E chegou o dia! O Brasil recebe hoje (9) os novos iPhones. Sim, aqueles iPhones que custam R$ 10 mil por aqui.

Os novos iPhone XR, iPhone XS e iPhone XS Max chegam ao mercaod brasileiro com preços que variam entre R$ 5.199 e R$ 9.999. De novo: são preços inflacionados demais e abusivos demais para um smartphone que faz basicamente o mesmo que os demais smartphones do mercado.

Aliás, são valores tão elevados, que boa parte do grande público consumidor está procurando pelo iPhone 8, modelo lançado em 2017 mas que ainda tem uma boa vida útil por causa da política de atualização de dispositivo estabelecida pela própria Apple.

Um iPhone pode ser útil e atualizado na mão do usuário por até cinco anos, algo que é simplesmente espetacular. Para quem não é tarado por novidades (ou para quem simplesmente não precisa ter essas novidades no seu dispositivo) pode ficar com um iPhone na mão por até cinco anos, o que valoriza o dispositivo até mesmo na hora da troca.

Tudo bem, eu mesmo gostaria de ter um novo produto de tecnologia. Mas… a que custo?

O iPhone XR, o menos caro da leva de 2018, ainda consegue ficar atrás de muitos smartphones Android com preços menores e com características técnicas melhores. Nesse momento, se eu tivesse condições financeiras para tal, as minhas escolhas seriam entre um Xiaomi Pocophone F1 (pela evidente relação custo/benefício muito mais favorável), um ASUS Zenfone 5Z (pelos 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento trabalhando com um Snpadragon 845) e um Samsung Galaxy S9+ (que tem um conjunto de câmeras simplesmente espetacular).

É uma pena que o iPhone no Brasil receba essa imagem de produto de status, telefone de grife ou smartphone que apenas o Luciano Huck pode comprar (e, ainda assim, compra no exterior). O que me consola é que o iPhone agora é caro em qualquer lugar: US$ 1.449 é um luxo que nem todos estão dispostos a ter.

Mesmo comprando vinculado com as operadoras.

Pode até ser que o dia 9 de novembro de 2018 não entre para a história pelo fato do Brasil receber o iPhone de R$ 10 mil. Porém, não deixa de ser um feito improvável e absurdo para um país onde a maioria das pessoas levam 10 meses para ganhar essa quantia… para pagar contas e manter suas famílias.

Deveria causar um certo desconforto nas pessoas que vão pagar mais de R$ 5 mil para ter um iPhone de 2018 no bolso. Mas acho que esse grupo não está se importando muito com isso na hora de pagar o dispositivo.

Que ao menos façam um bom proveito do gadget. Que sejam produtivos e mais eficientes em suas vidas. E que o dispositivo não seja apenas um chamariz para a inveja alheia quando colocado nas mesas de bares e restaurantes.

Que pelo menos a ostentação não se faça tão presente.