YouTube

Eu nunca ganhei dinheiro com o YouTube. Não sei por que, mas nunca quis depender dele para obter meus ganhos financeiros.

Sempre entendi que, para monetizar com essa plataforma, eu tinha que ter uma visibilidade realmente expressiva. Algo que realmente fosse muito acima da minha média de visualizações para alcançar os anunciantes. E isso eu nunca consegui.

Sim, eu reconheço que nunca fui um youtuber com grande volume de visualizações. Apenas um vídeo meu ultrapassou a marca das 100 mil visualizações (um review antigo de um smartphone da Motorola ou da Samsung, não me lembro qual), e hoje eu considero uma vitória quando um vídeo meu ultrapassa a marca dos 2 mil views, pois é, basicamente, 20% do número de assinantes que hoje possuo no meu canal pessoal e no canal do TargetHD.

Ou seja, eu sempre me vi muito a vontade para deixar meus vídeos sem monetização. Porque entendi que meus ganhos poderiam vir por meios indiretos, onde alguns anunciantes negociam diretamente comigo para que sua marca ou produto seja divulgado nos meus blogs. E isso fez com que o dinheiro entrasse de forma mais efetiva nos meus veículos.

Logo, as mudanças nas regras de monetização do YouTube não me afetam muito. Na teoria, eu tenho mais de 1.000 assinantes nos dois canais, e alcanço com facilidade as 4.000 horas de visualizações nos dois canais. Poderia sim monetizar meus vídeos dentro das novas regras, mas não vou fazer isso pelos motivos que já expliquei.

Entendo que o YouTube quer fazer um filtro para elevar a qualidade do seu próprio conteúdo. Quer fazer com que menos vídeos com bobagens e imbecilidades recebam monetização sem merecer. E também deve entender que os novos youtubers estão apostando apenas no imbecil e no escatológico para monetizarem seus conteúdos.

Não podemos nos esquecer jamais que o YouTube é uma plataforma que, tal e como todas as outras, tem como principal objetivo ganhar dinheiro. E não é com vídeos de gente morta ou adulto mergulhando em Nutella que eles vão atrair os anunciantes que pagam as contas e agregam valor à plataforma.

Logo, por incrível que pareça, as novas regras do YouTube não me pegam de surpresa, e não são nenhum absurdo. É a Google sendo Google, e pensando na grana.

Tal e como 95% dos youtubers fazem hoje.