jovens

Uma recente pesquisa descobriu o óbvio: que os jovens estão cada vez mais dependentes dos dispositivos eletrônicos, ficando cada vez mais sozinhos.

Eu venho batendo nessa tecla a algum tempo. Tanto aqui no blog quanto junto aos amigos e familiares. É um tema que está ficando recorrente, por conta dos problemas que os jovens estão enfrentando por conta desse tipo de comportamento.

Hoje, os jovens e jovens adultos com menos de 25 anos de idade dedicam um terço do seu dia (8 horas) no uso de dispositivos eletrônicos (smartphones, tablets, notebooks, e-books e derivados). Considerando que boa parte ainda dorme 8 horas por dia (uma vez que boa parte desses jovens acabam com o sono alterado por causa desses gadgets), podemos dizer que temos uma geração de zumbis solitários e conectados passeando pelas ruas ou presos dentro de casa.

É um comportamento altamente destrutivo. É quase um lento suicídio que a pessoa faz com ela mesma, sem considerar que existe uma vida lá fora, sem pensar que outras pessoas próximas à ela gostariam de uma interação mais pessoal e efetiva.

É uma galera que gosta de ficar com a cabeça baixa, de olho na tela, totalmente presos ao seu mundo em particular, que nem é um mundo tão legal assim.

Eu tiro por mim. As redes sociais podem te prender e te afastar do mundo real de tal forma, que muitas vezes caímos na tentação de ditar nossos comportamentos e opiniões em função do que as pessoas vão pensar ou reagir nas redes sociais.

Felizmente, eu me foquei em outras coisas na minha vida. Outros projetos, outros compromissos, e hoje eu não dou tanta importância para ferramentas como Twitter, Facebook, Instagram e WhatsApp. É claro que eu uso essas redes todos os dias no meu trabalho e vida pessoal, mas não vivo em função delas.

Jamais deixo um jantar com amigos para ficar a noite toda conversando no Facebook. Eu não me permito a isso. Mas conheço muitos adultos e até pessoas bem mais velhas do que eu se comportarem como os jovens, que vivem intensamente suas vidas nas redes sociais.

Sei que é chover no molhado. Sei que pode ser conselho vazio. Mas… quanto mais rápido você, jovem, se tornar independente das redes sociais, melhor será. Pais e profissionais das áreas de educação devem olhar com mais cuidado para essas crianças, e incentivá-los a não se tornarem tão dependentes do mundo conectado.

Se antes falamos sobre a idade correta para uma criança começar a utilizar um smartphone, também é importante detectar quando um jovem ou um jovem adulto foi sequestrado pelo universo conectado.

Fazer parte desse mundo é diferente de ser escravo dele.

Pense nisso.

 

+info