dedicados ao mercado gaming, com recursos e tecnologias para um melhor desempenho na execução de apps mais pesados, com gráficos mais elaborados.

Sinceramente? Eu ainda acho que o mercado de videogames vai mudar de forma sensível com essa efetiva chegada dos games nos smartphones.

Diferente das iniciativas do passado, os dispositivos agora são, literalmente, pequenos computadores de bordo. Obviamente, os olhares mais atentos observaram um claro movimento de evolução dos dispositivos e das propostas de jogos, tal e como aconteceu no universo dos consoles.

Hoje, temos jogos com gráficos excelentes e jogabilidades muito implementadas. E como todo mundo carrega um smartphone no bolso, a pergunta que fica é: por que continuar com os consoles tradicionais?

Nada contra. Eu até prefiro os consoles.

Porém, o movimento de mudança do mercado é claro, e do perfil do gamer das novas gerações também. Hoje, entendo que é mais fácil você manter a proposta de games nos PCs, que contam com margem de evolução técnica pela possibilidade de atualizações de hardware, do que o investimento nos consoles que, por gerações, ficam estagnados.

E Fortnite é uma forte (sem trocadilhos) amostra do que estou querendo dizer.

 

 

 

É um battle royale muito popular, com mecânica envolvente e modos de jogo online/colaborativo/campanha/challenge que garantem a diversão para gamers do mundo todo.

Sem falar no modo crossplayer, onde jogadores de diferentes plataformas podem jogar o mesmo game, sem maiores problemas.

Exceto é claro os jogadores do PlayStation, já que a Sony entende que eles não temo direito de brincar com os coleguinhas no mesmo playground… tsc, tsc, tsc.

Mas… mesmo ciente de tudo isso… eu não me envolvi com a febre do Fortnite.

Eu compreendo tudo isso. Compreendo como o jogo funciona. Mas uso o meu smartphone basicamente para trabalhar, produzir conteúdos. Poucos jogos tenho instalados nos dois smartphones, porque pouco tempo tenho para jogar.

Eu sei. Falha minha. Estou tomando as providências para mudar o meu estilo de vida para aproveitar melhor o que a vida tem a me oferecer.

Porém, a febre Fortnite não me contaminou. E nem foi por preguiça ou falta de vontade. Talvez falta de tempo.

Ou talvez o medo de me contaminar pelo vício, e não conseguir fazer mais nada depois.