O LG G8 ThinQ é um ótimo smartphone top de linha. E é bom eu deixar isso bem claro antes de qualquer coisa. Porém, é ótimo mas… mas… falta alguma coisa. As escolhas tomadas pela LG no dispositivo deixaram o produto um ou dois degraus abaixo da concorrência. E isso porque eles tentaram soluções inovadoras.

É um smartphone que se esforça para ser diferente da maioria, com soluções bem interessantes, como a tela atuando como alto-falante e o sistema de interação sem contato na tela, o Hand ID. Mas… será que realmente precisamos de um smartphone que realmente nos reconheça através da palma da nossa mão? Esse é mesmo um diferencial relevante para um telefone inteligente atual?

Tudo bem, reforça a proteção dos dados do dispositivo, e é algo que pode funcionar com os mais preocupados com a privacidade nos tempos atuais. Porém, eu tenho dúvidas se a maioria das pessoas vão comprar essa ideia.

Mas o maior problema do LG G8 ThinQ não está nas tentativas da LG em oferecer um smartphone que faz coisas diferentes da concorrência. Está justamente no seu modo ‘mais do mesmo’ para as suas próprias propostas, deixando de inovar onde poderia (e deveria).

 

 

O conservadorismo que (sempre) atrapalha

 

 

Custa mudar um pouco o design do seu produto, LG? Será que os fãs da marca realmente estão gostando de um design de dispositivo que não muda há dois anos? Sem falar nesse leitor de digitais na parte traseira. Não deu tempo de desenvolver uma solução própria para um leitor de digitais na tela?

No final das contas, mesmo sendo um smartphone ótimo, o LG G8 ThinQ é um dispositivo conservador demais para um 2019 onde o mercado busca desesperadamente por um novo formato, uma quebra de paradigma, ou uma proposta que saia do lugar comum para convencer o consumidor.

Eu sei, eu entendo. A LG está passando por um momento de mudanças na sua estrutura interna, e é normal que a empresa ainda esteja se adaptando a tudo isso. Pode ser que em 2020 tudo mude, e um smartphone realmente revolucionário dos coreanos dê as caras.

Ou também pode ser tarde demais.